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Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

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O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

parto normal

Pesquisa revela desigualdades em escolhas de parto no Brasil; fatores sociais e estruturais favorecem cesarianas
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), responde que não é uma escolha individual isolada, mas uma consequência de fatores psicológicos, sociais e estruturais. 

 

O estudo partiu de uma pesquisa divulgada em 2014 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segundo a qual sete em cada dez gestantes do país desejavam ter um parto normal no começo da gravidez. 

 

Intitulada “Já decidiu sobre o parto? Influências e barreiras na decisão da via de nascimento entre gestantes”, a pesquisa ouviu 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde em São Paulo (SP) e Belém (PA), tanto na rede pública quanto na rede privada. 

 

O objetivo foi entender o que acontece durante a gestação ou parto para que boa parte dessas pessoas acabem passando por uma cesárea. 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que até 15% dos nascimentos ocorram via cesariana, cirurgia que salva vidas em situações de emergência, mas também traz riscos por se tratar de um procedimento extenso e complexo. 

 

Mas, no Brasil, a proporção de cesarianas passa de 60%, se aproximando de 90% na rede privada de saúde, de acordo com dados oficiais. Isso coloca o nosso país entre os três com a maiores taxas de cesária do mundo. 

 

FATORES DETERMINANTES
Na capital paulista, em 2024, 56,19% dos nascimentos foram por cesariana, alcançando 71,05% nos hospitais privados. Já em Belém essa taxa sobe para 69,28% dos nascimentos em geral e chega a 80,41% na rede particular. Ambas as cidades têm leis que dão direito à gestante de pedir pela cirurgia no momento do parto.

 

O Unicef identificou influências positivas e barreiras que favorecem ou impedem a escolha pelo parto normal. "Embora o desejo de protagonismo e de uma experiência positiva esteja presente, outras condições sociais e estruturais também são determinantes na forma como cada gestante vivencia e constrói sua decisão", conclui o estudo. 

 

No plano psicológico, pelo lado positivo, as participantes relataram que a recuperação mais rápida favorece a escolha pelo parto normal. Já o medo da dor faz a balança pender para o lado da cesariana.

 

Essas crenças estão relacionadas ao plano social, porque as gestantes são fortemente influenciadas pelas experiências de outras mulheres, principalmente mães, avós e demais familiares. 

 

Ainda assim, entre as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), as experiências familiares tendem a valorizar mais o parto normal, por causa das dificuldades vividas após a cirurgia. Mas, de acordo com Stephanie, isso se deve principalmente a uma faceta cruel da desigualdade social. 

 

Já entre as usuárias do serviço privado, a ausência da rede de apoio como desvantagem para a cesária sequer foi mencionada.  

 

Outra barreira, verificada exclusivamente entre usuárias do Sistema Único de Saúde, é o desejo de fazer uma laqueadura, o que acaba levando as gestantes a optarem pela cesariana, mesmo reconhecendo os riscos da cirurgia e o desconforto do pós-operatório. 

 

PREPARAÇÃO
Entre os fatores estruturais, a centralidade das equipes de assistência aparece tanto como facilitador, quanto como barreira. De um lado, a equipe de pré-natal continua tendo maior autoridade, frente à enxurrada de conteúdo das redes sociais, e iniciativas institucionais de incentivo ao parto normal fazem diferença.

 

Por outro lado, as gestantes afirmam receber informações superficiais sobre o trabalho de parto durante o pré-natal e desconhecer a possibilidade de fazer um plano de parto com as suas preferências, principalmente no SUS. A pesquisa também identificou baixa adesão às atividades de orientação ou início tardio do pré-natal, além de acolhimento inadequado das adolescentes. 

 

Já as gestantes e puérperas do setor privado demonstraram maior preparo, por iniciativa própria. Algumas, inclusive, relataram ter trocado de profissional diversas vezes diante da recusa em realizar o parto vaginal, ou de abordagens desestimulantes. 

 

Outro ponto de diferença entre as duas redes é o acesso à analgesia, amplamente disponível na rede privada e restrito a poucos hospitais de referência no SUS. 

 

Em resposta a estes e outros dados, o Unicef também lançou a campanha “Parto normal. Uma escolha que merece respeito”, que convida gestantes, famílias, redes de apoio e profissionais de saúde a refletirem sobre como as opiniões podem pressionar as mulheres, a despeito de seus desejos e das melhores recomendações de saúde. 

 

"A OMS traz esse conceito de experiência positiva de parto. Então, não é um parto qualquer, só para as crianças nascerem e continuarem saudáveis e vivas. A gente tá falando de uma experiência que realmente deve ser respeitosa, que fique como algo importante para a mulher", diz a entidade. 

Com fechamento de Centro do Parto Normal, Hospital Materno Infantil de Salvador pode receber procedimentos
Foto: Divulgação / Secom / PMS

Após o Centro de Parto Normal da Mansão do Caminho (CPN) e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) não chegarem a um acordo, na última segunda-feira (11), e confirmarem o encerramento das atividades no centro, a partir do próximo dia 21, uma nova unidade de saúde pode passar a realizar o tipo de procedimento em Salvador. 

 

Trata-se do Hospital Materno Infantil de Salvador, primeira Maternidade Municipal no Hospital Salvador, que ficará localizado no bairro da Federação. O projeto contará com mais de 200 leitos e terá atendimentos para mulheres e crianças. Além disso, o equipamento terá exames e procedimentos voltados à mulher e pediatria com atendimentos de urgência e emergência, além de internação. 

 

Segundo informações obtidas pela reportagem do Bahia Notícias, o hospital terá ala de parto humanizado que pode também se tornar um centro de parto normal, semelhante ao CPN. A maternidade contará ainda com assistência de parto humanizado, inclusive com sala de PPP, Pré-Parto, Parto e Puerpério, sendo que uma delas terá banheira.  

 

A estrutura para receber esse tipo de parto já estaria aprovada dentro do projeto de construção do hospital. A unidade deve contar ainda com Centro de Endoscopias, Colonoscopia e Histeroscopia, além de realização de pequenas cirurgias e acolhimento pós violência.

 

No último dia 22, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, tinha antecipado que a licitação para a construção do hospital deve ser aberta no mês de setembro e que as obras devem ser iniciadas no mês de outubro. 

 

A vice-prefeita de Salvador e titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Ana Paula Matos, em entrevista ao Bahia Notícias no último dia 5, comentou que o projeto básico do local já foi entregue à Superintendência de Obras Públicas de Salvador (Sucop).

 

“Nós temos os projetos básicos que foram entregues a Sucop que está vendo a questão da orçamentação. A nossa perspectiva é que até o final deste mês seja terminado para que a Sucop de fato possa colocar a licitação na rua. [...] A gente buscou fazer um trabalho muito cuidadoso, muito vitorioso para que não tenha muita demora na execução, nem na própria licitação. A gente está  também correndo na compra dos equipamentos”, revelou. 

 

O valor total da obra de desapropriação deve ficar em torno de R$ 21 milhões, que serão arcados com recursos próprios da Prefeitura de Salvador. A expectativa da gestão municipal é que o novo hospital seja entregue em um prazo de um ano.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Secretário estadual da Casa Civil Eracy Lafuente é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

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O secretário estadual da Casa Civil da Bahia, Eracy Lafuente, é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (9). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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