Artigos
Os “meninus” do trio
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
operacao pacificar
O conselho de Caciques e Lideranças Pataxó bloqueou a BR-367 entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, na manhã desta sexta-feira (21), em protesto contra a prisão de pelo menos 10 indígenas durante a Operação Pacificar, realizada pela polícia baiana em Prado. As duas pistas da rodovia foram interditadas por mais de cinco horas, causando longas filas de veículos.
Os indígenas questionam a legitimidade da operação policial, que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em propriedades rurais da região. O cacique Juari Pataxó afirmou que a comunidade onde ocorreu a ação policial é marginalizada e que a ocupação das terras é legítima, pois a área é reivindicada há mais de 40 anos.
Em entrevista ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o cacique Zeca Pataxó, líder da comunidade indígena de Coroa Vermelha, criticou a demora do governo federal na demarcação das terras indígenas na região e também o governo estadual, que, segundo ele, tem "massacrado" o povo indígena.
“Nós somos indígenas, residimos nesta terra e queremos respeito. Governo federal, que demarque nosso território; governo do Estado, que tem massacrado o nosso povo, tem que mudar o seu discurso e atender as populações indígenas”, ressaltou o cacique Zeca.
A Operação Pacificar, realizada na quinta-feira (20) por cerca de 150 policiais civis e militares, prendeu sete pessoas em flagrante e cumpriu quatro mandados de prisão. Foram apreendidas 11 armas de fogo, incluindo um fuzil e uma submetralhadora, além de munição.
A polícia informou que a operação teve como objetivo desarticular um grupo acusado de invadir fazendas, expulsar moradores e roubar a produção. Durante a ação, um policial foi atingido por um tiro, mas foi protegido pelo colete à prova de balas.
A Polícia Militar informou que a operação foi realizada com rigor técnico, respeito à legalidade e respaldo judicial, e que o cumprimento dos mandados teve como objetivo restaurar a ordem pública e garantir a segurança da população.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.