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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz (PSDB), seja impedido de disputar um terceiro mandato seguido no comando da Casa.
Em documento enviado ao ministro Gilmar Mendes, obtido pelo Bahia Notícias, relator do caso, o prefeito pede que a Suprema Corte rejeite o recurso do PDT, que tenta articular um possivél candidatura de Muniz para o biênio 2027-2028.
A manifestação, datada de segunda-feira (26) e assinada digitalmente pelo prefeito na terça-feira (27), atende a um pedido de informações feito por Gilmar Mendes.
Segundo o documento, a Prefeitura tem interesse no caso porque o presidente da Câmara é o segundo na linha de substituição do prefeito, o que faz da estabilidade no comando do Legislativo uma questão que afeta a capital baiana como um todo.
O ponto central do texto é que Muniz já exerceu a presidência durante dois biênios completos. Ele foi eleito primeiro vice-presidente em março de 2022 e assumiu a presidência em 2 de janeiro de 2023, depois que o presidente eleito, Geraldo Júnior (MDB), renunciou ao cargo para tomar posse como vice-governador da Bahia. Em seguida, foi eleito presidente para o biênio 2025-2026. Segundo a Prefeitura, uma nova vitória faria com que Muniz comandasse a Câmara de 2 de janeiro de 2023 a 1º de janeiro de 2029, ou seja, seis anos seguidos.
O documento cita o MP-BA que abriu um procedimento após receber denúncia de que Muniz “articula nova candidatura” e emitiu uma recomendação para que ele “se abstenha de concorrer” à presidência no biênio 2027-2028.
Segundo a Prefeitura, os promotores concluíram que a candidatura “vai de encontro a decisões vinculantes do Supremo Tribunal Federal” e advertiram que, se ela for apresentada, o MP pode adotar medidas judiciais e extrajudiciais para anulá-la.
Para o prefeito, isso mostra que, “ao menos desde 30.9.2026, o atual Presidente da Câmara Municipal tem plena ciência de que a sua candidatura ao biênio 2027-2028 é incompatível com a jurisprudência” do STF.
No fim da manifestação, o prefeito compara a situação com a do Poder Executivo. “Não há qualquer razão para que o dirigente de Casa Legislativa municipal possua prerrogativa que nem o Presidente da República possui”, afirma. Bruno Reis pede que o STF negue o recurso do PDT, mantenha a decisão de Gilmar Mendes, julgue a ação improcedente e rejeite o pedido do partido para que um eventual novo entendimento valha só para casos futuros.
O caso será julgado no plenário virtual do STF entre 6 e 13 de novembro. Enquanto isso, a disputa pela presidência da Câmara avança. O vereador Alexandre Aleluia (Novo), apoiado pelo grupo político do prefeito, já reúne 33 dos 43 vereadores e negocia o apoio da bancada de oposição.
(Atualizado às 16h30)
O vereador Alexandre Aleluia recebeu oficialmente o apoio de 23 vereadores para disputar o cargo de presidente da Câmara de Salvador (CMS). Os apoios foram confirmados nesta sexta-feira (23) durante uma reunião realizada na sede do União Brasil e contou com lideranças do Progressistas, PSDB, Cidadania, PL, DC, PRD, PDT e Novo.
"É uma grande honra para mim receber o apoio da maioria dos vereadores de Salvador para presidir a primeira Casa Legislativa do Brasil. Já temos o apoio de 23 dos 43 vereadores e seguimos construindo até o final do dia de hoje mais alianças para que seja uma eleição tranquila e verdadeiramente democrática, com a maioria absoluta dos edis", afirma Aleluia, que é o atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Aleluia ressalta o papel democrático do prefeito Bruno Reis, que fez questão de deixar claro que respeitaria e iria ratificar a vontade soberana dos vereadores da base do seu governo.
