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Um líder do movimento por reforma agrária foi preso, nesta terça-feira (09), sob a acusação de invadir uma fazenda no distrito de Trancoso, litoral sul de Porto Seguro. O homem, identificado como Edinoaldo Dias Ferreira, de 51 anos, foi flagrado pela polícia, em uma ação com mais 120 pessoas, na Fazenda Rio Verde, área de terra localizada no bairro Mirante do Rio Verde.
De acordo com o site Radar, parceiro do Bahia Notícias, a fiança estabelecida pela Polícia Civil foi de cem salários mínimos, correspondendo a R$ 142 mil. A propriedade invadida pelo grupo fica na área de proteção ambiental APA Caraíva-Trancoso e tem cerca de 112 hectares. A área pertence a Gregório Marin Preciado e havia sido alvo de uma reintegração de posse no final de agosto de 2023, em decisão deferida pela 1ª Vara Cível de Porto Seguro.
Na ocasião, quase cem homens do 8º Batalhão de Polícia Militar atuaram no cumprimento da medida e o processo durou cerca de 3 dias. Em novembro, fazenda foi alvo de outra tentativa de invasão, que foi controlada.
Edinoaldo foi o único participante da ação a ser preso na terça-feira, pois se responsabilizou em negociar com a Polícia Militar. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de esbulho possessório, desobediência e associação criminosa, crimes cujas penas, somadas, totalizam quatro anos de reclusão. Sem o pagamento da fiança, Edinoaldo foi levado para a carceragem da Delegacia de Eunápolis, onde ficará custodiado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.