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maria quiteria
Uma data marcada pela presença de mulheres na luta pela liberdade da Bahia também terá mulheres de diferentes partes do mundo como protagonistas em Salvador. No dia 2 de julho de 2027, enquanto a capital baiana celebra os 204 anos da consolidação da Independência do Brasil na Bahia, a Arena Fonte Nova receberá uma partida da Copa do Mundo Feminina.
O encontro das duas agendas foi confirmado nesta quinta-feira (20), com a divulgação do calendário do Mundial pela Fifa.
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A coincidência entre os dois grandes eventos já mobiliza a Prefeitura, que estuda estratégias para integrar a tradicional celebração cívica à movimentação de torcedores e visitantes durante o Mundial.
Em entrevista concedida ao Bahia Notícias, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, destacou que o Município enxerga a coincidência de datas como uma oportunidade de potencializar tanto o Dois de Julho quanto a presença do futebol feminino na cidade. Segundo ele, a definição do horário da partida pela Fifa será fundamental para avançar no planejamento.
"É uma grande oportunidade para a gente. Estamos aguardando apenas a Fifa confirmar o horário do jogo para que a gente possa aproveitar a celebração dessa data, que é tão importante para a nossa cidade, e promover, inclusive, o futebol feminino. A gente tem uma campanha de mulheres no volante e tem feito diversas iniciativas da Prefeitura para estimular a participação feminina nas mais diversas áreas. Queremos estimular a população de Salvador e os visitantes a também estarem presentes na Copa do Mundo Feminina, especialmente no Dois de Julho", explicou.
A partida será válida pela fase de grupos da competição. As seleções que estarão em campo ainda não são conhecidas, já que dependem da definição das classificadas e do sorteio dos grupos. Salvador terá, ao todo, sete partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada entre 24 de junho e 25 de julho.
Segundo o secretário, a Prefeitura já trabalha na elaboração de um planejamento específico para o Mundial, em conjunto com outros órgãos municipais, o Governo do Estado e as forças de segurança.
"A Prefeitura prontamente tem se organizado. Nós temos um plano especialmente para a Copa do Mundo Feminina, que estamos desenvolvendo com o apoio do Governo do Estado, das forças policiais, da Transalvador e da Guarda Municipal. É um trabalho em conjunto", revelou.
A proposta, segundo ele, é aproveitar a proximidade entre os espaços ocupados pelas celebrações do Dois de Julho e a Fonte Nova para pensar também em deslocamentos a pé e em uma programação que conecte os dois acontecimentos.
"Esse plano certamente vai espelhar essa integração e essa data especial que é o Dois de Julho, além das possibilidades de promovermos a caminhabilidade para o jogo, de fazermos um dia de celebração e um dia especial. É a maior data de celebração do nosso estado e uma das mais especiais do nosso país", concluiu.
Apesar de Salvador receber partidas do Grupo A, chave da Seleção Brasileira, o Brasil não atuará na Arena Fonte Nova durante a fase de grupos da Copa do Mundo Feminina de 2027. O calendário divulgado pela Fifa definiu os três compromissos da equipe no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. A estreia será no Maracanã, em 24 de junho, seguida por um jogo em São Paulo, no dia 29, e pelo encerramento da primeira fase em Brasília, em 4 de julho.
A partida do Grupo A marcada para Salvador, também no dia 4 de julho, envolverá as outras duas seleções da chave, enquanto o Brasil estará em campo simultaneamente na capital federal. Dessa forma, a presença da Seleção na Fonte Nova dependerá de um eventual cruzamento no mata-mata, de acordo com a campanha brasileira e o chaveamento da competição.

A última vez que a Seleção pisou em Salvador foi em 2024. Na ocasião, as brasileiras venceram a Jamaica por 4 a 0 em amistoso preparatório para a Olimpíadas de París | Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias
MULHERES NA HISTÓRIA DO DOIS DE JULHO
Celebrado anualmente, o Dois de Julho relembra a saída definitiva das tropas portuguesas de Salvador, em 1823, após as batalhas travadas pela Independência do Brasil na Bahia. O tradicional cortejo percorre regiões como Lapinha, Barbalho, Centro Histórico, Avenida Sete e Campo Grande e é registrado como patrimônio cultural do estado.
