Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Iône Ramos
O simples privilégio de saber ler e escrever
Foto: Divulgação

O simples privilégio de saber ler e escrever

No Brasil da década de 1950, mais da metade da população com 15 anos ou mais eram analfabetos. O acesso às letras era um privilégio restrito a poucos, limitando a cidadania de milhões de brasileiros.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

ministerio das cidades

Empresário é acusado de usar falso documento do Governo Federal para cobrar R$ 1,4 mi de prefeituras baianas; entenda
Fotos: Reprodução Redes Sociais

O empresário identificado como Uryel Victor Lima de Santana é acusado de tentar aplicar golpes ao apresentar um suposto documento falso do Governo Federal à Prefeitura de Cipó, no Nordeste da Bahia, e solicitar pagamentos para que o município recebesse recursos provenientes da União.

 

A situação teria ocorrido quando o homem procurou a gestão municipal apresentando um suposto ofício que informava a destinação de recursos federais para a realização de obras de pavimentação asfáltica na cidade.

 

Durante a negociação, segundo a prefeitura, ele teria solicitado o pagamento antecipado de 20% do valor, sob a justificativa de que a quantia seria necessária para “agilizar” a liberação dos recursos. O episódio, no entanto, levantou suspeitas e levou o município a procurar diretamente o Ministério das Cidades para verificar a autenticidade da documentação.

 

Conforme relato do prefeito de Cipó, Marquinhos (PSD), o órgão confirmou que o documento não era verdadeiro e que a suposta destinação de mais de R$ 7 milhões não existia. O caso motivou um alerta aos prefeitos e gestores públicos de toda a Bahia. O Bahia Notícias procurou a Polícia Civil da Bahia (PC-BA) para saber se existe boletim de ocorrência registrado contra Uryel Victor Lima de Santana e se há investigação relacionada ao episódio. Até o momento, não houve retorno.

 

MODUS OPERANDI 
A suposta atuação do homem utilizava diferentes formas. Ele teria utilizado de uma abordagem convincente para cooptar prefeitos, em municípios para os quais viajava presencialmente. Em uma cidade do interior baiano, ele teria desembarcado inclusive, utilizando um avião para entregar em mãos documentos com timbragens, que seriam adulteradas do Governo Federal. 

 

Para dar credibilidade na ação, o administrador alegava ter "conchavos" e trânsito livre nos bastidores de Brasília, em uma tentativa de pressionar os gestores a efetuarem pagamentos adiantados antes que a falsidade dos papéis fosse checada nos órgãos oficiais. 

 

A estratégia se baseava em criar uma falsa ilusão de burocracia concluída para cobrar valores ou vantagens antecipadas dos municípios sob o pretexto de viabilizar o repasse final dos recursos. 

 

A estrutura da ação seria efetuada em três formas:

  • Uso de Documentação Adulterada: Criação de ofícios falsos atribuídos ao Ministério das Cidades para simular aportes financeiros;
  • Abordagem Direta: Contato com prefeitos (presencialmente ou por meio de intermediários) apresentando a falsa oportunidade de verbas;
  • Mediação com Ministério: Alegação de articulação política interna para passar ar de legitimidade às negociações;
  • Objetivo Financeiro: Tentativa de obter valores antecipadamente para suposta "liberação burocrática" do recurso.

 

Ao Bahia Notícias, o prefeito de Cipó confirmou o mecanismo utilizado por Uryel e deu detalhes a respeito do modus operandi que o homem utilizava no estado. Segundo ele, o suspeito utilizava documentos falsos, alegando serem do Ministério das Cidades, com a promessa de liberar recursos e verbas federais para os municípios. 

 

Ele procurava os gestores municipais utilizando contatos ou intermediários ("conchavo"). No entanto, em algumas cidades, a exemplo de Cipó, não conseguia liberar os valores. Segundo o administrador municipal, os órgãos federais confirmaram que os documentos eram falsificados, montados pelo próprio suspeito e não possuíam qualquer registro oficial.

