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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou, nesta quinta-feira (24), a terceira fase da Operação Carbono Oculto, que investiga ações de Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial.
Em nota, o banco esclarece que Humberto não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio deste ano, quando ocorreu sua destituição.
CONFIRA A NOTA COMPLETA:
Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição, foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.
No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.
A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.
Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.
A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a empresa "Entre Investimentos", apontada pelas investigações da Polícia Federal (PF) como intermediária de repasses para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebia valores originados do crime organizado.
"Nós estamos falando de uma administradora, de um grupo empresarial, que é o Grupo Entre, que recebia dinheiro tanto do Master quanto do crime organizado e dentro de um mesmo bolso. E esse recurso foi utilizado para ocultar patrimônio, para lavar dinheiro, para corromper", diz Durigan.
A manifestação do ministro ocorreu após o desdobramento da 3ª fase da Operação Carbono Oculto, promovida pela PF em conjunto com a Receita Federal, que investiga a ligação entre a máfia dos combustíveis e o esquema de precatórios do Banco Master. As informações foram confirmadas pelo G1.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou, nesta quinta-feira (24), a terceira fase da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao setor de combustíveis. A investigação, em parceria com a Receita Federal, aponta a participação central de executivos do mercado financeiro no esquema de lavagem.
Os mandados foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva com buscas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Os agentes estão nas ruas para cumprir mandados de busca e apreensão e aprofundar a investigação sobre a aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana.
Segundo informações do g1, o Gaeco aponta que o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária complexa para assumir o controle da distribuidora Terrana, e ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público.
Entre os alvos das buscas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, seus irmãos, André e Bruno Tupinambá, além do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos. Freixo é citado na investigação do caso Master, no âmbito do STF. Sobre esse processo, o dono da Entre assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ainda na Operação Carbono Oculto, a investigação da promotoria indica que a estrutura teria sido liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, chamado de "Primo". Os dois não são alvos da operação desta fase, mas ainda são apontados como líderes da organização.
O Banco Master tornou-se alvo de uma investigação que envolve o futebol argentino. Segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, um empréstimo de R$ 450 milhões concedido pelo banco à empresa brasileira Revee passou a ser analisado em meio a apurações sobre a concessão de um estádio histórico da Argentina.
O caso envolve o Estádio José María Minella, em Mar del Plata, construído para a Copa do Mundo de 1978. O estádio fez parte do pacote de concessão do Parque Municipal de los Deportes Teodoro Bronzini, que também inclui o ginásio Islas Malvinas.
De acordo com a reportagem, a cédula de crédito bancário do Master foi apresentada, traduzida para o espanhol, como prova da capacidade financeira da Revee no processo de concessão. A empresa também teria anexado uma declaração afirmando que US$ 26 milhões, cerca de R$ 148 milhões à época, já estavam reservados para obras na Argentina.
A concessão é investigada no contexto do chamado caso Sur Finanzas, apuração que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos e fraude bancária envolvendo a Associação do Futebol Argentino (AFA) e ex-dirigentes do Banfield.
A concessionária responsável pelo projeto é a Minella Stadium SA, criada para disputar a concessão em Mar del Plata. Segundo o Metrópoles, a estrutura envolve a Revee e uma sociedade anônima argentina ligada a ex-dirigentes do Banfield.
O principal ponto de conexão com o caso Master é que o empréstimo de R$ 450 milhões serviu como uma das garantias apresentadas pela Revee para demonstrar capacidade financeira no processo. A operação também está sob análise da Polícia Federal (PF) em meio a uma lista de transações suspeitas envolvendo o banco.
Ainda de acordo com a reportagem, o Ministério Público argentino avalia pedir cooperação internacional com a PF para investigar possíveis conexões entre alvos da Operação Carbono Oculto e irregularidades na concessão do estádio.
O Estádio José María Minella, conhecido como “Mondialista”, recebeu jogos da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa de 1978. A promessa da concessão era transformar o equipamento em uma arena com padrão Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) e capacidade para 35 mil pessoas, além de recuperar o ginásio Islas Malvinas.
Mais de um ano após a assinatura da concessão, porém, as obras pouco avançaram. Segundo a coluna, o estádio chegou a ficar sem energia por falta de pagamento, e as dívidas com fornecedores e trabalhadores já se aproximam de R$ 5 milhões.
A Revee afirmou ao Metrópoles que repassou sua participação na concessionária há cerca de dois meses e que cumpriu suas obrigações enquanto esteve à frente da operação. A empresa também disse não integrar o grupo Sur Finanzas nem manter vínculo societário ou operacional com ele.
A Receita Federal e o grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo realizaram, na manhã desta quinta-feira (28), a nova fase da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
A ação, batizada de Fluxo Oculto, cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Segundo o g1, a segunda fase da operação tem como foco revelar que, mesmo após a deflagração da Carbono Oculto, em agosto de 2025, a organização criminosa continuou agindo para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos.
Os principais alvos são empresários, operadores logísticos e laranjas do esquema, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores, como a Carbono Oculto, evidenciando alto grau de organização. O grupo passou, por exemplo, a concentrar movimentações de dezenas de postos para tentar despistar fiscalização e as investigações.
Em um dos casos, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas em uma única conta. Além disso, os alvos migraram, nos últimos meses, recursos entre várias fintechs e usaram novas empresas para substituir antigas já expostas.
O presidente nacional do União Brasil, advogado Antônio Rueda, teria aparecido na investigação na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apura a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e no sistema financeiro. Segundo apuração do portal Metrópoles, Rueda seria o proprietário oculto de jatos executivos registrados em nome de terceiros e de fundos de investimento suspeitos.
As aeronaves – um Cessna 560XL, um Cessna 525A, um Raytheon R390 e um Gulfstream G200 – são operadas pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa que também prestou serviços a dois dos principais investigados da operação: Roberto Augusto Leme da Silva ("Beto Louco") e Mohamad Hussein Mourad ("Primo"), dono da refinaria Copape. A TAP é conhecida por atender políticos e empresários.
O jato Cessna 560XL (registro PRLPG) está formalmente em nome da Magik Aviation, vinculada à Bariloche Participações S.A., presidida pelos empresários Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak, do grupo de mineração Fource. Ambos foram alvos de buscas na Operação Sisamnes, que investiga venda de sentenças no STJ.
A Bariloche recebe recursos do fundo homônimo (Bariloche FIP), que por sua vez tem capital do fundo Viena, da gestora Genial – este último caracterizado como "fundo caixa-preta" e mencionado nas investigações do Carbono Oculto.
Os fundos Bariloche FIP e Viena apresentam "abstenção de opinião de auditoria" na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), indicando que não entregaram documentos para auditoria independente – prática comum em esquemas de ocultação de patrimônio. Investigadores suspeitam que a estrutura foi usada para lavar dinheiro do PCC.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo com PF e Receita Federal, revelou que o PCC controlava postos de combustíveis que movimentaram R$ 50 bilhões entre 2020 e 2024. A facção infiltrou-se em toda a cadeia – da importação à distribuição – e usou fintechs e fundos para legalizar recursos ilícitos.
O União Brasil e Rueda ainda não se manifestaram sobre as investigações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele".
Disse o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "satisfeito" com o resultado do primeiro turno das eleições 2026. Na ocasião, o primogênito do ex-chefe do Executivo terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 46,16%.