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A relação entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc na Ferrari ganhou mais um episódio de tensão neste domingo, durante o GP da Itália, no Circuito de Monza. Logo na largada, o monegasco fechou o companheiro de equipe na disputa por posição, obrigando o heptacampeão a passar pela área de escape e perder terreno no pelotão.
O lance aconteceu nos primeiros metros da prova. Leclerc tentava defender a terceira colocação, enquanto Hamilton vinha por fora e acabou ficando sem espaço. O britânico caiu do quarto para o décimo lugar e ainda foi superado por Oliver Bearman, antes de conseguir recuperar a posição sobre o compatriota.
“Charles me empurrou!”, reclamou Hamilton pelo rádio da Ferrari.
O incidente foi investigado pelos comissários, mas não gerou punição. Leclerc abandonou a corrida na volta seguinte, após bater na curva Parabolica. Depois da prova, o piloto de Mônaco tentou minimizar a leitura de conflito interno, mas admitiu que a disputa na largada passou do ponto.
"Sinceramente, não sei quem está promovendo essa narrativa de que estamos uns contra os outros. Em Zandvoort já se falou demais sobre isso. Aqui, porém, é verdade que fomos longe demais na Curva 1. Na curva 2 tentei fazê-la o mais fechada possível, mas simplesmente não foi suficiente, e isso aqui não é bom", afirmou Leclerc.
Hamilton, por outro lado, rejeitou a ideia de responsabilidade dividida no lance. O inglês afirmou que estava à frente no momento da disputa e indicou que a conversa com o companheiro será feita internamente.
"Eu estava na frente na Curva 2; no meio da curva, eu estava na frente. Não teve nada de “nós” nisso. Depois, vamos conversar sobre isso em particular."
O novo atrito acontece duas semanas depois de Hamilton já ter demonstrado incômodo com a estratégia da Ferrari no GP da Holanda. Na ocasião, o britânico reclamou por ter ficado atrás de Leclerc mesmo dizendo estar com pneus melhores e ritmo superior. Depois, ele se retratou pelas cobranças públicas.
"Eu quero ganhar. Estou aqui para ganhar. É difícil quando você olha à frente e vê os pilotos da Mercedes, eles recebem a mensagem (pelo rádio) e está feito, eles executam logo em seguida. Deixaram o Kimi passar e conseguiram continuar com a corrida deles. Eu estava em uma estratégia diferente, e não é a mesma coisa aqui. É uma coisa um pouco difícil, mas temos que lidar com isso e quando voltar, falarei com a equipe sobre isso", afirmou Hamilton na ocasião.
Após o GP da Itália, o chefe da Ferrari, Fred Vasseur, admitiu insatisfação com o resultado da disputa entre os pilotos e afirmou que conversará com Hamilton e Leclerc antes de qualquer decisão. O dirigente também abriu a possibilidade de a equipe avaliar ordens de equipe a partir das próximas corridas.
"Conversei com o Lewis por dois segundos, mas não falei nada com Charles. Teremos tempo para discutir isso; prefiro conversar primeiro com eles e não com você. Mas, com certeza, o resultado dessa disputa não é bom para a equipe, se é essa a pergunta", declarou o francês.
"Para ver se precisamos de ordens de equipe ou algo do tipo, eu comparo com o ano passado: Piastri estava liderando a McLaren neste mesmo momento da temporada, mas se a McLaren tivesse apostado tudo em Piastri, Max Verstappen teria sido campeão. Com certeza, em algum momento é preciso tomar uma decisão, mas era muito cedo para tomar uma decisão antes de Monza. Agora terei tempo para conversar com os rapazes", completou.
Vasseur reforçou que prefere permitir que seus pilotos disputem posição, mas reconheceu que a Ferrari pode precisar agir caso os confrontos passem a comprometer os resultados da equipe.
"Para uma equipe, nunca é bom perder pontos. No início da temporada, acho que todo chefe de equipe do mundo adoraria deixá-los correr. Congelar as posições quando você é o chefe de equipe, não imagine que seja uma escolha fácil. Você faz isso pela equipe, faz pelos resultados finais, mas nunca é uma decisão fácil. Por definição, eu adoraria deixá-los correr o fim de semana inteiro. Agora, por uma questão de lógica, em algum momento é preciso tomar uma decisão. Cada equipe é diferente. Teremos que tomar uma decisão quando for a hora certa."
Hamilton terminou o GP da Itália na sexta colocação. Nas voltas finais, perdeu a disputa contra Oscar Piastri e teve dificuldades para manter o ritmo até a bandeirada.
Leclerc, por sua vez, deixou a prova após a batida na Parabolica. O monegasco passa bem, mas revelou ter sofrido com visão turva após o acidente e dores pelo corpo. O piloto deve realizar exames adicionais nos próximos dias, visando a recuperação para o GP da Espanha, na próxima semana.
