Artigos
Integração que protege
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
pierre onassis
O penúltimo encontro do Olodum com seus “oludúnicos” antes do Carnaval matou uma saudade implícita do público, a de ver alguns dos grandes nomes da banda de volta aos palcos ao lado da maior percussão do mundo, declaração dada por Jau e reforçada por quem aproveitou a noite ao som dos tambores. Mas ex-vocalistas não, eternos integrantes do Olodum.
Narcizinho, Lucas Di Fiori e Diggo De Deus receberam nesta terça-feira (27) no palco montado na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, em frente a Casa do Olodum, Tonho Matéria, Pierre Onássis e Jau para um show que arrancou lágrimas e muita dança do público presente, mesmo com a chuva que insistiu em cair. Talvez fosse um sinal da força que o Olodum teve ao reunir os Vingadores do Samba-Reggae.
Foto: Bianca Andrade
O primeiro convidado a subir no palco para contar sua história com o Olodum, ou melhor, cantar a sua história, foi Tonho Matéria. Voz de ‘Olodum pra Balançar’, ‘Povo de Benguela’ e ‘Marroquino’, o cantor, compositor e capoeirista se declarou para a banda que o formou como cidadão.
“Estou muito emocionado em ser um dos convidados para exaltar a voz, para fazer o cântico cantar, aquilo que Gilberto Gil sempre fala na sua canção. O Olodum é isso, é a energia, a sinergia, o equilíbrio, a força, o amor, o caminho. Olodum é a direção, é tudo isso que me transformou. Todos esses valores que eu consegui obter durante minha trajetória de vida, eu agradeço muito a este lugar, a este movimento, a este que não é só um grupo, é um conjunto de ideias de equilíbrio é um conjunto de fatores que nos transformam, que nos faz se elevar cada vez mais e que nos transforma em vida”, disse o artista ao BN.
Foto: Bianca Andrade
A diversidade na voz não ficou apenas no palco. Durante a apresentação, Tonho brincou com um ponto que se tornou uma tradição da festa, o fato da Benção conseguir juntar o mundo inteiro em um só lugar, provando que o Olodum é mundial.
Na plateia, era possível ver turistas com a tradicional camisa do Olodum, com pinturas da Timbalada no corpo, um bronze questionável pelo tom de vermelho no rosto, um claro indicativo de quem duvidou da força do sol na capital baiana, mas todos em sintonia com a percussão e a força da voz da banda, seja através de Narcizinho, Lucas, Diggo ou dos convidados, ou, como Fiori fez questão de frisar, dos artistas da casa.
Pierre, que deu voz a grandes clássicos da banda como ‘Rosa’ e ‘Requebra’, primeira música a receber o título de Música do Carnaval no troféu Bahia Folia, foi o segundo artista a se apresentar com o grupo. Da plateia, antes de subir no palco, Pierre seguia a letra da música ‘É Lindo de Se Ver’, admirando o grupo que, como o próprio disse, o tornou artista.
Foto: Bianca Andrade
“O Olodum é um compasso de verdade na minha vida. Não tem nada mais que represente essa junção de palavras que me conduziram e que me fizeram ser o Pierre Ronassis com notoriedade enquanto compositor enquanto cantor. Então, a palavra de ordem é gratidão.”
Visivelmente emocionado, Pierre mesclou o repertório com músicas feitas por ele para o Olodum, músicas compostas ao lado de Jau e a aposta dele para o verão, a canção ‘Ela É Problema’. Após a apresentação, assim como Tonho, o artista fez questão de continuar no espaço e curtir a festa.
Último convidado da noite, Jau levou a elegância, brincadeira feita por Lucas e Narcizinho ao chamar o artista, para o palco. Ao Olodum, Jau deu canções como ‘Canto Ao Pescador’, ‘Jeito Faceiro’, ‘Envolvente Olodum’ e ‘Avisa Lá’. No palco, o artista se mostrou estar em casa. “Nascido” artista no Pelô, com influência dos blocos afro, Jau afirmou ao Bahia Notícias que o Olodum foi o seu útero. Na banda percussiva, o artista se criou para o mundo, e para ele, toda sua carreira tem o dedo do grupo.