Até o momento, os 23 vereadores que declararam apoio oficialmente a Alexandre Aleluia são: Alberto Braga, Alex Alemão, Alexandre Aleluia, Anderson Ninho, André Fraga, Cézar Leite, Claudio Tinoco, Cris Correia, Débora Santana, Duda Sanches, Fabio Souza, Isabela Sousa, Jorge Araújo, Kiki Bispo, Marcelle Moraes, Marcelo Guimarães Neto , Orlando Palhinha, Omarzinho Gordilho, Paulo Magalhães Júnior, Rodrigo Amaral, Sandro Filho, Sandro Bahiense, Teo Senna.
O vereador Alexandre Aleluia recebeu oficialmente o apoio de 23 vereadores para disputar a presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS). As adesões foram confirmadas nesta sexta-feira (23), durante uma reunião realizada na sede do União Brasil, que contou com a participação de lideranças do Progressistas, PSDB, Cidadania, PL, DC, PRD, PDT e Novo.
“É uma grande honra para mim receber o apoio da maioria dos vereadores de Salvador para presidir a primeira Casa Legislativa do Brasil. Já temos o apoio de 23 dos 43 vereadores e seguimos construindo, até o final do dia de hoje, mais alianças para que seja uma eleição tranquila e verdadeiramente democrática, com a maioria absoluta dos edis”, afirmou Aleluia, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Aleluia também destacou a postura do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que, segundo o vereador, fez questão de deixar claro que respeitaria e ratificaria a decisão da maioria dos vereadores da base governista.
Até o momento, os 23 vereadores que declararam oficialmente apoio à candidatura de Alexandre Aleluia são: Alberto Braga, Alex Alemão, Alexandre Aleluia, Anderson Ninho, André Fraga, Cézar Leite, Claudio Tinoco, Cris Correia, Débora Santana, Duda Sanches, Fabio Souza, Isabela Sousa, Jorge Araújo, Kiki Bispo, Marcelle Moraes, Marcelo Guimarães Neto, Orlando Palhinha, Omarzinho Gordilho, Paulo Magalhães Júnior, Rodrigo Amaral, Sandro Filho, Sandro Bahiense e Teo Senna.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o vereador Claudio Tinoco (União Brasil), que declarou apoio à candidatura de Aleluia, avaliou que a articulação demonstra unidade entre os parlamentares e viabilidade eleitoral. Segundo ele, o movimento partiu dos próprios vereadores e pode ampliar o número de apoiadores nos próximos dias. “Esse movimento nasce dos próprios vereadores e já é exposto por uma significativa maioria. Isso não só é uma demonstração de unidade, mas, acima de tudo, de viabilidade da sua eleição”, afirmou Tinoco.
O vereador também destacou que a escolha antecipada do nome de Aleluia, cuja eleição está prevista regimentalmente para dezembro, sinaliza a intenção de parte expressiva da Casa de fortalecer a instituição e ampliar o diálogo com a sociedade. “Chegamos agora, ainda em outubro, com uma sinalização mostrando que a grande maioria da Câmara Municipal de Salvador pretende ter um presidente que fortaleça a instituição, que a represente com aquilo que a sociedade espera: um caráter democrático e conhecimento”, declarou.
EMBATE ENTRE ALELUIA E MUNIZ
Aleluia e o presidente atual da CMS, Carlos Muniz (PSDB), protagonizaram um embate durante uma reunião do Colégio de Líderes, realizada no dia 23. Na ocasião, os vereadores discutiam a definição de uma data para a votação de projetos de autoria dos parlamentares da Casa.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores que participaram da reunião, a discussão começou quando Muniz apresentou uma pauta para votação na segunda-feira (28). Os participantes, no entanto, relembraram um acordo firmado em agosto pelo Colégio de Líderes para que não houvesse votações antes das eleições.
Aleluia, então, citou um dispositivo do regimento interno que permitiria estabelecer um prazo de 24 horas para conhecer as pautas. Ainda de acordo com os interlocutores, houve preocupação com a possibilidade de antecipação das votações, como teria ocorrido no biênio 2023-2024.
Após a manifestação de Aleluia, Muniz teria reagido com irritação e afirmado que a decisão cabia a ele e que a votação ocorreria “com ou sem” os projetos de autoria dos vereadores da base governista. Segundo os relatos, também seriam votados projetos da oposição, além da proposta de emendas encaminhada pela Prefeitura.