Andrea Kimi Antonelli fez história no Grande Prêmio (GP) da Itália de Fórmula 1 neste domingo (6). O piloto da Mercedes largou na 19ª colocação, ganhou 18 posições ao longo da corrida e venceu no Circuito de Monza, encerrando um jejum de 60 anos sem um piloto italiano no lugar mais alto do pódio da tradicional prova. Gabriel Bortoleto terminou a corrida na 11ª posição.
Tando largado no fim do grid, por conta de uma punição relacionada à troca de componentes do motor, Antonelli ganhou seis posições logo na largada. Uma interrupção ainda na terceira volta também ajudou o piloto a avançar no pelotão e entrar na zona de pontuação.
A partir daí, o italiano seguiu escalando posições até se aproximar da disputa pela liderança. A definição aconteceu a três voltas do fim, quando o jovem piloto ultrapassou o companheiro de Mercedes, George Russell, para assumir a primeira colocação. Russell terminou em segundo, enquanto Max Verstappen completou o pódio.
A corrida também teve um momento de tensão para os torcedores da Ferrari. Charles Leclerc bateu na Parabólica durante a prova, justamente no GP caseiro da escuderia.
Aos 20 anos, completados no fim de agosto, Antonelli se tornou o primeiro italiano a vencer o GP de Monza desde Ludovico Scarfiotti, em 1966. O piloto da Mercedes também estabeleceu um novo recorde na história da prova ao conquistar a vitória largando da posição mais distante do grid. O italiano superou a marca de Peter Gethin, que venceu em 1971 após largar em 11º.
BORTOLETO EM 11º
Tando largado em 10º, o representante brasileiro no grid, Gabriel Bortoleto terminou o GP da Itália na 11ª colocação. O piloto da Sauber não conseguiu entrar na zona de pontuação e ficou próximo de completar a prova entre os dez primeiros.
A Fórmula 1 retorna no próximo domingo (13), com a 14ª corrida da temporada com o GP da Espanha, no recém-inaugurado Circuito Madring.
George Russell foi o mais rápido do terceiro treino livre do GP da Itália, realizado neste sábado, no Circuito de Monza. O piloto da Mercedes marcou 1min22s219 e terminou a sessão à frente de Lewis Hamilton e Max Verstappen.
Além da disputa pelo melhor tempo, o treino também teve um momento de tensão entre Hamilton e Verstappen já nos minutos finais. Os dois multicampeões vinham em voltas rápidas quando se encontraram na primeira curva do circuito italiano.
Hamilton seguia à frente, enquanto Verstappen tentou passar pela parte de dentro. O heptacampeão não cedeu espaço, e o holandês também manteve o ritmo. Para evitar o contato, o piloto da Ferrari precisou desviar pela área de escape. Apesar do susto, o lance não teve maiores consequências.
O brasileiro Gabriel Bortoleto chegou a aparecer entre os dez primeiros durante parte da atividade. Com pneus médios, ele iniciou a sessão com o oitavo melhor tempo provisório e voltou a repetir a marca em outro momento do treino. No fim, porém, perdeu posições com a evolução dos rivais e terminou em 13º lugar.
A Mercedes manteve o bom desempenho apresentado nos treinos anteriores e reforçou a condição de uma das principais candidatas à pole position. A classificação acontece ainda neste sábado.
O TL3 também deu sinais de um fator que deve ser decisivo na briga pela pole em Monza: o vácuo. No circuito italiano, marcado por longas retas, andar próximo ao carro da frente pode reduzir a resistência do ar e ajudar os pilotos a ganhar velocidade.
Na tarde desta terça-feira (28), a Fiorentina anunciou oficialmente, por meio de suas redes sociais, a contratação do zagueiro Pablo Marí, que estava no Monza. O defensor foi comprado pelo valor de 1,8 milhões de euros. O atleta é lembrado pela passagem pelo Flamengo em 2019, onde conquistou o Brasileirão e a Copa Libertadores.
O acerto com a Fiorentina é de uma temporada e meia. Sendo assim, o contrato do jogador vai pelo menos até o fim de junho do próximo ano, período que equivale ao fim da temporada 2025/26.
O defensor de 31 anos está no futebol italiano desde 2021, quando foi emprestado pelo Arsenal para a Udinese. Ele defendeu a equipe por uma temporada e em seguida se transferiu por empréstimo ao Monza, também da Itália.
Segundo a TNT Sports Brasil, um forte motivador para a chegada do zagueiro espanhol na Fiorentina é o pedido do técnico Raffaele Palladino, que já trabalhou com o jogador no Monza. A Viola está na 6ª colocação do Campeonato Italiano, com chances reais de brigar por uma classificação para a próxima Uefa Champions League. O clube está com 36 pontos, três a menos que a Lazio, quarta colocada, e com um jogo a mais.
Confira o anúncio oficial da Fiorentina nas redes sociais:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).