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O idoso Ademi Serafim Gomes, de 70 anos, natural de Itaíba (PE), foi encontrado morto dentro de sua residência na noite deste domingo (4), na comunidade Tapera, localizada na zona rural de Serra do Ramalho, no oeste da Bahia. O caso foi atendido por uma guarnição da 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (PM-BA) (PM-BA), acionada por volta das 19h56 via telefone funcional.
Ao chegar ao endereço, a equipe policial conversou com uma familiar da vítima, que informou que o idoso sofreu um repentino mal-estar no interior do imóvel e acabou não resistindo.
Após a constatação do óbito no local, a Polícia Militar (PM-BA) acionou a coordenação de área, que realizou o encaminhamento do fato à Delegacia Territorial de Bom Jesus da Lapa para a adoção das medidas legais cabíveis. As circunstâncias e a causa exata da morte serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes.
Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes deste ano, o longa Bacurau, dos diretores Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, ambos nordestinos, já chegou à pré-estreia em Salvador, na última quarta-feira (28), aclamado. Duas salas do Espaço de Cinema Glauber Rocha, no Centro Histórico, foram reservadas para a exibição e ficaram lotadas. A estreia oficial do filme em salas de todo o país aconteceu nesta quinta (29).
A trama fala sobre um povoado fictício no interior do sertão nordestino que desaparece do mapa repentinamente. O que se desenrola a partir daí é uma narrativa com suspense, ação e aventura. Ingredientes que, aliás, um dos diretores, Kléber Mendonça Filho, afirma ser um dos desafios enfrentados na concepção. "O maior desafio é ter feito um filme brasileiro de ação, de ficção científica, de aventura onde os personagens fossem extremamente brasileiros e que eles falassem e você acreditasse", disse ao Bahia Notícias.
Bacurau teria tudo para ser um "Western", ou em bom português, um "filme de faroeste". Isso se não fosse o sertão Pernambucano hiperconectado, a realidade distópica não tão distante e o cangaço repaginado de um dos personagens, Lunga - interpretado por Silvero Pereira. Com esses atributos, o longa se aproxima mais de outro gênero do cinema da década de 1960: o Cinema Novo de Glauber e Olney.
Concebido a partir de 2009 - ano em que o Brasil ainda não havia vivenciado os movimentos políticos de junho de 2013, nem mesmo a guinada à direita com a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018 -, as metáforas que o público e a crítica relacionaram com a atual situação social e política do país estão no roteiro desde o início.
Juliano Dornelles responsabiliza a coincidência a um fenômeno comum na história. "É um filme sobre resistência, sobre reação. Eles estão lidando com uma situação de ameaça e precisam se organizar para se defender. Isso a gente traz dos arquétipos que a gente tem na cultura da humanidade mesmo", justificou.

Foto: Bruno Leite/Bahia Notícias
Já para Kleber, as comparações nunca foram tão intencionais em seus planos, mas fazem parte de uma pequena representação do que seria o Brasil. "A gente vê a sociedade brasileira de certa forma e aquela comunidade é criada a partir de experiências pessoais nossas do Nordeste. Então se a carapuça cabe, se você quiser usar aquela carapuça ou alguém quiser usar, eu acho que funciona", explica.
"O filme na verdade está sendo encaixado, e às vezes bem, dentro de uma situação de brasileiro, de Nordeste e de Brasil em relação aos Estados Unidos. Tudo isso é muito incrível, é uma situação atmosférica muito interessante que acontece", complementa Kléber Mendonça.
A premissa básica é o entendimento de que o futuro é logo ali. Os primeiros caracteres que aparecem, logo na chegada de uma das personagens à cidade, apontam: "alguns anos à frente...". E dessa maneira a ficção não se intenciona em ir muito longe no tempo. O cangaço é uma das forças motrizes da reviravolta que a trama dá.
SITUAÇÃO DA ANCINE
O série de indicativos, por parte do Executivo nacional, em torno da redução de incentivos aos filmes financiados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e até mesmo de transferência da sede do Rio de Janeiro para Brasília, desde o início desse mês, é encarado pela classe artística como um "desmonte".
Se consolidado, o processo pode desacelerar o setor de produção de obras audiovisuais, que voltou a ser aquecido com o movimento iniciado nos fim dos anos 1990 e apelidado de "Cinema de Retomada", no qual o segmento pernambucano tem um protagonismo - com obras como "Lisbela e o prisioneiro" (2003), de Guel Arraes, e "Tatuagem" (2013), de Hilton Lacerda.
O diretor Juliano Dornelles defende que o papel do cinema de Pernambuco, assim como o de qualquer outro do país, seria o de continuar existindo, ser honesto com sua própria linguagem e manter a frequência de produção. Afinal, conforme apontou, ano passado foram 160 filmes produzidos no Brasil.