Na sequência, houve um momento de tensão, com trocas de acusações entre os dois vereadores. Entre os pontos levantados estavam a apresentação de emendas sem o conhecimento prévio dos demais parlamentares e cobranças por respeito mútuo.
Depois disso, vereadores da oposição pediram a palavra e afirmaram que também não consideravam adequada a realização de votações na última semana da campanha eleitoral. Ainda segundo os relatos, Muniz respondeu que as votações poderiam ficar para dezembro.
Em outro momento da reunião, o vereador André Fraga levantou a possibilidade de que a discussão não estivesse relacionada apenas às emendas, mas também a uma eventual antecipação da eleição para a presidência da CMS. Diante da hipótese, Muniz afirmou que não tomaria nenhuma decisão sem o conhecimento dos demais vereadores. “Não faria o que Geraldo fez”, declarou, em referência ao processo de sucessão na presidência da Câmara.
O presidente da Casa também afirmou que, caso seja impedido de disputar a reeleição, pretende se reunir com Bruno Reis para receber uma indicação do prefeito sobre o nome que deverá apoiar na sucessão. Na ocasião, Muniz ressaltou que poderia vetar o nome escolhido pelo chefe do Executivo municipal.
Em meio aos impasses sobre sua recondução à presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Carlos Muniz (PSDB) deve se reunir com o prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União Brasil), para discutir o apoio à sua permanência no comando da Casa. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (22), o encontro deve ocorrer até sexta-feira (23), com a participação do vereador Kiki Bispo (União Brasil).
A reunião ocorre em meio à tramitação, no Supremo Tribunal Federal (STF), do caso que discute a possibilidade de Muniz disputar um terceiro mandato consecutivo à frente da Câmara. O vereador já presidiu a Casa por dois biênios consecutivos, de 2023 a 2024 e de 2025 a 2026, e pretende concorrer novamente ao cargo. A possibilidade, no entanto, enfrenta questionamentos jurídicos relacionados ao limite de reconduções consecutivas estabelecido pela jurisprudência do STF.
O encontro entre os vereadores e o prefeito pode ser decisivo para definir o nome que representará o grupo político na disputa pela presidência do Legislativo soteropolitano. Caso Bruno Reis não apoie a tentativa de recondução de Muniz, outro nome poderá ser avaliado pelos participantes da reunião.
O encontro também pode abrir espaço para que o tucano reforce uma posição já manifestada durante as discussões sobre a sucessão na presidência da CMS: a possibilidade de vetar determinados nomes para o cargo. Muniz poderá, assim, se opor a uma eventual indicação feita pelo chefe do Executivo municipal.
Em meio às incertezas sobre a escolha do candidato, caso Muniz seja impedido de disputar a eleição, o vereador Alexandre Aleluia começa a ser cotado para receber o apoio de Bruno Reis. Conforme apuração do Bahia Notícias com interlocutores da Câmara, há indicativos de que, se o prefeito optar por Aleluia, outras lideranças da base governista no Legislativo municipal deverão seguir a orientação do gestor.
JULGAMENTO NO STF OCORRERÁ EM NOVEMBRO
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, entre os dias 6 e 13 de novembro, se o vereador Carlos Muniz (PSDB) poderá disputar novamente a presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS), para o biênio 2027-2028. A ação foi apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e o julgamento ocorrerá no plenário virtual, sistema no qual os ministros registram seus votos pela internet ao longo de uma semana. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, já negou o pedido em uma decisão provisória.
A data do julgamento foi definida na terça-feira (20). A ação, apresentada em 23 de setembro, é uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), instrumento jurídico utilizado para questionar atos que possam violar preceitos fundamentais da Constituição Federal.
O PDT argumenta, com base em um parecer jurídico elaborado pelo escritório de um ex-ministro do STF, que a primeira passagem de Muniz pela presidência da Câmara, no biênio 2023-2024, não deveria ser contabilizada para o limite de mandatos consecutivos. Segundo o partido, o vereador não foi eleito para o cargo naquela ocasião, mas assumiu automaticamente a presidência após a renúncia de Geraldo Júnior (MDB), que deixou o comando da Casa para assumir o cargo de vice-governador da Bahia. A sucessão ocorreu conforme previsto no regimento interno do Legislativo municipal.