Entre os personagens associados às lutas pela Independência estão justamente mulheres que se tornaram símbolos da história baiana, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica. Maria Quitéria participou diretamente dos combates; Maria Felipa é lembrada pela resistência na Ilha de Itaparica; e Joana Angélica se tornou símbolo da resistência após ser morta durante a invasão do Convento da Lapa.
O protagonismo dessas mulheres permanece incorporado às celebrações. Em diferentes edições do cortejo, as heroínas da Independência são homenageadas por meio de manifestações culturais e representações populares.
DO CORTEJO PARA A FONTE NOVA
Em 2027, a celebração ganhará uma circunstância inédita. Horas antes ou depois de acompanhar os Caboclos pelas ruas de Salvador, baianos e turistas poderão se deslocar para a Fonte Nova para assistir a uma partida da primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.
A relação entre os dois acontecimentos, apesar de simbólica, não possui indicativos de que a Fifa tenha escolhido a data do jogo em Salvador por causa do Dois de Julho. Ainda assim, o calendário cria uma oportunidade para que as histórias se encontrem.
Além do aspecto histórico, a coincidência deverá representar um desafio para a organização da cidade. O cortejo do Dois de Julho tradicionalmente movimenta Lapinha, Barbalho, Centro Histórico, Avenida Sete e Campo Grande, enquanto a partida do Mundial levará milhares de torcedores à Arena Fonte Nova, também localizada na região central de Salvador.
A data também deve se transformar em uma vitrine da cultura baiana para visitantes estrangeiros. Aos que vierem para acompanhar uma partida da Copa do Mundo, também podem ter contato justamente com uma das principais manifestações cívicas e populares do estado.
COPA INÉDITA NA AMÉRICA DO SUL
A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá 32 seleções e será disputada em oito cidades brasileiras: Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Será a primeira edição da competição realizada na América do Sul.
A estreia de Salvador no Mundial acontecerá logo no segundo dia da competição, no dia 25 de junho, com uma partida do Grupo A. Depois, a Fonte Nova terá jogos nos dias 27 e 29 de junho e 2 e 7 de julho, completando a participação da capital baiana na primeira fase. Confira os jogos da Copa, em Salvador:
- 25 de junho – Jogo 2 – Grupo A
- 27 de junho – Jogo 11 – Grupo F
- 29 de junho – Jogo 16 – Grupo H
- 2 de julho – Jogo 26 – Grupo E
- 7 de julho – Jogo 43 – Grupo F
- 13 de julho – Oitavas de final
- 18 de julho – Quartas de final
O distrito de Maria Quitéria, na zona rural de Feira de Santana, recebe nesta quinta-feira (2) a sétima edição das celebrações em homenagem ao Dois de Julho, data que marca a Independência do Brasil na Bahia.
A programação integra o calendário tradicional do município e presta homenagem à trajetória de Maria Quitéria de Jesus, feirense considerada uma das principais heroínas da luta pela independência brasileira.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, estão previstas as presenças de militares do 35º Batalhão de Infantaria (35º BI), além de representantes da Marinha, da Aeronáutica, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Também participarão estudantes da rede estadual de ensino, grupos da terceira idade e atrações culturais.
Ao site, a historiadora e uma das organizadoras do evento, Lia Célia Pires Leal, declarou que as comemorações têm como objetivo fortalecer a memória histórica da participação de Maria Quitéria na luta pela independência e estimular o sentimento de pertencimento e valorização da história local.
A pesquisadora relembrou que Maria Quitéria deixou o distrito onde vivia com os pais, vestiu roupas do cunhado para se disfarçar de homem e seguiu para o município de Cachoeira, no Recôncavo baiano, onde conseguiu se alistar para participar da guerra de independência, contrariando a vontade da família.
