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O presidente do Senado Federal do Brasil, Davi Alcolumbre, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passam por uma reaproximação após desgastes recentes. Em nota à imprensa, o presidente do Senado diz que se encontrou com Lula na quarta-feira (12) e teve um diálogo "maduro, franco e republicano."
Lula e Alcolumbre se encontraram, pela segunda vez nesta semana, nesta sexta-feira (14), no Palácio da Alvorada, o que demonstra maior proximidade entre os líderes. A expectativa de aliados é que o movimento também se reflita em troca de apoio nas eleições.
Segundo Alcolumbre, como presidente do Congresso, ele tem a função de analisar as propostas submetidas ao Parlamento. "Com absoluto respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senadora e senador", disse em nota.
Nesse sentido, determinei o encaminhamento às comissões competentes de três propostas prioritárias: a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, a PEC 18/2025, a PEC da Segurança Pública, e o PL 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários.
Pautas como a PEC da Segurança e do fim da escala 6x1 são prioridades do governo Lula. Na Câmara, a tramitação da 6x1 avançou rapidamente, sob Hugo Motta (Republicanos-PB), que já declarou apoio ao presidente Lula.
ENTENDA O DESENTENDIMENTO
Desde a reprovação no Senado do então ministro Jorge Messias, Alcolumbre e o petista estavam com a relação rompida. Lula tinha indicado o chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal). Ao mesmo tempo, as matérias de interesse do governo ficaram travadas no Senado.
O professor, autor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Wilson Gomes, lança, no dia 20 de novembro, seu mais novo livro, “Crônica de Uma Tragédia Anunciada - Como a Extrema Direita Chegou ao Poder”. O evento de lançamento será realizado a partir das 18h, pelo Youtube, com participação de convidados.
A obra, que está em pré-venda no site da Amazon, aborda a política brasileira através de uma coletânea de análises e comentários do autor, originalmente publicados no Facebook. O livro registra e acompanha o caminho por onde percorreu a política nacional, de 2013 até as eleições de 2018, passando por escândalos, protestos de massa, surgimento e desaparecimento de movimentos sociais.
A publicação tem como proposta contribuir para ajudar a entender como determinados eventos levaram Jair Bolsonaro, um candidato conservador e da extrema-direita, à Presidência da República.
De acordo com o autor, o leitor encontrará no livro uma crônica honesta e atenta, escrita no calor do momento, em breves relatos publicados online enquanto tudo acontecia e levava em direção ao desfecho de 2018.
Dentre os temas abordados estão os erros da esquerda, a operação Lava Jato e o lavajatismo, a formação e consolidação do sentimento antipetista e de antipolítica e o surgimento do bolsonarismo.
Com os escândalos de corrupção na política brasileira, o cenário do país tem chamado a atenção de personalidades da mídia internacional. O ex-baixista da banda Pink Floyd, Roger Waters, publicou em suas redes sociais uma imagem do presidente Michel Temer. “Essa é a vida que realmente queremos?”, questionou o músico na legenda, ao fazer alusão entre a política brasileira e o título do seu novo álbum ”Is This the Life We Really Want?”, que será lançado no dia 2 de julho. Nos comentários da publicação o artista recebeu apoio com respostas de “Fora Temer”, mas ainda houve quem criticasse dizendo que pessoas púbicas, como os artistas, não devem se posicionar politicamente. O músico costuma fazer protestos em suas apresentações. Segundo o jornal Folha de São Paulo, no ano passado, Waters transformou Donald Trump em um porco durante show realizado na Califórnia.

Esta não é a primeira vez que o seriado norte-americano faz piadas com a política brasileira. Na época do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff a brincadeira foi pelo Twitter: “Em português, eles não dizem ‘impeachment’, eles dizem ‘se inspirar no Francis Underwood’ e eu acho que isso é lindo”.
In brazilian portuguese, they don't say "impeachment", they say "se inspirar no Francis Underwood" and i think that's beautiful.
— House of Cards (@HouseofCards) 19 de fevereiro de 2015


Recentemente a página no Facebook brincou com a primeira-dama Marcela Temer e seu título de "bela, recatada e do lar":— House of Cards (@HouseofCards) 16 de março de 2016
Watching today's Brazilian news coverage. pic.twitter.com/ojlEjXuVje
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil".
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao se pronunciar sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.