 

“Ele começou desde o ano passado e ele vem insistindo. Depois que fiz as denúncias, ele não me ligou mais. No entanto, isso está sendo frequente. Ele forjou um documento dizendo que era do Ministério das Cidades disponibilizando recursos. Só que fui a Brasília e verifiquei com a equipe da pasta. Eles disseram que esse documento não tinha nada a ver com o ministério não, que seria dele [Uryel], ele que fez, não tinha nada a ver”, afirmou ao BN. 

 

O caso foi encaminhado para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil local. 

 

“Eu liguei para o delegado pra registrar o Boletim, mas ainda falta ir na delegacia para preencher lá os dados”, explicou. 

 

O mesmo caso teria ocorrido também na cidade de Nova Soure, no Nordeste baiano. Ao site, o prefeito Alan de Cassinho (PSD) revelou que o contato inicial ocorreu entre três e quatro meses antes atrás. 

 

O gestor reforçou a versão e apontou que o empresário teria oferecido a intermediação para verbas do Ministério das Cidades, prometendo recursos para pavimentação asfáltica. Além disso, ele ainda teria ofertado outras demandas municipais em nome da pasta. 

 

Para viabilizar a suposta liberação dos recursos, o indivíduo exigiu o adiantamento de valores financeiros. O suspeito também encaminhou um ofício com teor semelhante ao enviado para Cipó para formalizar a proposta. Uma segunda pessoa, que alegava ser do Ministério das Cidades, também entrou em contato com o prefeito. 

 

Porém, o gestor desconfiou das propostas e não efetuou nenhum pagamento ou avanço nas negociações. Ele disse que aguardava o desfecho das tratativas de Cipó antes de tomar qualquer medida.

 

“Foi essa mesma pessoa. Ele chegou a enviar um ofício também na mesma situação da cidade de Cipó. Mas eu não avancei porque aguardava ver se a situação lá iria se desenvolver. Mas ele chegou a fazer outras propostas também, não só asfalto, mas outras demandas”, contou. 

 

“Foi algo para o Ministério das Cidades também. Até uma outra pessoa entrou em contato dizendo ser do Ministério das Cidade. Mas aí eu sou um pouco desconfiado, não avancei não". 

 

OUTROS EPISÓDIOS
A apuração da reportagem também teve acesso a uma decisão judicial proferida pela Vara Criminal de Retirolândia, na região do Sisal, referente a um inquérito policial envolvendo Uryel Victor Lima de Santana. Ele foi investigado por suspeita de cometer o crime de estelionato contra uma mulher.

 

O suposto crime teria ocorrido em fevereiro de 2024. Além disso, Uryel também foi investigado em outro processo relacionado a uma denúncia de fraude financeira envolvendo empréstimos de alto valor contra o companheiro de sua avó.

 

Segundo os autos, ele teria se aproveitado do fato de ser neto da esposa da vítima e de ela ser analfabeta e possuir sequelas neurológicas decorrentes de um acidente. Ainda conforme o processo, Uryel teria induzido a mulher a assinar uma procuração e entregar documentos pessoais.

 

Com esses documentos, segundo a acusação apresentada no processo, teriam sido realizados empréstimos e gastos em cartões de crédito que totalizaram uma dívida de aproximadamente R$ 819 mil. Em setembro de 2025, ocorreu uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas no processo. Na ocasião, Uryel não compareceu à audiência. A divergência entre os advogados da vítima também permaneceu.

 

Na época, um segundo advogado protocolou um pedido para o arquivamento do processo por perda de objeto, enquanto o advogado que havia iniciado a ação defendia a continuidade do caso. O magistrado determinou o desbloqueio de bens de Uryel, mas também ordenou que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) apurasse possíveis irregularidades e eventual falsidade documental na conduta de um dos advogados envolvidos.

