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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.
No documento enviado na última quinta-feira (20), os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmam que permanecem os requisitos para a prisão preventiva, especialmente para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
O pedido envolve os demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A influenciadora foi detida preventivamente no dia 21 de maio, completando 3 meses de prisão nesta sexta-feira (21). No documento apresentado pelo Gaeco, é pontuado que Deolane seria "a principal integrante do núcleo financeiro", responsável por ocultar e dissimular recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias vinculadas a ela e às suas empresas.
A ex-A Fazenda e advogada já teve um pedido de habeas corpus negado por unanimidade pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Deolane também está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde a decretação de sua prisão.
O Serviço de Recuperação de Ativos do estado de São Paulo entrou na Justiça com um pedido para vender quatro carros de Deolane e usar outros dois veículos em suas operações.
As informações são do portal Leo Dias. De acordo com a publicação, todos os automóveis foram apreendidos durante a Operação Vérnix, e o pedido feito pela Polícia de São Paulo teve como base a Lei Federal nº 9.613/1998 e as regulamentações que o Governo do estado decretou em 2024.
No pedido encaminhado à Justiça, foi reforçado que os bens e valores apreendidos de uma pessoa investigada podem ser usadas pelo poder público, caso a Justiça decida que o pedido das organizações faz sentido.
Para a polícia, os carros de Deolane podem perder seu valor de mercado e aumentar os custos de reparo, caso fiquem na garagem da polícia por muito tempo, desta forma, seriam melhor aproveitado a serviço da população.
“Ainda que armazenados em locais apropriados, permanecem sujeitos ao desgaste natural decorrente da ação do tempo, à deterioração de componentes mecânicos, à perda da vida útil de baterias, pneus e sistemas eletrônicos, bem como à constante redução de seu valor de mercado em razão da acelerada renovação tecnológica do setor automobilístico. Além da depreciação natural, a manutenção prolongada desses bens impõe elevados custos ao Poder Público relacionados à guarda, vigilância, remoção, transporte, conservação e administração, despesas que frequentemente consomem parcela significativa do patrimônio que se busca preservar”, diz o texto obtido pelo portal LeoDias.
Dos seis carros apreendidos, 4 automóveis já tem o pedido direto para venda:
- um Mercedes Benz AMG G63 4M (entre R$ 1,5 milhão e R$ 3,5 milhão, a depender do ano de lançamento);
- um Cadillac Escalade (entre R$ 1,450 milhão a R$ 2,4 milhões dependendo do ano de lançamento, da versão e do nível de blindagem);
- um VolksWagen Tiguan Allspace RL (entre R$ 140 mil e R$ 299.990 mil, a depender do ano de lançamento);
- e um Land Rover Range Rover P530 AB (entre R$ 992 mil e R$ 1,290 milhão, dependendo do ano de lançamento).
Os outros dois veículos que foram requeridos para serem utilizados pela Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) em operações de vigilância, são:
- um VW Amarok V6 Extreme (entre R$ 140 mil e R$ 399.890, a depender do ano de lançamento);
- e um Jeep Commander Limited T (entre R$ 150 mil e R$ 255.690, dependendo do ano de lançamento).
Segundo a publicação, os pedidos ainda não foram analisados e julgados pela Justiça de São Paulo. Desta forma, os veículos permanecem armazenados diante da tutela da Polícia Civil do Estado, até que surja alguma novidade no caso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Muniz
"O povo entendeu que as obras que o governo do estado trouxe para Salvador foram muito importantes. Então essas obras influenciaram muito para que Jerônimo tivesse o êxito que teve".
Disse o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), avaliou que ACM Neto (União Brasil) poderia ter reduzido a diferença para Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições para o governo da Bahia se tivesse repetido a estratégia de visitar municípios menores adotada na campanha anterior.