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O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) participou, nesta segunda-feira (7), do Grito dos Excluídos, em Juazeiro, no Norte da Bahia. Durante o ato, ele defendeu que a independência do país também seja refletida na melhoria das condições de vida da população. Ao lado de movimentos sociais e populares, Jerônimo associou desenvolvimento econômico à geração de empregos, aumento da renda, redução da pobreza e ampliação de direitos.
“É preciso crescer, mas crescer incluindo. É preciso gerar riqueza, mas fazer essa riqueza circular e melhorar a vida do povo. Desenvolvimento de verdade é aquele que chega para quem mais precisa, que gera emprego, renda, oportunidade, educação, saúde e dignidade. [...] Não queremos uma Bahia que cresça deixando gente para trás. Queremos uma Bahia que cresça junto, que tenha emprego para a juventude, oportunidade para quem quer empreender, cuidado para quem precisa e políticas públicas chegando aos municípios e às comunidades. Independência de verdade também é isso. É garantir que cada baiano e cada baiana tenha oportunidade de construir uma vida melhor”, afirmou o governador.
Segundo os dados apresentados pela campanha, a economia baiana acumulou crescimento de 8,2%, enquanto o desemprego atingiu o menor nível da série histórica. Nos últimos três anos, foram criados mais de 307 mil empregos formais no estado. Ainda de acordo com os números divulgados, 1,1 milhão de baianos deixaram a extrema pobreza entre 2022 e 2025.
Para Jerônimo, os indicadores demonstram que o avanço econômico pode ocorrer junto à redução das desigualdades. Para um eventual próximo mandato, o governador também defende a chamada “Bahia do Cuidado”, com ações voltadas à primeira infância, educação infantil, idosos, pessoas com deficiência e população em situação de rua. Entre as propostas está a ampliação das creches, apresentada como uma medida que pode garantir atendimento às crianças e, ao mesmo tempo, criar condições para que mães estudem, trabalhem, empreendam e aumentem a renda familiar.
O Suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2024 divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (7) apontou baixa cobertura de equipamentos públicos voltados à segurança alimentar em prefeituras da Bahia.
No ano passado, apenas 12 dos 417 municípios baianos, ou 2,9% do total, contavam com restaurante popular mantido pela gestão municipal. No total, eram 22 restaurantes populares no estado, sendo que 18 serviam apenas uma refeição por dia.
As cidades que dispunham do serviço eram Alagoinhas, Brumado, Dom Basílio, Feira de Santana, Itabuna, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Ribeira do Amparo, Salvador, São Félix do Coribe e Vitória da Conquista.
A proporção baiana é inferior à média nacional (3,8%), equivalente a 212 cidades em todo o país. Entre os estados, a Bahia ocupa a 14ª posição no ranking. O Maranhão (14,7%), o Rio de Janeiro (12%) e o Amazonas (9,7%) lideram a lista. Já Rondônia, Roraima e Mato Grosso do Sul não contam com o serviço.
COZINHAS COMUNITÁRIAS MAIS RARAS
O número de municípios com cozinhas comunitárias é ainda menor. Em 2024, nove cidades baianas (2,2%) mantinham o serviço, em um total de 11 unidades em funcionamento — apenas cinco delas serviam três ou mais refeições por dia.
Os municípios com cozinhas comunitárias eram Biritinga, Lauro de Freitas, Malhada de Pedras, Maraú, Nova Canaã, Nova Redenção, Paulo Afonso, Santa Inês e Santo Estêvão. A Bahia também ficou abaixo da média nacional (5,1%), com a 13ª maior proporção entre os estados. O ranking é liderado por Pernambuco (67,6%), Ceará (19%) e Alagoas (6,9%). Rondônia, Acre, Roraima, Amapá e o Distrito Federal não têm cozinhas comunitárias.
BANCO DE ALIMENTOS
O levantamento aponta que apenas 16 municípios baianos (3,8%) contavam com Banco de Alimentos sob responsabilidade da gestão municipal. As cidades que tinham o equipamento eram Belo Campo, Bom Jesus da Lapa, Brotas de Macaúbas, Camaçari, Carinhanha, Cocos, Ibotirama, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paratinga, Paulo Afonso, Piatã, Salvador, Serra do Ramalho, Sítio do Mato e Teixeira de Freitas.
A proporção baiana é ligeiramente menor que a nacional (4,1%), mas o estado ocupa a 9ª posição no país. Minas Gerais (10,1%), São Paulo (8,5%) e Ceará (7,3%) lideram. Já Amazonas, Roraima, Amapá e Alagoas não têm o serviço.
MERCADOS PÚBLICOS
Apesar dos baixos índices nos programas de alimentação, a Bahia se destaca na gestão de mercados públicos. Mais da metade das cidades do estado (213 municípios, ou 51,1%) têm mercado público administrado pela gestão municipal, um total de 345 mercados, dos quais 327 (94,8%) estão sob responsabilidade exclusiva das prefeituras.
A proporção é superior à nacional (29,2%), mas coloca a Bahia apenas na 12ª posição entre os estados. O Acre (77,3%), o Amazonas (74,2%) e o Ceará (73,9%) lideram o ranking. Além disso, nove municípios (2,2%) têm mercados públicos estaduais, e sete (1,7%) contam com mercados mantidos por entidades privadas.
SACOLÕES E QUITANDAS PÚBLICAS AINDA SÃO EXCEÇÃO
Em 2024, apenas Paulo Afonso tinha um sacolão ou quitanda pública mantida pela gestão municipal, em parceria com entidades privadas.
Em todo o país, apenas 27 cidades abrigavam esse tipo de equipamento, distribuídas em 12 unidades da Federação. Já os sacolões privados estavam presentes em dez municípios baianos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gilberto Gil
"É preciso batalhar".
Disse o cantor e compositor Gilberto Gil ao compartilhar registro nas redes sociais onde faz uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a democracia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.