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politica nacional de minerais criticos e estrategicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (16), a lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A legislação tem como objetivo central ampliar a agregação de valor aos recursos minerais em território nacional, estimulando a pesquisa, a lavra, o beneficiamento, a transformação e a mineração urbana, de modo a assegurar a soberania sobre o uso dessas matérias-primas para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país.
A nova política busca criar condições para que os minerais considerados críticos e estratégicos fortaleçam a industrialização, a inovação tecnológica, a segurança energética e a sustentabilidade regional.
Junto à sanção da lei, o presidente assinou o decreto que regulamenta a estrutura e o funcionamento do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). Vinculado à Presidência da República, o órgão será a instância central de coordenação, planejamento e acompanhamento da PNMCE, responsável por formular o Plano Nacional do setor, selecionar e habilitar projetos prioritários e definir ou atualizar a lista oficial de minerais estratégicos.
O CIMCE também terá atribuições para homologar reorganizações e mudanças de controle societário de ativos minerais e estabelecer diretrizes de diversificação econômica para territórios impactados pela mineração. A lei preserva integralmente as competências regulatórias, fiscalizatórias e de outorga da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Para tanto, prevê mecanismos de financiamento e incentivos fiscais, exigindo como contrapartida investimentos empresariais em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), cumprimento de exigências socioambientais e utilização preferencial de produtos e mão de obra locais.
Essa legislação prevê ainda a criação da Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Formação Profissional em Minerais Críticos e Estratégicos (RNMCE), voltada à integração entre o setor mineral, universidades, startups e centros de pesquisa. O texto estabelece obrigações de rastreabilidade para toda a cadeia produtiva, incluindo controle de origem, licenças ambientais, outorgas, transporte e reciclagem.
A governança do CIMCE será dividida em três instâncias:
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Pleno: Instância superior de formulação estratégica e deliberação normativa, presidida pelo Ministro da Casa Civil. É composto pelos ministros de Minas e Energia, do Gabinete de Segurança Institucional, da Agricultura e Pecuária, da Gestão e Inovação, da Secretaria-Geral, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, das Relações Exteriores, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O Pleno conta também com voto de um representante dos estados/DF, um dos municípios, 2 do setor privado e 1 das instituições de ensino superior, todos com mandatos de 2 anos.
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Comitê Executivo: Órgão encarregado da aprovação, classificação e priorização de projetos submetidos ao conselho, sob a presidência do MDIC e integrado por representantes dos ministérios da Casa Civil, Minas e Energia, Fazenda, Planejamento, Relações Exteriores, Defesa, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente.
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Secretaria Executiva: Estrutura técnico-administrativa abrigada no MDIC, responsável pela organização dos trabalhos, triagem de investimentos e instrução das matérias submetidas ao Pleno e ao Comitê Executivo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).