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o baiano churrasqueiro
Em Salvador, churrasco não precisa chegar à mesa acompanhado de formalidades. No O Baiano Churrasqueiro, a carne divide espaço com humor, linguagem popular e referências ao cotidiano baiano. A combinação ajudou a transformar um negócio que nasceu durante a pandemia em uma marca com mais de 200 mil seguidores nas redes sociais e seis unidades, com expectativa de chegar a oito operações até o final do ano.
A história começou com o empresário Cristiano Costa. Desempregado e com uma filha pequena em casa durante a pandemia, ele encontrou na venda de carnes uma alternativa para gerar renda. O negócio começou de maneira simples, com as primeiras vendas feitas por meio do Instagram, que na época tinha cerca de 400 seguidores.
Cerca de um ano depois, veio a primeira loja física, na Barra. Com a abertura do espaço, o empresário percebeu que precisava encontrar uma forma de se diferenciar em um mercado que já reunia diferentes açougues e restaurantes especializados em carnes. “Eu precisava me destacar de alguma forma”, contou em entrevista exclusiva ao BN Hall.
A solução veio da própria personalidade de Cristiano. Apaixonado por churrasco, axé e por Salvador, ele decidiu levar para a empresa o mesmo jeito descontraído que já fazia parte de sua vida. “Vamos vender o produto da forma que eu sou”, resumiu. A partir daí, o jeito baiano de falar e de se relacionar com o público passou a fazer parte da identidade da marca, inclusive nas redes sociais, onde o conteúdo se tornou uma das principais formas de aproximar o negócio dos clientes.
Foi nesse processo que surgiram expressões como “carne pra banguela”, criada como uma brincadeira para destacar a maciez da proteína, e “churrasco sem frufru”, que resume a proposta de colocar a carne como protagonista, sem excesso de acompanhamentos. “Em muitos lugares, os figurantes, que são os acompanhamentos, acabam tendo a mesma importância do ator principal, que é a carne. Não queremos isso”, explicou Cristiano.
A estratégia ajudou o perfil a chegar aos atuais 209 mil seguidores e também levou o público para além das redes. Depois da unidade da Barra, a marca chegou ao Morro Ipiranga, Horto Florestal, Pituba e Patamares, além de Praia do Forte. A sétima operação será inaugurada em Vilas do Atlântico, enquanto a empresa também avalia uma unidade no Itaigara. “Eu não ganho dinheiro com a plataforma. Mas o trabalho continua o tempo todo”, afirmou Cristiano. Segundo ele, o objetivo é chamar a atenção, apresentar os produtos e fazer com que as pessoas conheçam as unidades.
Com a expansão, a proposta original de manter um ambiente descontraído também foi preservada. Segundo Cristiano, o negócio atende a uma demanda por carne de qualidade sem códigos de vestimenta ou outras formalidades. Famílias, adolescentes, grupos de mulheres e pessoas mais velhas estão entre os frequentadores das unidades.
A qualidade do produto é outro ponto central para o empresário. Parte das carnes é adquirida fora da Bahia, o que aumenta os custos com impostos e frete, mas, segundo ele, é necessário para manter o padrão oferecido aos clientes. “A gente está sempre mudando o cardápio e hoje investimos também em outros produtos que fazem parte do nosso portfólio, com a nossa marca e a nossa imagem”, afirma.
Para Cristiano, a força da marca está justamente na soma entre produto e identidade. O negócio cresceu a partir de uma necessidade financeira, mas encontrou na personalidade do fundador uma forma de se posicionar no mercado. O resultado foi uma marca que mistura gastronomia, humor e referências à Bahia sem deixar a carne fora do centro da experiência.
Agora, o empresário mira outros mercados. Com duas novas unidades previstas até dezembro, o próximo passo é levar O Baiano Churrasqueiro para outros estados, mantendo o formato que ajudou a consolidar a marca em Salvador.
“O nosso plano é continuar esse crescimento sustentável e orgânico com responsabilidade, sempre trazendo o que há de melhor em proteína animal para o nosso estado e valorizando o nosso cliente. Mas o nosso objetivo maior e principal sonho é espalhar a marca pelo Brasil. Queremos levar essa baianidade, essa energia do baiano e essa carne espetacular para outros estados, mantendo o mesmo formato de loja, o mesmo ambiente e o mesmo público”, conclui.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).