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operacao dose final
A Polícia Civil da Bahia e a Polícia Militar deflagraram, nesta quarta-feira (3), a Operação Dose Final, com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por roubos a estabelecimentos farmacêuticos, tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
As medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Salvador e nas cidades de Mesquita, no Rio de Janeiro, e São Paulo, capital paulista. Também foi autorizado pela Justiça o bloqueio de bens e valores que somam R$ 12,5 milhões.
As investigações tiveram início a partir da apuração de roubos reiterados contra redes farmacêuticas da capital baiana, especialmente voltados à subtração de medicamentos de alto valor comercial, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy.
No decorrer das diligências investigativas, os elementos reunidos apontaram que os crimes patrimoniais integravam uma estrutura criminosa organizada, com atuação concentrada na região do Nordeste de Amaralina, em Salvador.
Segundo as investigações, além dos delitos, o grupo também é investigado por tráfico de drogas, tráfico de armas, execuções ligadas a disputas territoriais e associação criminosa, apresentando divisão estruturada de funções e elevado poder operacional.
A operação conta com equipes dos departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), de Polícia Metropolitana (DEPOM), de Inteligência Policial (DIP) e de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), além da Coordenação de Polícia Interestadual (POLINTER) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE).
A ação também reúne a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SI/SSP), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), Polícia Militar da Bahia e forças de segurança dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).