Foto: Bianca Andrade
"O significado do Olodum para mim é o útero. Eu nasci no Olodum, eu nasci na música, então, é amor de filho, amor de pai, amor de mãe, o Olodum é o útero. É a maior banda de percussão do planeta. Por exemplo, eu passei no Olodum vários anos, compus várias canções para o Olodum, saí para fazer carreira solo, mas o Olodum nunca saiu de mim. Então, essa é a força que a maior banda de percussão do planeta tem. Ele nunca sai das pessoas. O Olodum quando bate, ele bate para ficar. Mas bate com a música, para não sentir dor. O Olodum é eterno, maravilhoso", disse.
A banda Filhos da Bahia, inicialmente criada por Miguel Freitas (Filho de Carlinhos Brown), Zaia (Filho de Reinaldinho) e João Lucas (Filho de Saulo Fernandes), está sob nova direção e com nova cara.
Quase quatro anos após o surgimento do projeto, os herdeiros remanescentes, Migga Freitas e João Lucas, junto a Raysson Lima (Filho de Tonho Matéria), anunciaram uma mudança impactante na família.
O grupo deixa de se chamar 'Filhos da Bahia' e passa a se chamar 'Filhos do Brasil', com novo vocalista após a saída de Zaia, Pierrinho, filho de Pierre Onassis.
Segundo Migga, a mudança aconteceu de forma natural e conversa com o propósito do grupo. "Nós somos agora FDB! Filhos do Brasil, uma evolução natural, representando ainda mais a nossa conexão com a diversidade cultural e musical do nosso país", afirmou.
Pierrinho já estava se apresentando com o grupo antes mesmo de um grande anúncio oficial. Em fevereiro deste ano, o artista se apresentou como convidado, até ser integrado oficialmente ao grupo. "Fazer parte dessa história que respeita o passado, mas que olha firme pro futuro. Bora junto nessa!", celebrou.
A banda ainda prometeu um novo trabalho para o público nesta semana.
O Salvador Shopping realizará, na próxima terça-feira (4), às 19h, um show gratuito do cantor Pierre Onassis, com participação especial do Cortejo Afro. O evento ocorrerá no Ice Cream Park, no piso L1 do centro de compras, e integra a programação da terceira edição do projeto Som do Salvador, que celebra o talento musical negro da Bahia.
Após esta apresentação, a edição do Som do Salvador se encerra no dia 11 de fevereiro, com o grupo Ilê Aiyê e a cantora Carla Visi, também no Ice Cream Park, às 19h. A edição deste ano do projeto comemora os 40 anos da Axé Music, o verão baiano e a rica herança musical negra da cidade, considerada a mais negra fora da África.
A terceira edição do Som do Salvador já contou com shows de Tatau e Escandurras, além da Banda Didá, que se apresentou ao lado de Tonho Matéria.
A entrada é gratuita, mas é necessário realizar inscrição prévia pelo aplicativo do shopping, disponível para Android e iOS.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
O cantor e compositor Pierre Onassis relembrou sua parceria com Jau. Segundo ele, era impossível não se emocionar toda vez que subia no palco ao lado do parceiro. O relato foi dado durante o podcast Bargunça desta terça-feira (21).
"Aconteciam o cantar, a espontaneidade do palco, as coisas eram involuntárias. Na junção entre Pierre e Jau a grande química era o grande lance. Quando a gente estava no palco, eu me emocionava todas as vezes", contou ele emocionado.
Em seguida, ele contou que além dele as pessoas que iam aproveitar o show da dupla também se emocionavam e chegavam a chorar. "Eu via as pessoas chorando. Era uma energia surreal, tá doido".
O cantor Pierre Onassis contou, durante o podcast Bargunça desta terça-feira (21), que busca se atualizar constantemente sobre as tendências antes de compor. Segundo ele, a linguagem muda o tempo todo e não se atualizar o tornará "arcaico".
"A linguagem mudou. Quando eu estou fazendo música eu procuro o que está rolando na internet, qual o papo, qual a gíria. Eu sou para frente, eu vivo hoje pensando no amanhã. Eu sou um compositor aberto, eu preciso ser porque se não fico arcaico, envelhecido", contou.