Gilmar Mendes rejeitou essa tese. Na decisão, o ministro destacou que Muniz presidiu a Câmara durante todo o biênio 2023-2024 e, posteriormente, foi eleito para o período de 2025-2026, também cumprido integralmente. Segundo o relator, permitir uma nova candidatura possibilitaria que o mesmo vereador permanecesse por seis anos consecutivos à frente do Legislativo municipal, em três mandatos seguidos, hipótese vedada pela jurisprudência do STF.
O ministro também diferenciou o caso de Salvador de situações em que um parlamentar assume a presidência de um Legislativo por um período curto ou em decorrência de uma decisão judicial provisória. Nessas circunstâncias, o período pode não ser contabilizado para o limite de reconduções. Para Gilmar Mendes, porém, a situação de Muniz não se enquadra nessas exceções, já reconhecidas pelo STF em julgamento anterior com repercussão nacional.
EMBATE ENTRE MUNIZ E ALELUIA
Muniz e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Alexandre Aleluia, protagonizaram um embate durante uma reunião do Colégio de Líderes, realizada no dia 23. Na ocasião, os vereadores discutiam a definição de uma data para a votação de projetos de autoria dos parlamentares da Casa.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores que participaram da reunião, a discussão começou quando Muniz apresentou uma pauta para votação na segunda-feira (28). Os participantes, no entanto, relembraram um acordo firmado em agosto pelo Colégio de Líderes para que não houvesse votações antes das eleições.
Aleluia, então, citou um dispositivo do regimento interno que permitiria estabelecer um prazo de 24 horas para conhecer as pautas. Ainda de acordo com os interlocutores, houve preocupação com a possibilidade de antecipação das votações, como teria ocorrido no biênio 2023-2024.
Após a manifestação de Aleluia, Muniz teria reagido com irritação e afirmado que a decisão cabia a ele e que a votação ocorreria “com ou sem” os projetos de autoria dos vereadores da base governista. Segundo os relatos, também seriam votados projetos da oposição, além da proposta de emendas encaminhada pela Prefeitura.
Na sequência, houve um momento de tensão, com trocas de acusações entre os dois vereadores. Entre os pontos levantados estavam a apresentação de emendas sem o conhecimento prévio dos demais parlamentares e cobranças por respeito mútuo.
Depois disso, vereadores da oposição pediram a palavra e afirmaram que também não consideravam adequada a realização de votações na última semana da campanha eleitoral. Ainda segundo os relatos, Muniz respondeu que as votações poderiam ficar para dezembro.
Em outro momento da reunião, o vereador André Fraga levantou a possibilidade de que a discussão não estivesse relacionada apenas às emendas, mas também a uma eventual antecipação da eleição para a presidência da CMS. Diante da hipótese, Muniz afirmou que não tomaria nenhuma decisão sem o conhecimento dos demais vereadores. “Não faria o que Geraldo fez”, declarou, em referência ao processo de sucessão na presidência da Câmara.
O presidente da Casa também afirmou que, caso seja impedido de disputar a reeleição, pretende se reunir com Bruno Reis para receber uma indicação do prefeito sobre o nome que deverá apoiar na sucessão. Na ocasião, Muniz ressaltou que poderia vetar o nome escolhido pelo chefe do Executivo municipal.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Alexandre Aleluia, protagonizaram, nesta quarta-feira (23), um embate caloroso na reunião dos líderes, na qual seria decidida uma data para a votação dos projetos de autoria dos vereadores da Casa.
Segundo informações do Bahia Notícias com interlocutores da reunião, o embate começou com Muniz apresentando uma pauta para ser votada na segunda-feira (28). Os interlocutores relembraram uma reunião do Colégio de Líderes ocorrida em agosto, na qual ficou acordado não realizar votações antes das eleições.
