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operacao venezuela
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (19) uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em crimes financeiros, lavagem de dinheiro e imigração ilegal.
As investigações foram iniciadas pela PF em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, onde três dos investigados chegaram a residir. Depois, no curso da apuração, eles se mudaram para os estados de Roraima e Paraná.
A suspeita é que o grupo movimentou cerca de R$ 9 milhões provenientes de atividades ilícitas ligadas ao ingresso irregular de estrangeiros pela fronteira norte do país e ao tráfico de drogas.
De acordo com a PF, o esquema funcionava por meio de “laranjas”, que emprestavam contas bancárias para ocultar a origem dos valores e esconder a identidade dos verdadeiros beneficiários. As contas, acrescenta a PF, eram usadas para dissimular o caminho do dinheiro, o que dificultava o rastreamento e permitia a circulação de recursos milionários.
Intitulada de Operação Venezuela, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, autorizados pela Vara Especializada em Lavagem de Capitais da Justiça Federal em Salvador. As ações ocorreram nas cidades de Boa Vista (RR) e Curitiba (PR), onde os investigados vivem e mantêm atividades comerciais. Os envolvidos podem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação foi batizada de Venezuela em razão de um dos líderes do esquema criminoso ser de nacionalidade venezuelana e exercer liderança na atividade de lavagem de dinheiro, por intermédio de uma loja de câmbio situada em Boa Vista (RR). (Atualizado às 9h48)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.