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patrocinio esportivo
A Puma, fornecedora de material esportivo de Bahia, Palmeiras, Fluminense e Red Bull Bragantino, também estampará sua marca no meio dramatúrgico. A empresa alemã foi anunciada como responsável pelos uniformes do Divino FC, clube fictício que fará parte de Avenida Brasil 2, continuação da novela exibida originalmente pela TV Globo em 2012. A nova produção tem estreia prevista para janeiro de 2027.
A parceria foi apresentada durante o Globo Upfront, evento em que a emissora divulga seus projetos e oportunidades comerciais para o mercado publicitário. Segundo informações do portal Máquina do Esporte, o Divino FC contará com patrocinadores reais, que terão suas marcas inseridas nos uniformes utilizados pelos personagens.
Além de fornecer o material esportivo da equipe fictícia, a Puma terá produtos relacionados ao Divino FC comercializados para o público. A iniciativa também prevê a participação das marcas parceiras em campanhas de divulgação e ações de engajamento vinculadas à novela.
No futebol brasileiro, a Puma mantém contratos de fornecimento com quatro equipes da Série A do Campeonato Brasileiro: Bahia, Palmeiras, Fluminense e Red Bull Bragantino. A parceria com o Tricolor baiano começou em 2025, quando a empresa assumiu a produção dos uniformes das equipes profissionais masculina e feminina, além das categorias de base.
O Palmeiras, por sua vez, utiliza materiais da fabricante desde 2019 e renovou o contrato até o final de 2028. Já Fluminense e Red Bull Bragantino também integram o grupo de clubes brasileiros que vestem a marca alemã na temporada de 2026.
DIVINO FC RETORNA À TELEVISÃO
O Divino FC fez parte da história original de Avenida Brasil, novela escrita por João Emanuel Carneiro. O futebol esteve presente na narrativa por meio de personagens como Tufão, interpretado por Murilo Benício, ex-jogador que construiu sua trajetória no esporte antes dos acontecimentos centrais da trama.
Na continuação, o personagem retorna ao lado de outros nomes conhecidos do público, como Carminha, interpretada por Adriana Esteves, e Nina, vivida por Débora Falabella. A nova história será ambientada anos após os acontecimentos da primeira versão e terá novamente João Emanuel Carneiro como autor.
Até o momento, a Puma é a fornecedora de material esportivo confirmada para o clube fictício. A emissora ainda não anunciou quais empresas ocuparão as demais cotas de patrocínio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a confrontar os clubes de futebol brasileiros que se posicionaram contra a proibição das casas de apostas no país. Durante conversa com jornalistas na noite da última quinta-feira (8), em Brasília, Lula questionou a resistência das equipes à adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e criticou a dependência financeira dos contratos de patrocínio com as bets.
A declaração ocorre em meio aos desdobramentos da Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, que determinou o encerramento das operações de apostas esportivas e cassinos online no Brasil. Com o prazo de adequação encerrado na última segunda-feira (5), clubes de diferentes divisões precisaram retirar as marcas das empresas de seus uniformes e demais espaços publicitários.
Ao comentar as reclamações de dirigentes sobre os impactos financeiros da decisão, Lula afirmou que as agremiações precisam encontrar alternativas de sustentação econômica e citou a possibilidade de transformação em empresas.
"Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?", questionou o presidente.
Na avaliação de Lula, os recursos provenientes das plataformas de apostas fizeram com que parte dos clubes deixasse de buscar outras formas de financiamento. O presidente também defendeu que as equipes adotem práticas empresariais para manter suas atividades.
"Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo", declarou.
O presidente também rejeitou o argumento de que a retirada dos patrocínios comprometeria a continuidade das atividades esportivas. Para sustentar sua posição, relembrou conquistas históricas do futebol brasileiro anteriores à expansão das casas de apostas.
"Os times de futebol não têm nenhuma razão quando falam 'ah, o futebol vai morrer'. O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada", afirmou.
Lula ainda associou a proibição à proteção da renda familiar, argumentando que as plataformas de apostas passaram a comprometer recursos destinados às necessidades básicas da população.
"Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país", disse.
CLUBES PROTESTAM CONTRA PROIBIÇÃO
A posição do Governo Federal provocou reações no futebol brasileiro, especialmente entre equipes que mantinham contratos milionários com operadoras de apostas.
Durante a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, mensagens contrárias à medida provisória foram exibidas nas placas publicitárias dos estádios. Com o slogan "Proibir não é proteger", a mobilização reuniu empresas do setor e clubes que defendem a manutenção das atividades regulamentadas.
O Flamengo também utilizou o uniforme para divulgar a mensagem durante o empate com o Santos, na quinta-feira (8). A manifestação ocorreu enquanto entidades ligadas às casas de apostas questionam judicialmente a proibição.
A Medida Provisória também passou a ser discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). O Governo Federal defende a constitucionalidade da norma, enquanto representantes do setor argumentam que a suspensão das operações pode provocar perdas econômicas, demissões e redução da arrecadação tributária.
O modelo de Sociedade Anônima do Futebol, mencionado por Lula, permite que clubes organizem suas atividades futebolísticas sob uma estrutura empresarial, com regras próprias de gestão, investimentos e governança. Entre as equipes brasileiras que já adotaram o formato estão Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco.
De forma inédita, o Estádio Professor Jodilton Souza, conhecido como Arena Cajueiro, em Feira de Santana, passa a se chamar Superbet Arena após acordo firmado entre o Feira FC e a Superbet. A parceria inclui também o patrocínio máster da equipe, que é uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) criada nesta temporada.
O contrato representa um novo momento no projeto do clube, que busca ampliar sua presença no cenário esportivo e fortalecer estratégias de engajamento e visibilidade no futebol baiano.
Localizada em Feira de Santana, a arena foi inaugurada em 2018 como parte de um complexo esportivo que inclui áreas para atletas, academia, salão de jogos e auditório. O espaço passou por ampliações ao longo dos anos, com destaque para intervenções realizadas em 2020 e a construção de uma nova arquibancada em 2021, alcançando capacidade aproximada de 7 mil pessoas.
O estádio já sediou eventos relevantes no calendário estadual, como a final do Campeonato Baiano de 2021 entre equipes do interior.
ESTRUTURA DO FEIRA
O Feira FC foi estruturado como SAF e é administrado pelo empresário e advogado Marcus Rios. A vice-presidência é ocupada por Mayara Correa, enquanto Neto Lima atua como investidor e representante do projeto.
A mudança de nome do estádio está inserida em um plano mais amplo de crescimento, que busca consolidar o clube e a arena como ativos relevantes no futebol baiano e ampliar o protagonismo de Feira de Santana no cenário esportivo regional.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.