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operacao termidor
O Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), atuou na investigação que resultou na Operação Termidor, realizada no último dia 17, no Pará e em São Paulo. A ação conjunta com a Polícia Federal e a Receita Federal mirou um esquema criminoso bilionário na cadeia produtiva do dendê, com o cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e o bloqueio de R$ 153 milhões em bens dos investigados.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal no Pará. As equipes cumpriram ainda 26 mandados de busca e apreensão nos municípios paraenses de Belém, Ananindeua, Castanhal e Tomé-Açu, além de Indaiatuba, no interior paulista. A decisão também determinou a suspensão das atividades econômicas de 11 empresas ligadas aos suspeitos.
As investigações começaram a partir dos conflitos agrários e da violência na região nordeste do Pará, conhecida como a ‘guerra do dendê’. O território abrange áreas dos municípios de Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Acará, Moju e Tailândia, marcadas pela monocultura da planta e pela presença histórica de povos indígenas e comunidades quilombolas.
Segundo a apuração, uma organização criminosa armada se instalou na região para furtar, receptar e vender o fruto do dendê de forma ilegal. Do fruto do dendê é extraído o azeite de dendê, também chamado de óleo de palma, utilizado na indústria de alimentos e de biocombustíveis.
O esquema contava ainda com a colaboração de servidores públicos da área de segurança do estado.
Os levantamentos apontam que os grupos empresariais sob investigação movimentaram pelo menos R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026. A organização misturava dinheiro limpo com recursos obtidos de forma criminosa para tentar legalizar os lucros ilícitos – prática conhecida como lavagem de dinheiro.
Para esconder os verdadeiros responsáveis e a origem da renda, o grupo usava nomes de terceiros (conhecidos popularmente como ‘laranjas’) para registrar empresas e patrimônio. A Receita Federal identificou também que o grupo comercializava produtos sem notas de entrada e movimentava valores incompatíveis com o patrimônio declarado à fiscalização.
Os documentos, celulares e computadores apreendidos na operação foram recolhidos para perícia técnica. O material passará por análise detalhada, junto aos dados bancários e fiscais dos envolvidos, para fundamentar as próximas etapas da denúncia criminal à Justiça.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.