Foto: Bruno Leite/Bahia Notícias
Sobre o assunto, a atriz baiana Luciana Souza, que integra o elenco de Bacurau, afirma que a produção de obras cinematográficas e de cultura não tem volta, mesmo com as "retaliações". De acordo com ela, o que vem sendo observado é a necessidade de algo como Bacurau, que seria "uma voz clamando por tudo isso que estamos vivendo". "E daqui para frente, mesmo que digam não a gente tá fazendo", conclui.
A atriz também já integrou o Bando de Teatro Olodum e participou de outro sucesso do cinema nacional, "Ó paí, ó". A sua personagem, Isa, é a responsável pela história do povoado retratado em Bacurau e tem uma forte amizade com a médica vivida por Sônia Braga.
CANNES E OSCAR
Das cinco categorias oficiais do Festival de Cannes em 2019, uma delas, o Prêmio do Júri, ficou para Bacurau. A experiência de estar no tapete vermelho do festival francês já havia sido vivenciada por Kleber com Aquárius, em 2016, com a indicação da obra para a Palma de Ouro.
Ele confessou ao BN que a esperança do recém-lançado filme ganhar, bem como o sonho de ir, existia, mas que não se pode contar com isso, pois "são milhares de filmes submetidos todos os anos".
Bacurau também foi incluído como uma das doze indicações da Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Ministério da Cidadania, ao Oscar 2020, mas o escolhido para concorrer ao prêmio foi "A vida invisível".
Conhecido por interpretar Jesus por quatro décadas na Paixão de Cristo do Recife e de Nova Jerusalém, o ator, escritor e diretor de teatro pernambucano José Pimentel morreu, nesta terça-feira (14), aos 84 anos. De acordo com informações do G1, o artista estava internado no Hospital Esperança, no Recife, desde quinta-feira (9), para tratar um enfisema pulmonar.
Ainda segundo a publicação, a filha do ator, Lilia Pimentel, contou que o pai foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por causa das dificuldades respiratórias, na quinta-feira (9), e que no sábado (11) o quadro era estável, mas ele precisou passar por sessões de hemodiálise. Segundo Lilian, José Pimentel respirava com a ajuda de aparelhos e a pressão arterial estava muito baixa. Ela explicou que os médicos mudaram os antibióticos com o objetivo de reverter o quadro clínico, tendo precisado inclusive suspender a hemodiálise. Por volta das 9h30 desta terça-feira (14) ele não resistiu e morreu no hospital.
A Caixa Cultural Salvador recebe, entre 15 de agosto a 1º de outubro, a exposição inédita e gratuita “Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos”. A mostra reúne cerâmicas, pinturas e desenhos criados pelo artista pernambucano, refletindo parte do universo místico e fantástico criado por ele na Oficina Cerâmica Francisco Brennand e no Parque das Esculturas, dois importantes espaços culturais mantidos em Recife (PE). Com curadoria e projeto expográfico assinados por Rose Lima, a exposição conta com 27 obras do acervo original do artista, criadas em diversas fases de sua carreira. Para evidenciar estas fases, as obras estarão dispostas em quatro alas, costuradas por uma linha do tempo que perpassa os 90 anos de vida de Brennan. Com as peças organizadas cronológica e criativamente, o público é convidado para uma viagem centenária que começa em 1927, no bairro da Várzea, subúrbio de Recife (PE), no local onde hoje está a oficina do artista. “O público vai conhecer o homem Brennand e a riqueza da sua arte. A exposição pontuará seu timbre nordestino com referências diversas à sua família, à literatura, às vivências adquiridas e interações com outros artistas como Abelardo da Hora e Cícero Dias, seus tutores, e os amigos de sua geração que se influenciavam mutuamente como Ariano Suassuna e Lina Bo Bardi”, destaca Rose Lima. A mostra “Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos” estará aberta de terças-feiras a domingos, das 9h às 18h.
SERVIÇO
O QUÊ: Exposição “Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos”
QUANDO: 15 de agosto a 1 de outubro. Terças-feiras a domingos, das 9h às 18h
ONDE: Caixa Cultural Salvador - Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador/BA
VALOR: Entrada franca
O pernambucano, que já foi casado com Alessandra Negrini, revelou também o tipo de mulher que gosta. “Gosto de mulheres artistas, sensíveis e loucas. Eu sofro muito com a miséria que vejo no mundo, com tudo isso. Preciso de uma mulher que entenda essa dor”, diz.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Muniz
"O povo entendeu que as obras que o governo do estado trouxe para Salvador foram muito importantes. Então essas obras influenciaram muito para que Jerônimo tivesse o êxito que teve".
Disse o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), avaliou que ACM Neto (União Brasil) poderia ter reduzido a diferença para Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições para o governo da Bahia se tivesse repetido a estratégia de visitar municípios menores adotada na campanha anterior.