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No mês do Abril Azul, dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), histórias reais ajudam a dar rosto a um debate que ainda precisa avançar: a inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado de trabalho. Na Bahia, dois profissionais vêm mostrando, na prática, como oportunidade e acolhimento podem transformar trajetórias.
Na Natulab Farmacêutica, com parque fabril em Santo Antônio de Jesus, Virna Braga e Lucas Silva encontraram mais do que emprego: um ambiente de desenvolvimento e pertencimento. Auxiliar administrativa, Virna tem na bagagem a literatura e as artes. Natural de Fernando de Noronha (PE), começou a escrever ainda jovem, participou de eventos literários e hoje também se dedica ao teatro, sendo cofundadora de um grupo voltado para pessoas neurodivergentes. Na empresa, atua em diferentes áreas técnicas, em um modelo que evidencia sua versatilidade.
Já Lucas, de 22 anos, estudante de Produção Multimídia no IFBA, encontrou na Natulab a chance de entrar no mercado após enfrentar barreiras comuns a pessoas com TEA. Leitor assíduo e escritor, ele se destaca na revisão de documentos técnicos, com atenção minuciosa e responsabilidade no dia a dia.
Para o CEO da Natulab Farmacêutica, Ronnie Motta, iniciativas de inclusão vão além de discursos e precisam estar incorporadas à cultura organizacional. “Acreditamos que a diversidade fortalece a empresa em todos os aspectos. Promover a inclusão de pessoas neurodivergentes é reconhecer talentos, ampliar perspectivas e construir um ambiente mais inovador e humano. Não se trata apenas de abrir portas, mas de garantir que essas pessoas tenham espaço para se desenvolver e prosperar”, destaca.
O tema também é trabalhado internamente por meio do DiversiNatu, grupo criado para fortalecer ações de inclusão dentro da companhia, com iniciativas ao longo de todo o ano. Ao trazer essas histórias à tona durante o Abril Azul, a Natulab reforça que inclusão não é uma pauta pontual, mas um compromisso contínuo, construído no dia a dia, por meio de oportunidades reais, escuta ativa e valorização das diferenças.
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.