Artigos
Entre a urgência do país e o vazio da oposição
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
museu do palacio da aclamacao
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), formalizou a extinção do Museu do Palácio da Aclamação, no Centro Histórico de Salvador. A extinção do local chega para que seja instalado o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) nas dependências do museu. O documento obtido pela reportagem, nesta terça-feira (10), indicou a necessidade de reformas estruturais urgentes à decisão administrativa de encerrar as atividades da organização no local.
A formalização do encerramento do equipamento acontecerá através de parcerias institucionais. O processo de retirada deve ocorrer para garantir a preservação do acervo e a segurança pública com o novo modelo de gestão.
Com isso, conforme o documento acessado pelo Bahia Notícias, o espaço cultural passará por ajustes administrativos e redistribuição dos bens culturais. O IPAC será o responsável por realizar o processo do equipamento.
A medida do Governo do Estado estabelece ainda que o acervo e os equipamentos do Museu do Palácio da Aclamação sejam transferidos para novos espaços culturais. O ato visa que este patrimônio seja preservado tecnicamente. Entre os que vão receber os itens sagrados e culturais está o Museu de Arte da Bahia, no bairro do Corredor da Vitória, em Salvador.
A decisão da administração estadual é para organizar e assegurar a coleção histórica.
SOBRE O CCBB
Com o Centro Cultural Banco do Brasil, o público terá acesso a manifestações artístico-culturais nacionais e internacionais que, segundo o BB, "buscam refletir e instigar novos olhares sobre o mundo por meio de eventos nas diversas áreas e linguagens".
O banco aponta que a criação dos locais teve como objetivo a democratização do acesso a arte, além de contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura.
"Exibimos em nossos espaços físicos e digitais exposições, peças de teatro, mostras de cinema, shows e atividades culturais, com programações completas, plurais e acessíveis à sociedade", aponta o BB.
Presentes em quatro grandes capitais brasileiras - Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte - já recebendo mais de 100 milhões de visitantes, com a realização de mais de 4.500 projetos nas áreas de cênicas, música, exposições, cinema, ideias e programa educativo, nos consolidando como um dos principais centros culturais no cenário brasileiro e internacional.
A instalação da quinta unidade do CCBB faz parte de um acordo firmado com o Governo da Bahia. O investimento feito pelo Banco do Brasil, que havia sido antecipado pelo Bahia Notícias em 2023, integra o conjunto a restauração dos mais de 10 mil metros quadrados do imóvel de estilo neoclássico, que foi residência oficial dos governadores baianos.
PALÁCIO DA ACLAMAÇÃO
A arquitetura do Palácio da Aclamação, que apresenta uma herança portuguesa, caracterizada por reformas urbanas como já visto em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Recife, busca apresentar um desenho para definir um novo olhar à modernidade. Em 1913 foi realizado um projeto para ampliação do imóvel.
Com foco na "política", o espaço parou de servir, em 1967, através do governador Antônio Lomanto Junior, como residência oficial do governador. Levado para o Palácio de Ondina, o novo "endereço" era a antiga residência do administrador do Campo de Experiências Botânicas, ao lado do Jardim Zoológico. Mesmo assim, o Palácio da Aclamação continuou a ser utilizado esporadicamente pelo Governo do Estado em algumas solenidades.
Em 2010 o Palácio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artísitico e Cultural da Bahia (IPAC). No entanto, a proteção não se estendeu ao Passeio Público nem à Praça da Aclamação, mesmo que sejam espaços contíguos ao edifício tombado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hugo Motta
"A PEC da redução da jornada de trabalho 6x1 é uma destas agendas. A tramitação via Proposta de Emenda Constitucional é, ao mesmo tempo, o respeito das prerrogativas da deputada Erika Hilton e do deputado Reginaldo Lopes, que apresentaram seus projetos, e a oportunidade de promover um debate amplo. O equilíbrio e a responsabilidade são essenciais numa matéria de tamanho impacto".
Disse o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comentar sobre a colocação na pauta sobre o fim da escala 6x1 e indicar anteriormente que seria “vender um sonho que não se sustenta”.