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Campeão da Premier League com o Chelsea na temporada 2016/17, o atacante Diego Costa voltou a falar publicamente sobre sua passagem pelo clube inglês e fez críticas contundentes ao técnico Antonio Conte, com quem trabalhou no período mais vitorioso de sua carreira na Inglaterra. As declarações foram dadas em participação no podcast “The Obi One Podcast” e revelam um ambiente de trabalho que, segundo o jogador, era pesado e desgastante nos bastidores de Stamford Bridge.
Apesar do sucesso esportivo, que culminou no título inglês sob comando do treinador italiano, Diego Costa afirmou que a convivência diária com Conte não era agradável e que o clima no vestiário não favorecia os jogadores.
"Ele é uma pessoa que não confia nos outros. Pensa que sabe tudo. Você não desfruta dos treinos com ele, está sempre com raiva, sempre com cara fechada. Os jogadores queriam voltar (para os treinos), mas ninguém gostava dele e por isso não durou muito tempo", disparou.
Na mesma entrevista, o atacante naturalizado espanhol fez questão de estabelecer um contraste claro entre Antonio Conte e José Mourinho, treinador com quem também trabalhou no Chelsea e que deixou uma marca positiva em sua carreira, segundo o próprio jogador.
"Para mim, Mourinho é o treinador de quem mais gostei. Ele te dá vida. Você chega ao treino feliz", declarou.
Mourinho comandou Diego Costa durante a temporada 2014/15, quando o Chelsea conquistou a Premier League e a Copa da Liga Inglesa, período frequentemente citado por atletas como um dos mais leves e motivadores sob o ponto de vista emocional.
Diego Costa e Antonio Conte trabalharam juntos entre 2016 e 2018. O ponto alto da parceria aconteceu logo no primeiro ano, quando o Chelsea conquistou a Premier League com autoridade, apostando em um sistema tático diferente.
Na temporada 2016/17, o atacante disputou 43 partidas, marcou 22 gols em todas as competições — sendo 20 apenas no Campeonato Inglês — e terminou como artilheiro do clube na liga. Sua presença foi decisiva para o funcionamento do modelo de jogo de Conte, baseado em pressão alta, transições rápidas e imposição física no ataque.
Apesar do sucesso em campo, a relação entre treinador e jogador se deteriorou na temporada seguinte. Em 2017, ainda durante o período de férias, Diego Costa revelou ter recebido uma mensagem de texto de Antonio Conte informando que não fazia mais parte dos planos do clube.
O episódio ganhou ampla repercussão na imprensa inglesa, evidenciou o desgaste interno e resultou no afastamento do atacante. Diego Costa não entrou em campo oficialmente pelo Chelsea na temporada 2017/18 e acabou negociado posteriormente com o Atlético de Madrid, encerrando de forma abrupta uma passagem que havia sido fundamental para recolocar o clube londrino no topo do futebol inglês.
Antonio Conte deixou o Chelsea em 2018 com dois títulos no currículo: a Premier League e a Copa da Inglaterra, mas sua passagem ficou marcada por conflitos internos, desgaste com jogadores e atritos com a diretoria.
Vinte e cinco anos após dar os primeiros passos como treinador no Benfica, José Mourinho está de volta ao clube português. Conforme o jornalista especializado em transferências Fabrizio Romano, o técnico assinou contrato até 2027.
A apresentação oficial deve ocorrer já nesta quinta-feira (18), abrindo caminho para que o “Special One” esteja no banco no sábado (20), diante do AFS, pelo Campeonato Português.
Mourinho, de 62 anos, estava sem clube desde o fim de agosto, quando foi demitido do Fenerbahçe após a eliminação para o próprio Benfica nas preliminares da Liga dos Campeões. Ao longo da carreira, acumulou passagens por Porto, Chelsea, Inter de Milão, Real Madrid, Manchester United, Tottenham e Roma.