 

Nos dois casos envolvendo Uryel, os inquéritos acabaram arquivados após as vítimas desistirem de dar continuidade às acusações. Apesar do arquivamento, os episódios fazem parte do histórico de processos e investigações envolvendo o administrador, conforme documentos judiciais consultados pela reportagem. As acusações e investigações mencionadas nesta reportagem não representam, por si só, uma condenação criminal. Uryel Victor Lima de Santana tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Ele foi procurado, porém não se manifestou sobre o conteúdo da matéria até a publicação.

Camaçari terá 160 novas moradias do Minha Casa, Minha Vida
Foto: Rafael Küster / Prefeitura de Camaçari

O município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), vai receber cerca de 160 novas moradias no programa Minha Casa, Minha Vida. As residências fazem parte da contratação de cerca de mil novas moradias do programa em cinco estados do país pelo governo federal.

 

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (4), por meio de portaria do Ministério das Cidades.

 

Além de Camaçari, as autorizações incluem 576 moradias em Teresina (PI), 50 em Paraibano (MA), 103 em Florianópolis (SC) e 120 em Charqueadas (RS). Segundo o governo federal, as unidades serão financiadas por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), com subsídios que variam entre R$ 140 mil e R$ 170 mil para casas, e de R$ 143,5 mil a R$ 180,5 mil para apartamentos, conforme o tipo do imóvel.

 

Conforme a portaria, as empresas da construção civil e os municípios envolvidos devem declarar ciência e cumprir integralmente as regras do programa Minha Casa, Minha Vida no momento da contratação dos empreendimentos.

 

Já os proponentes terão prazo de até 120 dias para resolver pendências técnicas, viabilizar o início das obras e formalizar os contratos com a instituição financeira responsável. 

BNDES e Ministério das Cidades projetam expansão em 107 km de linhas de transporte coletivo de Salvador até 2054
Foto: Betto Jr./ Secom

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) tem potencial para ampliar em 107 km a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), passando dos atuais 64 km para 171 km de extensão até 2054. Com a expansão, o número de pessoas atendidas diariamente pelos corredores de transporte mais eficientes deve saltar de 648,6 mil para 1,35 milhão.

 

A estimativa consta no Boletim Informativo nº 4 do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades.

 

Somadas, as 21 maiores regiões metropolitanas (RMs) do país tem potencial para expandir em cerca de 2,5 mil km as redes de TPC-MAC até 2054. Segundo esta edição do ENMU, as Redes Futuras de transporte incluem novos trechos de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos (VLT), bus rapid transit (BRT) e corredores exclusivos de ônibus.

 

No caso da capital baiana, está previsto o aumento em três quilômetros da rede de metrô; de 97 km, em BRT ou VLT; e em sete quilômetros, em corredores exclusivos de ônibus.

 

Em Salvador, a chamada Rede Futura pode mais que dobrar o percentual de pessoas que vivem próximas a estações de transporte público de média e alta capacidade (TPC-MAC). O índice PNT (People Near Transit), que calcula a porcentagem da população a até 1 km de corredores como BRTs e trilhos, saltaria de 36,3% para 52,2%. O indicador foi criado pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP).

 

“Estamos fortalecendo o planejamento urbano com base em dados concretos, que nos permitem identificar prioridades e orientar ações de médio e longo prazo. Nosso foco, com a mobilidade urbana, é tornar o transporte coletivo mais eficiente, dinâmico e sustentável, assegurando qualidade de vida à população. Reduzir o tempo de deslocamento, com conforto e segurança, transforma a forma como as pessoas vivem, acessam oportunidades e se relacionam com as cidades”, afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho.

 

“O investimento em corredores de transporte mais eficientes é uma política pública necessária para ampliar o acesso a oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente das populações mais carentes. Além disso, contribui para o aumento da produtividade e a dinamização da economia nas grandes cidades. Na região metropolitana de Salvador, a expansão projetada significa um acréscimo de 166% na rede base atual, com efeitos também para redução do número de acidentes e das emissões de poluentes e gases do efeito estufa, além do melhor uso do espaço público”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

 

Outro indicador que seria impactado é o RTR (Rapid Transit to Resident), que compara a população urbana de cidades com mais de 500 mil habitantes com a extensão das linhas de TPC-MAC. Este indicador permite avaliar o ritmo de crescimento da infraestrutura em relação ao crescimento demográfico nas áreas urbanas.

