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marcos rojo
O Flamengo entrou com um recurso na Conmebol na última sexta-feira (23) para contestar a escalação do zagueiro Marcos Rojo, do Estudiantes, na semifinal da Libertadores. Eliminado nos pênaltis, o clube carioca questiona a participação do argentino, liberado para atuar após decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS), mesmo com a inscrição rejeitada pela entidade sul-americana.
Rojo chegou ao Estudiantes após uma negociação conturbada com o Racing, que inicialmente resistiu em liberar o defensor para um rival. Para concluir a contratação, o clube argentino desembolsou US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), além de prever bônus de US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) em caso de classificação à final e US$ 450 mil (R$ 2,2 milhões) se conquistasse o título.
O defensor foi contratado para reforçar o sistema defensivo do Estudiantes, que perdeu Pirez e Tomás Palacios por suspensão para o jogo de ida contra o Flamengo. Embora tenha sido inscrito no Campeonato Argentino, sua participação na Libertadores foi inicialmente vetada pela Conmebol, que considerou insuficiente o prazo de recuperação do lesionado Gabriel Neves para justificar a abertura de uma vaga. O Estudiantes recorreu ao CAS e conseguiu autorização para utilizar Rojo no confronto de volta, no Maracanã. O jogador começou como titular e deixou o campo aos 30 minutos do segundo tempo.
A diretoria rubro-negra argumenta que a autorização concedida pelo CAS não substitui a aprovação da Conmebol, responsável pela organização do torneio. O clube também sustenta que a decisão arbitral atribuiu ao Estudiantes a responsabilidade pela utilização do atleta em caso de julgamento posterior. Com o recurso, o Flamengo pede a aplicação da punição prevista para escalações irregulares, que estabelece derrota por 3 a 0 para a equipe infratora.
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