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medicos cubanos
Implementado durante o mandato de Dilma Rousseff (PT), em 2013, o Programa Mais Médicos tinha o intuito de suprir a falta de mão-de-obra da categoria em municípios do interior brasileiro. Contudo, com a chegada de Jair Bolsonaro (PL), em 2018, o programa enfrentou resistência, principalmente, por conta da aliança do Brasil com Cuba para o fornecimento de médicos.
Com 416 municípios compondo o interior, a Bahia foi um dos estados mais afetados pela interrupção da mão-de-obra estrangeira pelo Mais Médicos. Em 2018, o estado registrava 886 profissionais internacionais, sendo 884 de origem cubana. O número de médicos advindos de Cuba correspondia a 83,08% dos profissionais enviados pelo programa do governo federal.
Comparando os dados de 2018 com os apresentados neste ano, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quantidade de médicos cubanos registrados pelo programa caiu 97,17%, chegando a um total de 25 profissionais enviados por Cuba. Os dados foram obtidos pelo Bahia Notícias, através da Lei de Acesso à Informação (LAI), pedido nº 25072.014580/2023-02.
Em 2019, no primeiro ano do governo de Bolsonaro, o número de médicos estrangeiros na Bahia caiu para apenas sete, sendo apenas um deles de origem cubana. Em contrapartida, a quantidade de brasileiros saltou de 178 para 370. Apesar do crescimento da mão-de-obra nacional, o número total de médicos participantes do programa caiu de 64,56%, indo de 1.064 para 377.
No fim de 2018, após declarações do então presidente Jair Bolsonaro, Cuba decidiu interromper o contrato com o Brasil para o fornecimento de médicos para o interior do país. Na época, Bolsonaro afirmou que iria revisar as regras do programa e chegou a acusar o governo cubano de cometer irresponsabilidade.
Neste ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a recontratação de profissionais cubanos do Programa Mais Médicos. O novo governo já havia manifestado interesse de recomeçar o Mais Médicos. A decisão judicial acelerou etapas, pois permitiu que todos os 1.789 cubanos demitidos no último ciclo sejam recontratados e tenham que retornar ao Brasil.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É realmente uma questão que precisa se encontrar uma solução. Tanto do ponto de vista de se colocar limite, quanto na garantia de contratação dos artistas do forró da Bahia. É uma discussão que nós temos interesse".
Disse o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro ao comentar a situação dos cachês milionários pagos aos cantores durante os festejos de São João. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1 nesta segunda-feira (9).