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oliver bearman
Rafael Câmara ganhou um novo impulso na disputa por uma vaga na Fórmula 1 em 2027. A Haas confirmou nesta quarta-feira (30) que Esteban Ocon deixará a equipe ao fim da temporada, abrindo oficialmente um assento no time norte-americano. O brasileiro de 21 anos, integrante da Academia de Pilotos da Ferrari, aparece entre os principais candidatos para assumir o posto.
Atual líder da Fórmula 2 e campeão da Fórmula 3 em 2025, Câmara já vinha sendo avaliado pela Haas antes da confirmação da saída do francês. A equipe ainda não anunciou quem será o companheiro de Oliver Bearman na próxima temporada, mas pretende definir sua formação para 2027 nas próximas semanas.
O brasileiro disputa a vaga com nomes como Leonardo Fornaroli, Ryo Hirakawa e Jack Doohan, todos avaliados pela equipe ao longo da temporada. Câmara, porém, possui uma ligação direta com a Ferrari, fornecedora de motores da Haas e responsável por acompanhar sua carreira desde as categorias de base.
CÂMARA JÁ TESTOU PELA HAAS
Em agosto, Rafael Câmara participou de dois dias de testes privados com a Haas no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, Portugal.
A equipe utilizou o VF-25, carro da temporada anterior, para comparar o desempenho dos candidatos ao assento. Oliver Bearman, atual titular, também participou da atividade para estabelecer uma referência de desempenho.
Informações veículadas pelo ge.globo chegaram a apontar que Câmara deixou boa impressão nos trabalhos e chegou a superar a referência de Bearman, além de receber avaliações positivas dos engenheiros pela velocidade e pelas informações fornecidas durante as sessões.
Antes de pilotar pela Haas, o pernambucano já havia realizado testes com carros da Ferrari em circuitos como Hungaroring, Barcelona e Mugello.
BRASILEIRO SE DIZ PRONTO PARA A F1
Na terça-feira (29), um dia antes do anúncio da saída de Ocon, Câmara afirmou que se considera preparado para dar o próximo passo na carreira. O piloto destacou a experiência adquirida nos testes com carros de Fórmula 1 e o desempenho apresentado nas categorias de acesso como fatores que o deixam em condições de disputar uma vaga no grid.
Câmara conquistou o título da Fórmula 3 em 2025 e subiu para a Fórmula 2 nesta temporada pela Invicta Racing. Antes disso, também havia sido campeão da Fórmula Regional Europeia.
O pernambucano integra a Ferrari Driver Academy e vem sendo preparado pela equipe italiana para uma possível chegada à principal categoria do automobilismo.
OCON DEIXA A HAAS APÓS DUAS TEMPORADAS
Esteban Ocon chegou à Haas em 2025, depois de deixar a Alpine, e formou dupla com Oliver Bearman durante duas temporadas.
A equipe agradeceu ao francês pela contribuição no período e destacou sua participação no desenvolvimento do carro em meio às mudanças de regulamento da Fórmula 1. Ocon, por sua vez, afirmou que pretende continuar na categoria e busca alternativas para 2027.
A saída, no entanto, transforma em concreta uma vaga que vinha sendo acompanhada por Câmara ao longo dos últimos meses.
Caso seja escolhido, o pernambucano poderá formar dupla com Bearman e colocar o Brasil com dois pilotos no grid da Fórmula 1 em 2027, ao lado de Gabriel Bortoleto.
A Haas ainda não estabeleceu uma data para anunciar o substituto de Ocon.
A Formula 1 realiza nesta segunda-feira (20) uma reunião decisiva entre chefes de equipe, executivos das escuderias, representantes das fornecedoras de motores e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para discutir possíveis mudanças no regulamento técnico da temporada 2026.
O principal ponto em debate é o gerenciamento de energia dos novos motores híbridos, que passarão a ter divisão equilibrada entre combustão e parte elétrica. As alterações recentes no sistema de recuperação e uso de energia não tiveram o efeito esperado e aumentaram a influência da bateria no desempenho dos carros, gerando críticas entre pilotos.
Entre os que se manifestaram sobre o tema está Max Verstappen, que chegou a classificar o atual modelo como “artificial” e demonstrou insatisfação com o rumo técnico da categoria.
As discussões sobre possíveis ajustes já estavam previstas para abril, mas ganharam força após o acidente envolvendo Oliver Bearman no Grande Prêmio do Japão. O episódio ocorreu em meio a uma diferença significativa de velocidade em relação ao argentino Franco Colapinto e reacendeu o debate sobre segurança na categoria.
Chefe da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team, Toto Wolff defendeu cautela nas possíveis alterações no regulamento.
"As discussões entre os pilotos, a FIA, a Fórmula 1 e as equipes têm sido construtivas. Trata-se de melhorar o produto e analisar o que podemos aprimorar em termos de segurança, mas agindo com um bisturi e não com um taco de beisebol", argumentou.
Segundo o dirigente, há expectativa de avanços ainda nesta etapa inicial da temporada.
"Precisamos aprender com o passado, quando decisões foram tomadas de forma errática. Estou cautelosamente otimista de que vamos melhorar as corridas mantendo a qualidade do espetáculo."
Presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem afirmou que os pilotos tiveram papel importante nas discussões sobre ajustes no regulamento.
"Os pilotos nos deram uma contribuição inestimável em ajustes que sentem que devem ser feitos, em particular nas áreas de gerenciamento de energia para garantir corridas seguras, justas e competitivas."
As propostas discutidas devem seguir agora para votação eletrônica do Conselho Mundial de Automobilismo da entidade.
A temporada da Fórmula 1 continua na próxima semana com o Grande Prêmio de Miami, com atividades de pista a partir de sexta-feira (1º) e corrida prevista para domingo este (3).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.