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museu do palacio da aclamacao
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), formalizou a extinção do Museu do Palácio da Aclamação, no Centro Histórico de Salvador. A extinção do local chega para que seja instalado o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) nas dependências do museu. O documento obtido pela reportagem, nesta terça-feira (10), indicou a necessidade de reformas estruturais urgentes à decisão administrativa de encerrar as atividades da organização no local.
A formalização do encerramento do equipamento acontecerá através de parcerias institucionais. O processo de retirada deve ocorrer para garantir a preservação do acervo e a segurança pública com o novo modelo de gestão.
Com isso, conforme o documento acessado pelo Bahia Notícias, o espaço cultural passará por ajustes administrativos e redistribuição dos bens culturais. O IPAC será o responsável por realizar o processo do equipamento.
A medida do Governo do Estado estabelece ainda que o acervo e os equipamentos do Museu do Palácio da Aclamação sejam transferidos para novos espaços culturais. O ato visa que este patrimônio seja preservado tecnicamente. Entre os que vão receber os itens sagrados e culturais está o Museu de Arte da Bahia, no bairro do Corredor da Vitória, em Salvador.
A decisão da administração estadual é para organizar e assegurar a coleção histórica.
SOBRE O CCBB
Com o Centro Cultural Banco do Brasil, o público terá acesso a manifestações artístico-culturais nacionais e internacionais que, segundo o BB, "buscam refletir e instigar novos olhares sobre o mundo por meio de eventos nas diversas áreas e linguagens".
O banco aponta que a criação dos locais teve como objetivo a democratização do acesso a arte, além de contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura.
"Exibimos em nossos espaços físicos e digitais exposições, peças de teatro, mostras de cinema, shows e atividades culturais, com programações completas, plurais e acessíveis à sociedade", aponta o BB.
Presentes em quatro grandes capitais brasileiras - Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte - já recebendo mais de 100 milhões de visitantes, com a realização de mais de 4.500 projetos nas áreas de cênicas, música, exposições, cinema, ideias e programa educativo, nos consolidando como um dos principais centros culturais no cenário brasileiro e internacional.
A instalação da quinta unidade do CCBB faz parte de um acordo firmado com o Governo da Bahia. O investimento feito pelo Banco do Brasil, que havia sido antecipado pelo Bahia Notícias em 2023, integra o conjunto a restauração dos mais de 10 mil metros quadrados do imóvel de estilo neoclássico, que foi residência oficial dos governadores baianos.
PALÁCIO DA ACLAMAÇÃO
A arquitetura do Palácio da Aclamação, que apresenta uma herança portuguesa, caracterizada por reformas urbanas como já visto em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Recife, busca apresentar um desenho para definir um novo olhar à modernidade. Em 1913 foi realizado um projeto para ampliação do imóvel.
Com foco na "política", o espaço parou de servir, em 1967, através do governador Antônio Lomanto Junior, como residência oficial do governador. Levado para o Palácio de Ondina, o novo "endereço" era a antiga residência do administrador do Campo de Experiências Botânicas, ao lado do Jardim Zoológico. Mesmo assim, o Palácio da Aclamação continuou a ser utilizado esporadicamente pelo Governo do Estado em algumas solenidades.
Em 2010 o Palácio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artísitico e Cultural da Bahia (IPAC). No entanto, a proteção não se estendeu ao Passeio Público nem à Praça da Aclamação, mesmo que sejam espaços contíguos ao edifício tombado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.