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operacao venezuela
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (19) uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em crimes financeiros, lavagem de dinheiro e imigração ilegal.
As investigações foram iniciadas pela PF em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, onde três dos investigados chegaram a residir. Depois, no curso da apuração, eles se mudaram para os estados de Roraima e Paraná.
A suspeita é que o grupo movimentou cerca de R$ 9 milhões provenientes de atividades ilícitas ligadas ao ingresso irregular de estrangeiros pela fronteira norte do país e ao tráfico de drogas.
De acordo com a PF, o esquema funcionava por meio de “laranjas”, que emprestavam contas bancárias para ocultar a origem dos valores e esconder a identidade dos verdadeiros beneficiários. As contas, acrescenta a PF, eram usadas para dissimular o caminho do dinheiro, o que dificultava o rastreamento e permitia a circulação de recursos milionários.
Intitulada de Operação Venezuela, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, autorizados pela Vara Especializada em Lavagem de Capitais da Justiça Federal em Salvador. As ações ocorreram nas cidades de Boa Vista (RR) e Curitiba (PR), onde os investigados vivem e mantêm atividades comerciais. Os envolvidos podem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação foi batizada de Venezuela em razão de um dos líderes do esquema criminoso ser de nacionalidade venezuelana e exercer liderança na atividade de lavagem de dinheiro, por intermédio de uma loja de câmbio situada em Boa Vista (RR). (Atualizado às 9h48)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.