O vereador Aleluia, então, citou um dispositivo do regimento para conseguir um prazo de 24 horas, afirmando que seria para "conhecer as pautas".
Ainda de acordo com interlocutores, foi levantado um receio sobre uma possível antecipação da votação, como teria sido feito no biênio 2023-2024.
Após a resposta de Aleluia, Muniz reagiu, segundo interlocutores, com nervosismo, e afirmou que a decisão "era dele" e que aconteceria "com ou sem" os projetos de autoria dos vereadores da base. Segundo o relato, os projetos dos vereadores de oposição seriam votados além do projeto de emendas enviado pela Prefeitura.
Na sequência, houve um momento de tensão e trocas mútuas entre os dois, com acusações de impor emendas sem o conhecimento dos demais vereadores e pedidos de respeito mútuo.
Depois disso, vereadores de oposição pediram a palavra e declararam que também não achavam que deveria ocorrer votação na Casa na última semana da corrida eleitoral. Ainda nervoso, Muniz respondeu que poderia "deixar pra dezembro então".
Em outro momento da reunião, o vereador André Fraga levantou a possibilidade de que aquela discussão não fosse sobre emendas, mas sim sobre a possibilidade de uma eleição antecipada para a presidência da CMS.
Após essa possibilidade ser levantada, Muniz reagiu e afirmou que não faria nada sem conhecimento dos vereadores.
"Não faria o que Geraldo fez", disse ele durante a reunião.
Além disso, o presidente também afirmou que, caso não possa concorrer, vai se reunir com o prefeito Bruno Reis (União) para receber a indicação dele, e afirmou ter poder de veto sobre o nome indicado pelo chefe do Executivo.
Os projetos que serão votados nesta segunda-feira (28) ainda estão mantidos na pauta, mas existe a possibilidade de a votação não acontecer, por uma possível falta de quórum "organizada" para que isso não ocorra, caso a pauta se mantenha como está.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), anunciou nesta terça-feira (4) o apoio ao pré-candidato de oposição ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo Governo da Bahia em 2026. Com a decisão, Muniz se antecipou ao prazo que ele próprio havia estabelecido para se posicionar.
O anúncio foi feito durante uma edição do "Sua Voz é Nossa Voz" do ex-prefeito de Salvador, realizada no Subúrbio da capital. Na véspera, durante a sessão de segunda-feira (3) na Câmara, Muniz havia dito que definiria seu apoio na corrida ao Governo do Estado até esta quarta-feira (5).
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), viveu um momento desagradável durante a convenção do União Brasil, realizada no Centro de Convenções de Salvador, evento em que foram lançadas tanto a candidatura do pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) quanto a homologação da pré-candidatura a deputado federal de seu filho, Carlos Muniz Filho (PSDB).
Segundo apurou o Bahia Notícias, apesar de não ter sido visto pela imprensa presente no local, o presidente da Câmara Municipal chegou a comparecer ao evento, mas acabou sendo barrado por seguranças.
Em determinado momento, ele tentou entrar em uma área reservada a candidatos, acompanhado do filho, que participava da convenção como pré-candidato. Como não usava a pulseira de identificação exigida para candidatos, a segurança do local negou sua entrada.
Após tentativas de diálogo com o segurança responsável pelo bloqueio, nas quais afirmou ser pai de um dos candidatos, Muniz se irritou e decidiu deixar o Centro de Convenções, abandonando o evento. Depois do episódio, aliados de ACM Neto tentaram minimizar a situação e apaziguar os ânimos com o líder do PSDB.
A Câmara Municipal de Salvador deve votar, nesta quarta-feira (13), 62 propostas legislativas, entre projetos de lei, projetos de indicação e moções. Entre os textos pautados, o que mais chama atenção é o projeto que proíbe a cobrança de tarifas nas áreas de embarque e desembarque de passageiros, como a do Aeoporto de Salvador, nomeado de “Kiss & Fly”, na capital baiana.
A proposta é de autoria do presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), e prevê a proibição da cobrança de taxas para acesso às áreas de embarque e desembarque em Salvador.
A definição da pauta ocorreu após acordo entre os líderes partidários da Câmara.
