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Após ser preso em flagrante por tentar introduzir drogas no Conjunto Penal de Serrinha, o advogado Alexandre Laranjeira da Silva Santos recebeu liberdade provisória, e terá que cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada pelo Poder Judiciário baiano durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (22).
O caso, que ganhou repercussão após a prisão ocorrida na quarta-feira (21), envolve a tentativa de entrega de 1,30 grama de maconha a um interno durante visita profissional. A juíza Leticia Fernandes Silva Freitas, responsável pela audiência, considerou que a prisão preventiva não era necessária no momento, optando por medidas alternativas que garantam o acompanhamento do advogado.
Segundo o alvará de soltura, entre as condições impostas para a liberdade, estão o monitoramento eletrônico 24 horas por dia, recolhimento domiciliar obrigatório durante a noite e em dias de folga, e a proibição de se ausentar da cidade sem autorização judicial. Alexandre também teve sua inscrição na OAB suspensa temporariamente e está impedido de se aproximar de qualquer unidade prisional no estado.
A decisão levou em conta o histórico do advogado, que já respondeu por outros crimes de tráfico no passado, mas destacou o longo período sem novas ocorrências, segundo os autos o último registro contra ele é de 2020. O magistrado entendeu que, neste momento, o risco à ordem pública pode ser contido com as medidas cautelares estabelecidas, sem a necessidade de mantê-lo preso.
Além disso, Alexandre terá que se apresentar à Central de Alternativas à Prisão para a instalação da tornozeleira e deverá seguir todas as regras impostas pelo Judiciário. Caso descumpra qualquer uma das determinações, poderá ter sua liberdade revogada e ser preso novamente.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".