"Para nós, a maior heroína é Maria Quitéria, que nasceu aqui em Feira de Santana. Eu espero contar com toda a população feirense. É um evento muito bonito, que a gente faz com muitos sacrifícios, lutando. Esse desfile é muito importante para a Feira de Santana, principalmente, por ter uma heroína que é reconhecida no Brasil todo, com uma grande heroína feirense", afirmou Lia Célia.
As comemorações do Dia da Independência do Brasil, em Feira de Santana, tiveram um momento especial neste domingo (7).
Durante o tradicional desfile cívico na Avenida Presidente Dutra, o público pôde prestigiar representações históricas de três figuras femininas que marcaram a luta pela independência: Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa.
Caracterizadas como as heroínas, três mulheres participaram da plateia, reforçando a memória da contribuição feminina em episódios decisivos da história do país.
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a cantora Célia Zain, que se apresentou vestida de Maria Quitéria, destacou a importância da trajetória da feirense, reconhecida como pioneira em um contexto dominado por homens.
“O povo de Feira de Santana inaugurou um substantivo próprio feminino no termo heroína, numa época em que só existiam heróis brasileiros”, afirmou ao site. Zain ainda ressaltou o orgulho que os feirenses devem sentir pela figura de Maria Quitéria. “A vida dessa heroína é um milagre para o povo brasileiro. Se tem alguém que precisa se orgulhar desse feito heroico, é o povo de Feira de Santana”, completou.
Terra de Maria Quitéria, Feira de Santana comemorou neste domingo (2) a independência do Brasil, na Bahia, o Dois de Julho. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, os festejos ocorreram no distrito que leva o nome da heroína e teve a presença de autoridades, como o prefeito Colbert Martins Filho (MDB), além do arcebispo metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, que celebrou uma missa no evento.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
Maria Quitéria é considerada da heroína da Independência, após se vestir como homem e entrar nas Forças Armadas para lutar contra as tropas portuguesas. Como o nome de batismo Maria Quitéria de Jesus, ela nasceu na antiga São José das Itapororocas, povoado que pertencia à Comarca de Cachoeira.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
Depois, o local passou a integrar o território de Feira de Santana. Hoje, o distrito chama-se Maria Quitéria em homenagem a ela. A realização do desfile no distrito foi aprovado em lei municipal.
Maria Quitéria será voltará a ser homenageada em Feira de Santana. Dessa vez, a Tribuna de Oradores da Câmara Municipal receberá o nome da maior heroína baiana. Essa é a proposta de um Projeto de Resolução da vereadora Eremita Mota (PSDB), aprovada em discussão única pelo plenário.
As informações são do site Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. Maria Quitéria foi reconhecida nacionalmente por sua atuação destemida e destacada como soldado na guerra da Independência da Bahia.
“Aquela jovem extraordinária sinalizou, naquele tempo, o quanto nós, mulheres, podemos fazer e somos capazes”, diz a presidente do legislativo municipal, justificando “mais esta distinção do povo feirense ao seu maior destaque feminino”.
As homenagens à Maria Quitéria são comuns em Feira de Santana. O distrito onde ela nasceu, antigamente chamado de São José, hoje leva seu nome. Além disso, ela também nomeia uma das principais avenidas da cidade.
Também tem seu nome o histórico palácio-sede da Prefeitura Municipal. Há um monumento em sua homenagem na avenida Getúlio Vargas e uma estatueta dela no plenário do Legislativo.
Com o objetivo de transformar praças e monumentos de Salvador em uma espécie de museu a céu aberto, o projeto “Museu é a Rua” visita a estátua de Maria Quitéria, neste sábado (7), das 14h às 17h.
O monumento em questão está localizado no Largo da Soledade, no bairro da Liberdade. Durante o evento, o público poderá conhecer a figura de Maria Quitéria e sua importância na luta pela independência do Brasil, através de uma iniciativa artística e lúdica.
O “Museu é a Rua” é uma proposta idealizada pelo coletivo Arte Marginal Salvador e pelo Grupo de Arte Popular A Pombagem.
Serviço:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.