Outro projeto que deve gerar debate é o de autoria do vereador Alexandre Aleluia (Novo), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que altera dispositivos da legislação sobre instalação de kits de praia no município.
Entre as demais propostas em pauta, também se destacam:
- o projeto que proíbe o uso de fumaça colorida em estádios, casas noturnas e eventos;
- a proposta que declara a Festa de São Jorge como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador;
- o texto que veta técnicas de arquitetura hostil em espaços públicos e privados de uso coletivo;
- o projeto que proíbe cobrança de estacionamento em unidades hospitalares de urgência e emergência;
- e a proposta que limita tarifas de estacionamentos em arenas esportivas e estádios da capital.
Na área da saúde, um dos destaques é o Projeto de Lei nº 71/24, do vereador André Fraga, que proíbe a oferta de alimentos ultraprocessados na merenda de escolas e creches municipais. Na área de mobilidade, a pauta inclui o PL 02/25, que sugere a criação de um “Vale Integração” para passageiros afetados por paralisações do transporte público.
Os vereadores ainda devem apreciar 18 projetos de indicação, incluindo propostas para implantação de jardins de chuva voltados à drenagem urbana e a criação de um programa municipal de saúde mental em bairros de maior vulnerabilidade social.
A sessão será encerrada com a votação de seis moções, entre elas uma homenagem à Defensoria Pública da Bahia e uma saudação ao Dia Internacional contra a LGBTQIAPN+fobia.
Durante a coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (6), o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), comentou as recentes queixas da oposição sobre o repasse e a indicação de emendas. Mesmo em um clima de celebração pela aprovação do Plano Municipal de Segurança Pública, o presidente não se furtou a responder aos questionamentos sobre a transparência do processo.
A disputa surgiu após declarações de parlamentares da oposição que alegaram não ter recebido orientações claras ou recursos sobre determinadas emendas. Em resposta direta às cobranças do vereador Randerson Leal (Podemos), Muniz demonstrou firmeza e garantiu que a Casa possui total clareza sobre quais instituições estão aptas a receber os benefícios.
Muniz foi enfático ao assegurar que não haverá distinção política no pagamento dos recursos, desde que os trâmites legais sejam seguidos. "Eu tenho certeza de que as emendas dos vereadores de oposição serão todas pagas. Entramos em um acordo que, assim que forem apresentadas, serão realizadas. O problema é que ainda não foram apresentadas. Primeiro apresente e depois faça a cobrança", explica.
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
Ao ser questionado sobre o impasse, o presidente da Casa Legislativa foi enfático ao defender a regularidade das indicações. “Se ele quiser que eu faça uma relação [das entidades que podem receber], é fácil [resolver]”, rebate Muniz, sinalizando que a lista de instituições credenciadas e regulares é pública e está à disposição para consulta.
Para o presidente, o foco deve permanecer na legalidade das entidades indicadas pelos membros da casa, assegurando que o recurso chegue a instituições que prestam serviços efetivos à capital baiana.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB) revelou que o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social será prioridade no retorno dos trabalhos legislativos. A informação foi confirmada pelo vereador nesta segunda-feira (02), durante a reabertura da Casa.
Questionado pelo Bahia Notícias sobre o tema, Muniz informou que o plano será estudado por vereadores da situação e oposição para depois ser votado em plenário. A votação vai ocorrer no mês de março na CMS.
“Será prioridade, darei 30 dias para que tanto a oposição como a situação estude o projeto, faça as emendas para que a gente coloque em plenário para se votar. No mês de março a prioridade vai ser votar o plano de segurança”, disse.
Muniz comentou também sobre um protesto realizado por servidores aposentados da CMS.
“Na realidade, essa resposta quem tem que dar é o executivo. O que os aposentados precisavam e a Câmara poderia fazer foi feito. Essa conversa eles têm que ter com o executivo municipal e não com a Câmara”, afirmou.
O chefe do Legislativo soteropolitano respondeu ainda sobre a possibilidade do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ir até a Câmara.
“Na realidade, não tem conversa nenhuma nesse sentido. Se ele quiser, vai ser um prazer. A casa é do povo, principalmente do governador da Bahia”, relatou.
