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operacao aposta suja
O empresário baiano Bruno Karttos foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (13), durante a Operação Aposta Suja, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). A ação investiga uma suposta organização criminosa envolvida na exploração ilegal de plataformas de apostas, aplicação de golpes contra usuários e lavagem de dinheiro.
Na Bahia, a medida foi cumprida em um condomínio de luxo de Feira de Santana. Segundo as informações divulgadas pelos órgãos de investigação, foram apreendidos dinheiro em espécie, inclusive em moeda estrangeira, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão. Bruno Karttos é empresário do setor de apostas e um dos nomes ligados à Mansão Green. Registros empresariais consultados apontam ainda sua participação em empresas sediadas em Feira de Santana e Conceição da Feira.

Carros apreendidos pelo Ministério Público | Foto: Divulgação/MP-BA
Ao todo, sete mandados foram cumpridos nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com as investigações, o grupo utilizaria sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda. Os valores depositados pelos usuários seriam direcionados a empresas de fachada, enquanto alguns clientes teriam sido impedidos de realizar saques. A apuração aponta ainda o uso de criptoativos, diversas contas bancárias e transferências internacionais para ocultar e posteriormente reinserir os recursos no sistema financeiro.
A investigação teve origem no CyberGaeco do MPRJ, com participação da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do órgão, do CyberGaeco de São Paulo e colaboração da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e do Gaeco do MP-BA. Conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram identificadas mais de 800 comunicações de operações suspeitas entre 2022 e 2026, relacionadas a movimentações superiores a R$ 1,4 bilhão. Mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados por uma das empresas investigadas. Os mandados foram autorizados pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), deflagraram hoje, dia 13, a ‘Operação Aposta Suja’, que decorre de uma investigação conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Gaeco do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Na Bahia, foi cumprido mandado de busca e apreensão em um condomínio de luxo, em Feira de Santana. Os agentes apreenderam cerca dinheiro em espécie em moeda estrangeira, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão. Ao todo, foram cumpridos sete mandados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, contra investigados por integrar uma organização criminosa que, segundo as apurações, explora ilegalmente o mercado de apostas online, aplica golpes contra clientes e prática lavagem de dinheiro.
A operação decorre de investigações conduzidas pelo CyberGaeco (MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI - MPRJ), e também conta com a atuação do CyberGaeco do Ministério Público de São Paulo e com colaboração da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e do Gaeco do Ministério Público do Estado da Bahia. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.
De acordo com as investigações, a organização operaria por meio de diversos sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda. Os depósitos realizados pelos usuários seriam direcionados a empresas de fachada e, conforme apurado, as plataformas também impediriam clientes de sacar valores disponíveis em suas contas.
O esquema teria ainda uma etapa de lavagem dos recursos, com conversão em criptoativos, pulverização dos valores em múltiplas contas e remessas para o exterior, com o objetivo de reintroduzir o dinheiro na economia formal.
Movimentação superior a R$ 1,4 bilhão
As apurações identificaram movimentações financeiras de dezenas de milhões de reais por empresas e pessoas investigadas. Segundo Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram registradas mais de 800 comunicações de operações suspeitas entre 2022 e 2026, envolvendo movimentação financeira superior a R$ 1,4 bilhão. Desse montante, mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados, isoladamente, por uma das empresas investigadas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"O combinado não sai caro".
Disse o vereador o vereador Randerson Leal (Podemos) ao criticar a exclusão dos projetos de lei de autoria dos parlamentares da Ordem do Dia da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta quarta-feira (12). Em entrevista ao portal Bahia Notícias, o membro da casa critica o descumprimento de um acordo firmado no início da semana para a apreciação das matérias dos legisladores.