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polo industrial de camacari
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) que existe a possibilidade de perseguição ao polo industrial do município caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa presidencial. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, o gestor disse apostar na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar dos números das pesquisas eleitorais.
A declaração foi feita após Caetano ser questionado sobre a fala da deputada federal Ivoneide Caetano (PT), sua esposa, que levantou a possibilidade de a montadora chinesa BYD deixar Camaçari caso Flávio vença a eleição. “Sinceramente, eu não acredito que ele (Flávio Bolsonaro) ganhe a eleição. Eu acredito na vitória de Lula. E aposto na vitória de Lula”, afirmou o prefeito.
Caetano também criticou a postura de Flávio durante o debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes no domingo (18). Para o petista, o comportamento do senador durante o confronto com Lula demonstrou falta de respeito ao adversário. “É muito ruim para o Brasil se Flávio vier ganhar essas eleições. A gente viu ontem a postura dele. Não é postura do Executivo, não é postura de um deputado, de um senador. É uma postura de moleque. O que ele fez ontem foi uma molequice ali dentro, naquele debate”, declarou.
Ao comentar o alerta feito por Ivoneide sobre a BYD, o prefeito afirmou que a preocupação envolve possíveis retaliações a empresas com vínculos com países que não estejam alinhados ao governo dos Estados Unidos. Ele associou esse cenário à relação política entre Flávio Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump.
“Ele vai perseguir o nosso polo industrial, ele vai perseguir as empresas que não sejam oriundas de países que tenham articulação com o presidente dos Estados Unidos”, disse Caetano.
A declaração de Ivoneide foi feita durante um encontro em Camaçari. Na ocasião, a deputada afirmou que representantes da BYD estariam preocupados com o resultado da eleição e teriam solicitado uma reunião com ela e o prefeito.
Durante a entrevista, Caetano também demonstrou confiança na mobilização de apoiadores de Lula na Bahia. Ele relatou ter participado de um ato na região da Barra e de Ondina, em Salvador, no domingo, e afirmou ter observado grande adesão popular. O prefeito comparou a mobilização atual a movimentos populares que marcaram a redemocratização do país e as campanhas pelas Diretas Já.
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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que a petroquímica Braskem pague o plano de saúde de um ex-funcionário diagnosticado com leucemia após 32 anos de atuação no Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo o químico, a doença foi ocasionada após anos de exposição ao benzeno.
Quando procurada pelo Bahia Notícias, a Braskem alegou que não comenta processos em andamento na Justiça.
Conforme divulgado pelo TST nesta segunda-feira (11), o colegiado deferiu um mandado de segurança para o trabalhador, válido até a decisão da reclamação trabalhista. No processo, o homem alegou ter exercido diversas atividades na empresa e ter sido exposto a agentes químicos altamente nocivos, como o benzeno, substância química volátil e inflamável. O trabalhador também documentou vazamentos de benzeno na unidade industrial em várias ocasiões.
O homem relatou ter sido contratado em novembro de 1987, sem problemas de saúde. Entre maio de 2018, a partir do diagnóstico da doença, e 2019, o funcionário da Braskem ficou afastado para tratamento, recebendo auxílio-doença por acidente de trabalho do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ele, a demissão foi homologada logo após o término do período de estabilidade na empresa.
Após o desligamento, ele teria sido obrigado a assumir integralmente os custos do plano de saúde, com uma aposentadoria muito menor do que o valor que recebia em atividade. O funcionário relatou que, mesmo após o INSS ter identificado a relação entre a doença e a exposição ao benzeno, a empresa não teria reconhecido a responsabilidade pela doença.
O homem entrou com a liminar para que a Braskem custeasse o plano de saúde e as despesas adicionais necessárias para a continuidade do tratamento médico. Em 2021, após o pedido de liminar ser negado pela 2ª Vara do Trabalho de Camaçari e, posteriormente, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT), por falta de provas de que a leucemia foi adquirida devido ao trabalho, o pedido foi encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho. O TST, por sua vez, determinou, por unanimidade, que a Braskem pague integralmente o plano de saúde de um químico.
O relator do recurso, ministro Douglas Alencar Rodrigues, considerou haver inúmeros relatórios médicos indicando que o aposentado foi diagnosticado em maio de 2018 e terá de usar medicação por tempo indeterminado, com monitoramento da doença por toda a vida. Destacou também que, na perícia do INSS para contagem especial do período em que esteve exposto ao agente nocivo, consta que ele fora exposto ao hidrocarboneto aromático benzeno.
O ministro assinalou que o Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão auxiliar do Ministério da Saúde, indica diversos efeitos crônicos da exposição ao benzeno, incluindo desenvolvimento de cânceres sanguíneos de vários tipos, como as leucemias. Observou, ainda, que o Decreto 3.048/1999 indica as leucemias como doenças relacionadas ao benzeno.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.