 

Em Salvador, com a implantação da Rede Futura completa, o RTR passaria de 19 para 53. O índice é superior a cidades que são benchmark internacional, como Londres (44,7) e Nova Iorque (47,7).

Minha Casa, Minha Vida doará casas a pessoas em situação de rua; Salvador e Feira de Santana serão beneficiadas
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) destinará 3% das moradias subsidiadas pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) a pessoas em situação ou trajetória de rua. A portaria que concede o benefício foi assinada na terça-feira (22) e anunciada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, nesta quarta-feira (23).

 

O imóvel será gratuito, assim como os processos de acompanhamento e reinserção social dos beneficiários. O texto define critérios para escolha e priorização dos beneficiários, que inclui famílias com crianças e adolescentes, mulheres, pessoas trans, grávidas, indígenas, pessoas idosas e pessoas com deficiência. As informações são da Agência Brasil.

 

A expectativa é de que cerca de 1 mil unidades habitacionais sejam destinadas a este público neste primeiro leva. Inicialmente, essa vertente do MCMV vai priorizar 38 municípios, abrangendo, além de todas as capitais, cidades com mais de mil pessoas cadastradas como “sem moradia” no CadÚnico. Na Bahia, constam na lista prioritária as cidades de Salvador e Feira de Santana. 

 

“Essas cidades têm a obrigação de distribuir, no mínimo, 3% de todos os empreendimentos do Minha Casa Minha Vida [a serem lançados nos municípios] aos moradores que estão em situação de rua. Veja bem: isso não é o limite, mas o piso a ser atendidos nessas 38 cidades”, disse Jader Filho em entrevista a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

 

“As casas serão doadas, a partir do MCMV com orçamento da União. Terá também acompanhamento e trabalho prévio com as famílias, de forma a inseri-las no mercado de trabalho; de colocar as crianças na escola”, completa o ministro.

 

Confira abaixo a lista dos municípios beneficiados pela nova portaria do Minha Casa, Minha Vida:


Aracaju (SE);
Belém (PA);
Belo Horizonte (MG);
Boa Vista (RR);
Brasília (DF);
Campinas (SP);
Campo Grande (MS);
Cuiabá (MT);
Curitiba (PR);
Feira de Santana (BA);
Florianópolis (SC);
Fortaleza (CE);
Foz do Iguaçu (PR);
Goiânia (GO);
Guarulhos (SP);
João Pessoa (PB);
Joinville (SC);
Juiz de Fora (MG);
Macapá (AP);
Maceió (AL);
Manaus (AM);
Natal (RN);
Osasco (SP);
Palmas (TO);
Porto Alegre (RS);
Porto Velho (RO);
Recife (PE);
Rio Branco (AC);
Rio de Janeiro (RJ);
Salvador (BA);
Santos (SP);
São José do Rio Preto (SP);
São José dos Campos (SP);
São Luís (MA);
São Paulo (SP);
Teresina (PI);
Uberlândia (MG); e
Vitória (ES).

Apenas 32 cidades baianas buscam financiamento federal para desenvolvimento urbano
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As condições de infraestrutura - saneamento, sistema de saúde, educação infantil e mobilidade - de uma cidade são parte importante do leque de obrigações de um gestor público. Essas ações estruturais convergem na temática do desenvolvimento urbano. No Brasil, dados do Índice de Progresso Social (IPS) 2024 apontam que a maior parte dos municípios brasileiros atingiu, em média, um nível de desenvolvimento de 61,83, considerando parâmetros de 0 a 100. Os resultados demonstram a urgência de recursos para este segmento em todo o território. 

 

Considerando o orçamento limitado de grande parte dos entes federativos, uma das opções é recorrer ao Ministério das Cidades em busca de recursos direcionados ao desenvolvimento urbano, segurança habitacional, entre outros. Procurado pelo Bahia Notícias, o Ministério das Cidades informou que atualmente a Bahia possui 48 contratos de repasse vigentes, totalizando o valor de R$ 56 milhões, para 32 municípios. 