Comissões temáticas da Câmara de Vereadores de Salvador serão definidas em fevereiro, confirma Muniz
Candidato favorito a presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB) confirmou, nesta quinta-feira (2), que a votação para definir os nomes das Comissões temáticas da Casa acontecerá somente no mês de fevereiro de 2025.
O anúncio foi feito durante entrevista ao Bahia Notícias na primeira sessão de 2025 da Casa. De acordo com o vereador, a definição deve acontecer até a terceira sessão do Legislativo soteropolitano.
“Só em fevereiro a gente começa a conversar, na terceira sessão no máximo a gente já tem uma definição das como serão as comissões”, indicou o tucano.
O edil revelou que os nomes para compor o grupo vai respeitar e seguir as indicações feitas pelos partidos para os respectivos cargos.
“Justamente, principalmente pela proporcionalidade, mas cada um com suas indicações como foi feito na mesa diretora. A mesa diretora, todos os cargos aqui foram entregues ao partido, é o partido que indica. Eu tinha interesse mesmo que Ireuda fosse nossa quarta secretária, mas, infelizmente, o Republicanos fez outra indicação, que é o vereador, Kel Torres, e nós insistimos que fosse Ireuda, mas como o cargo é do partido, o partido decidiu o que quer e nós vamos respeitar”, explicou Muniz.
O presidente comentou também a respeito da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para continuar com o vereador Paulo Magalhães (União Brasil).
“Por mim continua com o Paulo Magalhães. A CCJ agora não depende do presidente, depende primeiro dos partidos que irão fazer indicação. Então as lideranças partidárias irão fazer indicação e nós iremos respeitar a profissionalidade”, afirmou.
Antes, Carlos Muniz tinha observado acerca da votação para a presidência da Casa Legislativa, onde vai concorrer com Hamilton Assis (PSOL).
“Eu espero aqui ter os 41 votos, é algo que para mim é novo, a primeira vez vou ser votado para presidente realmente, é a primeira eleição de presidente que estou disputando e pode ter certeza que é um pouquinho de ansiedade, mas muito mais felicidade do que ansiedade”, disse.
Durante a inauguração do Hospital Municipal do Homem (HMH), nesta sexta (05), no Monte Serrat, em Salvador, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), explicou ao Bahia Notícias como será o funcionamento da Casa durante o processo de campanha para as eleições municipais deste ano e avaliou a federação entre PSDB e Cidadania.
“Nesse segundo semestre, nós sabemos que em um ano eleitoral, irá ter a presença menor de vereadores na Câmara, porque o trabalho se intensifica nas ruas, mas é um trabalho que não deixa de ser realizado, porque os vereadores, ao invés de fazer o trabalho no Plenário, eles irão realizar esse trabalho no dia a dia nas ruas, nas bases dele. Então será normal, mas com certeza não terá impacto nenhum em relação aos projetos que nós possamos aprovar para o povo de Salvador”, garantiu.
Muniz também contou que não existe nenhum tipo de acordo para que os trabalhos sejam reduzidos na Câmara, mantendo o funcionamento nos dias e horários normais. “Não fizemos acordo, o que nós conversamos é que não pode deixar de haver funcionamento. E quando tiver no Plenário 14 vereadores, nós iremos abrir a sessão”, disse.
FEDERAÇÃO ENTRE PSDB E CIDADANIA
Além disso, o presidente analisou as atuais movimentações no cenário político, como a federação entre PSDB e Cidadania. Segundo ele, a junção é benéfica para as duas siglas e pode ajudar a ampliar o número de eleitos neste pleito. “Eu organizei o partido junto com os vereadores e junto com o jogador. Fizemos de tudo para fazer um partido forte e, com certeza, você pode ter certeza que iremos eleger de 5 a 7 vereadores aqui. É uma forma de provarmos que trabalhamos da forma correta para que os vereadores, eu espero, se reelejam e nós tenhamos mais, pelo menos, mais uma, duas vagas para outros candidatos que entraram no partido”, concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.