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O Banco Master tornou-se alvo de uma investigação que envolve o futebol argentino. Segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, um empréstimo de R$ 450 milhões concedido pelo banco à empresa brasileira Revee passou a ser analisado em meio a apurações sobre a concessão de um estádio histórico da Argentina.
O caso envolve o Estádio José María Minella, em Mar del Plata, construído para a Copa do Mundo de 1978. O estádio fez parte do pacote de concessão do Parque Municipal de los Deportes Teodoro Bronzini, que também inclui o ginásio Islas Malvinas.
De acordo com a reportagem, a cédula de crédito bancário do Master foi apresentada, traduzida para o espanhol, como prova da capacidade financeira da Revee no processo de concessão. A empresa também teria anexado uma declaração afirmando que US$ 26 milhões, cerca de R$ 148 milhões à época, já estavam reservados para obras na Argentina.
A concessão é investigada no contexto do chamado caso Sur Finanzas, apuração que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos e fraude bancária envolvendo a Associação do Futebol Argentino (AFA) e ex-dirigentes do Banfield.
A concessionária responsável pelo projeto é a Minella Stadium SA, criada para disputar a concessão em Mar del Plata. Segundo o Metrópoles, a estrutura envolve a Revee e uma sociedade anônima argentina ligada a ex-dirigentes do Banfield.
O principal ponto de conexão com o caso Master é que o empréstimo de R$ 450 milhões serviu como uma das garantias apresentadas pela Revee para demonstrar capacidade financeira no processo. A operação também está sob análise da Polícia Federal (PF) em meio a uma lista de transações suspeitas envolvendo o banco.
Ainda de acordo com a reportagem, o Ministério Público argentino avalia pedir cooperação internacional com a PF para investigar possíveis conexões entre alvos da Operação Carbono Oculto e irregularidades na concessão do estádio.
O Estádio José María Minella, conhecido como “Mondialista”, recebeu jogos da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa de 1978. A promessa da concessão era transformar o equipamento em uma arena com padrão Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) e capacidade para 35 mil pessoas, além de recuperar o ginásio Islas Malvinas.
Mais de um ano após a assinatura da concessão, porém, as obras pouco avançaram. Segundo a coluna, o estádio chegou a ficar sem energia por falta de pagamento, e as dívidas com fornecedores e trabalhadores já se aproximam de R$ 5 milhões.
A Revee afirmou ao Metrópoles que repassou sua participação na concessionária há cerca de dois meses e que cumpriu suas obrigações enquanto esteve à frente da operação. A empresa também disse não integrar o grupo Sur Finanzas nem manter vínculo societário ou operacional com ele.
A Receita Federal e o grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo realizaram, na manhã desta quinta-feira (28), a nova fase da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
A ação, batizada de Fluxo Oculto, cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Segundo o g1, a segunda fase da operação tem como foco revelar que, mesmo após a deflagração da Carbono Oculto, em agosto de 2025, a organização criminosa continuou agindo para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos.
Os principais alvos são empresários, operadores logísticos e laranjas do esquema, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores, como a Carbono Oculto, evidenciando alto grau de organização. O grupo passou, por exemplo, a concentrar movimentações de dezenas de postos para tentar despistar fiscalização e as investigações.
Em um dos casos, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas em uma única conta. Além disso, os alvos migraram, nos últimos meses, recursos entre várias fintechs e usaram novas empresas para substituir antigas já expostas.
O presidente nacional do União Brasil, advogado Antônio Rueda, teria aparecido na investigação na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apura a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e no sistema financeiro. Segundo apuração do portal Metrópoles, Rueda seria o proprietário oculto de jatos executivos registrados em nome de terceiros e de fundos de investimento suspeitos.
As aeronaves – um Cessna 560XL, um Cessna 525A, um Raytheon R390 e um Gulfstream G200 – são operadas pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa que também prestou serviços a dois dos principais investigados da operação: Roberto Augusto Leme da Silva ("Beto Louco") e Mohamad Hussein Mourad ("Primo"), dono da refinaria Copape. A TAP é conhecida por atender políticos e empresários.
O jato Cessna 560XL (registro PRLPG) está formalmente em nome da Magik Aviation, vinculada à Bariloche Participações S.A., presidida pelos empresários Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak, do grupo de mineração Fource. Ambos foram alvos de buscas na Operação Sisamnes, que investiga venda de sentenças no STJ.
A Bariloche recebe recursos do fundo homônimo (Bariloche FIP), que por sua vez tem capital do fundo Viena, da gestora Genial – este último caracterizado como "fundo caixa-preta" e mencionado nas investigações do Carbono Oculto.
Os fundos Bariloche FIP e Viena apresentam "abstenção de opinião de auditoria" na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), indicando que não entregaram documentos para auditoria independente – prática comum em esquemas de ocultação de patrimônio. Investigadores suspeitam que a estrutura foi usada para lavar dinheiro do PCC.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo com PF e Receita Federal, revelou que o PCC controlava postos de combustíveis que movimentaram R$ 50 bilhões entre 2020 e 2024. A facção infiltrou-se em toda a cadeia – da importação à distribuição – e usou fintechs e fundos para legalizar recursos ilícitos.
O União Brasil e Rueda ainda não se manifestaram sobre as investigações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"Nossa campanha é uma só".
Disse o secretário de Cultura da Bahia Bruno Monteiro ao comentar a relação das campanha ao governo da Bahia e a disputa presidencial.