 

São eles, em ordem alfabética: Abaíra, Andorinha, Amargosa, Apuarema, Aurelino Leal, Caculé, Candeias, Carinhanha, Contendas do Sincorá, Feira De Santana, Ibirapitanga, Itaparica, Itapicuru, Ituberá, Jandaíra, Lapão, Lauro De Freitas, Malhada De Pedras, Medeiros Neto, Piraí Do Norte, Porto Seguro, Remanso, Ruy Barbosa, Salvador, Santa Maria da Vitória, Santo Estevão, Senhor Do Bonfim, Sítio Do Quinto, Tapiramutá, Teolandia, Urucuca e Valente.

 

Conforme divulgado pelo Ministério, entre os serviços disponibilizados aos municípios, estão o PNAFM III (Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros), que oferece financiamento para projetos de melhoria administrativa e fiscal; REURB-S, que conta com repasses do orçamento geral da União para a regularização fundiária de núcleos urbanos; Pró-Cidades (Programa de Desenvolvimento Urbano), que promove financiamento a formulação e a implementação de política de desenvolvimento urbano local por meio da submissão de projetos; e o Ação 00SY (Cidades Melhores), com objetivo de fomentar transformações urbanísticas estruturais e urbanização acessível.

 

No caso da Bahia, a maior parte dos contratos de repasse se destina a transformações ou desenvolvimento urbanísticos. Um exemplo disso é que a implantação, reconstrução e/ou reforma de praças estão presentes nos projetos financiados de 20 das 32 cidades contempladas. 

 

Além dos projetos de construção, dois municípios chamaram a atenção na lista divulgada pelo Ministério das Cidades, ao solicitar apoio e suporte para cooperação técnica. São eles Abaíra, que submeteu um pedido de financiamento para “contratação de empresa especializada para elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano”; Salvador, que em um dos quatro projetos submetidos solicitou suporte no “desenvolvimento de projetos urbanísticos e arquitetônicos, estudos e atividades de capacitação no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica”; e Uruçuca e Valente, ambas que solicitaram apoio para “elaboração de plano diretor participativo". 

 

A cidade de Ituberá também fugiu do suporte para construções estruturais e submeteu um projeto de “implementação de medidas técnicas, administrativas e jurídicas necessárias à efetivação da regularização fundiária de assentamentos irregulares urbanos”, no âmbito do REURB-S. 

 

Confira a lista de municípios baianos e contratos de repasses vigentes no Ministério das Cidades, produzida pelo Bahia Notícias no PinPoint. (clique aqui.)

Governo estabelece novos limites de renda e participação financeira para Minha Casa, Minha Vida
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

O Ministério das Cidades publicou no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (28), uma portaria que estabelece novos limites de renda e participação financeira dos beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), que visa facilitar o acesso à moradia para famílias de baixa renda.

 

A portaria define critérios de pagamento para os novos contratos celebrados a partir de 28 de setembro de 2023, nas operações que envolvam recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), no Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU), além de possibilitar a quitação total de imóveis, caso as pessoas sejam beneficiários de programas sociais, como o bolsa família.

 

Poderão ser beneficiadas as famílias  que possuam a renda bruta familiar mensal de até R$2.640,00 para famílias residentes em áreas urbanas e de até R$4.400,00 para famílias atendidas em cada empreendimento contratados com recursos do FDS e para os casos excepcionais do FAR.

 

A participação financeira dos beneficiários será definida em função da renda bruta familiar mensal e da localização do imóvel, observados os limites mínimos e máximos estabelecidos na portaria. A participação financeira corresponde à parcela do valor do imóvel que deve ser paga pelo beneficiário.