Entre suas principais conquistas estão duas Ligas dos Campeões (Porto e Inter de Milão), duas Ligas Europa (Manchester United e Porto) e a Liga Conferência (Roma). O treinador também soma três títulos do Campeonato Inglês com o Chelsea e dois do Campeonato Italiano com a Inter de Milão.
O ciclo de José Mourinho no Fenerbahçe chegou ao fim. O clube turco anunciou nesta sexta-feira (29) a demissão do treinador português, dois dias depois da eliminação precoce para o Benfica nas fases iniciais da Uefa Champions League.
O técnico, contratado em julho de 2024, tinha vínculo até o fim da atual temporada, mas não resistiu à pressão. Segundo a imprensa turca, Mourinho receberá cerca de 15 milhões de euros (R$ 94 milhões) como indenização pela rescisão contratual.
Na competição europeia, o Fenerbahçe empatou sem gols em casa e acabou derrotado por 1 a 0 no duelo de volta em Lisboa, resultado que decretou a queda. No cenário doméstico, a equipe ocupa apenas a 7ª colocação no Campeonato Turco, com quatro pontos somados.
A passagem de Mourinho pelo clube terminou sem títulos. Em 62 jogos oficiais, foram 37 vitórias, 14 empates e 11 derrotas, desempenho considerado insuficiente diante das expectativas da diretoria e da torcida.
Durante a preparação para o duelo contra o Benfica, válido pelos playoffs da Champions League, José Mourinho, durante entrevista concedida à TNT Sports Brasil, na última terça-feira (26), falou sobre o seu dia a dia com Anderson Talisca, meia-atacante brasileiro que atua no Fenerbahçe. O jogador havia revelado há dez anos o sonho de ser treinado pelo português — desejo que agora se concretizou.
O técnico destacou o talento do atleta, mas fez ponderações sobre as escolhas feitas ao longo da carreira.
"É um jogador com potencial incrível. Às vezes os jogadores escolhem, ou escolhem por eles, o tipo de projeto de carreira. Acho que os anos que ele passou na China e na Arábia foram muito importantes para o seu futuro e para o futuro da sua família. Uma situação financeira na qual eu não continuaria na Europa. Do ponto de vista esportivo, foi um impeditivo para ele ter uma carreira muito melhor", avaliou Mourinho.
Apesar disso, o treinador português acredita que Talisca ainda pode alcançar grandes objetivos, inclusive uma vaga na Seleção Brasileira.
"Ele tem 31 anos. Não é um jovem, mas também não é um jogador em fim de carreira. Super inteligente, motivado, grande personalidade, vontade de ajudar bem. Um rapaz com os pés no chão. Se eu pudesse ajudá-lo a atingir algum dos seus sonhos, tentarei. Vamos tentar fazer com que o Ancelotti fique curioso com as suas performances, principalmente nos jogos europeus", acrescentou.
Revelado pelo Bahia em 2013, Talisca rapidamente se destacou no profissional pelo porte físico, a força no chute de média distância e a presença de área. No ano seguinte, foi vendido ao Benfica, onde ganhou status de protagonista sob o comando de Jorge Jesus. Gols importantes na Champions League e títulos nacionais consolidaram sua campanha em Lisboa.
O sucesso o levou ao Besiktas, por empréstimo, onde brilhou novamente. Foi peça-chave em campanhas marcantes, incluindo a inédita classificação às oitavas da Champions League 2017/18.
Depois, priorizou propostas mais lucrativas e se transferiu para o Guangzhou Evergrande, da China, e posteriormente para o Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde atuou ao lado de Cristiano Ronaldo. Embora financeiramente vantajosas, essas passagens reduziram sua exposição em grandes ligas e limitaram suas chances na Seleção, pela qual foi chamado apenas em duas oportunidades.
Agora, vestindo a camisa do Fenerbahçe e sob o comando de Mourinho, Talisca tenta resgatar o protagonismo no futebol europeu para voltar a figurar entre os nomes em evidência no cenário internacional.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Difícil".
Disse o senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária ao avaliar o cenário atual em que existe a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual, no caso do senador Angelo Coronel (PSD).