Após isso, ele confidenciou que isso faz com que suas composições se eternizem. "Nós envelhecemos, a canção não. A canção se renova. Uma canção como 'vai sacudir, vai abalar', eternizada está e vai ser cantava a vida inteira. Eu vou morrer e gerações futuras estarão cantando, porque ela imortalizou".
"A pergunta é: 'Como posso me beneficiar de tudo que está acontecendo na modernidade musical? Ou então, eu esqueço tudo isso e vou fazer música para só eu ouvir", apontou.
O cantor Pierre Onassis anunciou nas redes sociais a morte do irmão, Edmilson Amorim Rodrigues, conhecido como Del.
A postagem foi feita pelo artista já no final da noite de segunda-feira (11). Segundo Pierre, o irmão faleceu pela tarde, no entanto, não foi dado mais detalhes das circunstâncias da morte. O cantor cita que o irmão estava com a saúde fragilizada e que passou diversas vezes pelos hospitais.
Em um texto emocionado, o artista lamentou a perda e citou o encontro do irmão com a mãe. O corpo de Del foi encontrado sem vida na casa onde morava, em Itapuã, em Salvador.
"Na tarde de hoje meu irmão querido por mim e por todos nos deixou, uma pessoa boa, amada por todos ao seu redor, irradiava alegria mesmo com a saúde fragilizada, foram muitas idas e vindas à hospitais mas, ele sempre se mostrou determinado à viver e viver… Vai ao encontro de nossa mãe que com toda certeza já o abraçou com aquele abraço apertado de quem ama e cuida. Vai meu irmão Edmilson Amorim Rodrigues O Del, vai para os braços do Pai pois conosco fica a lembrança leve e um bom homem, meu irmão, meu irmão querido. Amor eterno!!!!."
Ainda não há informações sobre o velório de Edmilson Amorim Rodrigues.
Os cantores Larissa Luz e Pierre Onassis são os convidados especiais da próxima edição do ensaio do Cortejo Afro, realizada na segunda-feira (9), a partir das 21h, no Largo Quincas Berro D’Água, Pelourinho, em Salvador.
Durante o show, que tem direção artística assinada por Alberto Pitta, a banda promete agitar o público com canções de seu próprio repertório, além de releituras de clássicos da MPB, do Pop e da batida percussiva. A abertura ficará por conta do DJ Pimenta.
Os ingressos, que custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), estão à venda no Sympla e nos restaurantes Portal do Pelô e Odoyá, situados no Pelourinho. No dia do evento a bilheteria funcionará a partir das 17h.
SERVIÇO
O QUÊ: Ensaio do Cortejo Afro – Com Larissa Luz e Pierre Onassis
QUANDO: Segunda-feira, 9 de dezembro, às 21h
ONDE: Largo Quincas Berro D’Água – Pelourinho – Salvador (BA)
VALOR: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
A segunda edição do Festival Hype, que será realizada neste sábado (7) e domingo (8), terá shows de Lazzo Matumbi, Davi Moraes, Ronei Jorge, Muriquins, OsMyFriends, Levi Lima, Diamba, Pali e Pierre Onassis. O evento acontece das 11h às 22h, na Av. Centenário, em Salvador, reunindo além de música, gastronomia, moda, música, arte e sustentabilidade. A entrada é gratuita.
Confira a programação musical:
Palco Sounds
Sábado - 07/07
16h – Ronei Jorge
17h – Muriquins
18h – OsMyFriends
20h – Davi Moraes convida Pierre Onassis
* Intervalos – DJ Lúcio K
Domingo - 08/07
12h – Espaço Musical (atração infantil)
16h – Cordas a Baiana
17h – SSA
18h – Pali
19h - Diamba convida Lazzo Matumbi e Levi Lima
*Intervalos – DJ Roger’n Roll
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É um momento muito auspicioso para as artes na Bahia".
Disse o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro citando o retorno da Sala Principal do Teatro Castro Alves, previsto para o 1º semestre deste ano e apontando para o incentivo à arte na base, por meio da formação de novos talentos.