 

Além disso, a Portaria garante uma isenção do pagamento para alguns casos, como as famílias que sejam beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família. Outra possibilidade é que os contratos sejam quitados mediante o pagamento de no mínimo 60 prestações. Ou seja, as famílias que possuem contratos do Minha Casa Minha Vida feitos pelo FAR e FDS, com pagamento de no mínimo 60 parcelas, estarão isentas de continuar pagando. 

 

O advogado Joel Meireles explica que “na prática, isso significa que as famílias que se enquadram nos critérios da portaria poderão ter acesso a imóveis com preços mais acessíveis e condições de pagamento mais favoráveis, além de que, alguns contratos, mesmo que anteriores à publicação, serão liquidados desde que cumpram os requisitos exigidos pela portaria”.   

Em Brasília, Jerônimo trata da retomada de obras nas áreas de Habitação e Educação na Bahia
Foto: Daniel Sena / GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues se reuniu, nesta terça-feira (23), em Brasília, com o ministro da Educação, Camilo Santana, para tratar da retomada de obras da Educação Infantil e Fundamental, e de quadras esportivas, na Bahia. Ao todo, são 381 obras inacabadas e paralisadas no estado por falta de repasse da União, nos últimos quatro anos. Serão necessários R$ 387 milhões para concluí-las.

 

O governador destacou que somente a Bahia e mais quatro estados somam quase 60% dessas obras pelo Brasil. Agora, com a Medida Provisória, os valores e orçamentos foram atualizados e os projetos serão retomados. “Vamos sentar com a União dos Prefeitos da Bahia (UPB) e a equipe técnica para que os municípios cadastrem as obras nessas condições e nós possamos fazer um estudo caso a caso”. Jerônimo completou falando sobre a expectativa para as entregas. “Espero que possamos fazer um bom andamento em relação a essas obras, pois vai ser muito importante para a ampliação da infraestrutura educacional na Bahia”.

 

De acordo com o ministro Camilo Santana, os Estados serão fundamentais para a mobilização e apoio aos Municípios, que são os responsáveis pela execução das obras. “Nos reunimos hoje para discutir mecanismos de parceria liderados pelos Estados com os respectivos municípios, para que possamos criar as condições técnicas necessárias para viabilizar a retomada dessas obras, para que sejam concluídas e entregues à população. Em todo o país, são quase 3600 obras, sendo 1300 creches dentre essas”.

 

Ainda em Brasília, Jerônimo Rodrigues se reuniu com a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano, para tratar da retomada de obras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e de investimentos em obras de infraestrutura e ações culturais financiadas pelo Banco no estado.

 

Em 2023, a Bahia investiu R$ 38 milhões em infraestrutura urbana, que permitiu finalizar as obras que ficaram paradas durante os últimos quatro anos. O próximo passo é preparar os empreendimentos da nova versão do MCMV, lançada pelo presidente Lula. O objetivo é que o Governo do Estado possa colaborar no processo de implantação dos empreendimentos, apontando as prioridades na distribuição, de acordo com o déficit habitacional e disponibilizando terrenos, que agora deverão estar mais próximos dos centros das cidades.

 

“Temos um pacote de habitações para entregar, além das que já entregamos esse ano. Para isso, está sendo preparado um mutirão entre o Ministério das Cidades, a Caixa e o Governo da Bahia. Em alguns casos, vamos contar com os municípios também”, afirmou Jerônimo. Ele explicou ainda que o Governo do Estado caminhará em duas frentes: trabalhar para entregar essas habitações até o início do próximo semestre e estudar o novo formato do MCMV, que está sendo planejado pelo Ministério das Cidades. Nesta terça, o governador também esteve com o ministro da pasta, Jader Filho.

 

A comitiva do governador em Brasília teve a participação dos secretários da Casa Civil, Afonso Florense; de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira; e da Ciência, Tecnologia e Inovação, André Joazeiro, além do chefe de gabinete do governador, Afonso Loyola. Jerônimo permanece em Brasília, nesta quarta-feira (24), quando participa da reunião do Fórum de Governadores.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Tânia Scofield

Tânia Scofield
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".


Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

Mais Lidas