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operacao bodyscan
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Bodyscan, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar na distribuição de drogas no Presídio de Brumado.
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep), em conjunto com a 3ª e a 4ª Promotorias de Justiça de Brumado.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em residências localizadas nas proximidades do estabelecimento prisional. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Brumado, a pedido do MPBA, no âmbito de um procedimento que apura a possível prática de crimes relacionados à introdução, guarda, transporte e distribuição de substâncias entorpecentes dentro da unidade prisional.
Segundo as investigações, há indícios de um esquema estruturado que teria utilizado o acesso funcional de profissionais vinculados ao serviço de saúde bucal do presídio para viabilizar a entrada de material ilícito no local, com posterior repasse a internos previamente identificados.
Os promotores de Justiça afirmam que o esquema envolveria a participação de pessoas nos ambientes externo e interno à unidade, com divisão de tarefas e uso de meios destinados a dificultar os procedimentos regulares de fiscalização e revista.
O nome da operação faz referência ao mecanismo de controle de acesso ao presídio, o equipamento de escaneamento corporal (bodyscan). Conforme apurado, uma das investigadas explorava uma condição especial de saúde como pretexto para se esquivar da revista eletrônica e ingressar na unidade prisional com drogas, sem passar pelo aparelho.
As diligências têm como objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos e delimitar a extensão das condutas investigadas. O material apreendido será posteriormente analisado para permitir o avanço das investigações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.