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marco aurelio buzzi
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, de forma unânime em sessão extraordinária nesta terça-feira (10), pelo afastamento cautelar do ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi. A medida está vinculada a uma sindicância em curso no tribunal para apurar denúncias de importunação sexual apresentadas por mulheres ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro já havia solicitado uma licença de 90 dias por motivo de saúde no mesmo dia.
Conforme a decisão, o afastamento é caracterizado como "cautelar, temporário e excepcional". Enquanto perdurar, Buzzi ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas funcionais. O STJ marcou para 10 de março uma sessão destinada a deliberar sobre as conclusões da sindicância.
Em notas divulgadas, a defesa do ministro sustenta que ele “não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbitos dos procedimentos já instaurados”. Os advogados afirmam que “o vazamento antecipado de informações não checadas, alheias aos canais institucionais e antes mesmo do acesso da defesa aos autos, revela um esforço deliberado de constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais”.
A defesa também destacou que, “até o presente momento, a defesa não teve acesso aos autos, muito embora já tenha apresentado pedido de habilitação desde a semana passada”, e que “não há, portanto, qualquer base jurídica ou factual que permita manifestações responsáveis sobre fatos ainda indefinidos — muito menos julgamentos públicos antecipados”.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realiza, nesta terça-feira (10), uma reunião extraordinária para discutir as denúncias de importunação sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi.
Convocada na noite de segunda-feira pelo presidente do tribunal, Herman Benjamin, a sessão ocorre após o registro de uma nova queixa contra o magistrado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com O Globo, os ministros do STJ devem propor o afastamento de Buzzi durante o encontro. A informação foi confirmada ao jornal por pessoas que acompanham as investigações.
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A nova denúncia, registrada junto ao CNJ na segunda-feira (9), resultou na instauração de uma reclamação disciplinar para apuração dos fatos. A suposta vítima já prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça.
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), se manifestou pela primeira vez após ser acusado de assédio sexual por duas mulheres. O magistrado, que responde a processos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Supremo Tribunal Federal (STF) e no próprio STJ, enviou uma mensagem aos demais ministros da Corte nesta segunda-feira (9). As informações são da Metrópoles.
Na comunicação, Buzzi declarou ser inocente e afirmou estar “muito impactado” com as notícias veiculadas. O ministro, que apresentou atestado médico de 10 dias após a primeira denúncia, informou que se encontra “internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional”.
Em trecho da carta, o ministro disse: “De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repúdio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência”. Buzzi afirmou que provará sua inocência, destacando sua trajetória: “Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado”.
A declaração também registrou o seu pesar pelo desgaste institucional, acrescentando que está “submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar”.
Veja carta na íntegra:

Foto: Reprodução / Metrópoles
Pais de adolescente relatam à esposa de ministro suposto assédio sexual em viagem, revelam mensagens
Novas mensagens trocadas via aplicativo entre os pais de uma adolescente e a esposa do ministro Marco Buzzi detalham o conteúdo de conversas sobre um suposto episódio de assédio sexual. Os diálogos, pelo repórter Lucas Martins da Band, mostram a comunicação em que a família formalizou a denúncia contra o autor, descrito pela jovem como "monstro".
De acordo com as mensagens, o pai da adolescente iniciou o contato reforçando o "carinho" pela esposa do ministro. Em seguida, explicou o motivo da interrupção repentina de uma viagem à praia. "A [nome da filha] foi molestada sexualmente pelo Marco", escreveu ele.
No texto, o pai reproduziu o relato da filha sobre o suposto incidente. A jovem afirmou que o ministro a puxou e a segurou pelas mãos, enquanto dizia: "Você é muito bonita, sabia?".
Nas respostas, a esposa de Marco Buzzi expressou reação de surpresa e desestabilização emocional diante da narrativa. "Nunca imaginei isso, nem nos piores pesadelos", afirmou. Ela também destacou que, em 43 anos de casamento, nunca presenciou algo semelhante. "Em 43 anos de casada nunca vi uma situação dessa", registrou nas mensagens.
A conversa digital mostra o momento em que os pais da adolescente apresentaram a versão dos fatos à família do ministro, antes de prosseguirem com a formalização da denúncia.
Veja conversa:
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Foto: Reprodução / Band Jornalismo
Uma jovem de 18 anos acusou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi, de 68 anos, de importunação sexual. Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, ela detalhou as circunstâncias do episódio, que teria ocorrido durante uma viagem à casa de praia do magistrado em Balneário Camboriú, e, Santa Catarina, no início deste ano. Buzzi nega as acusações.
Conforme o relato, acessado pelo g1, o ministro teria levado a jovem para uma área mais afastada da praia para entrarem no mar. Dentro da água, Buzzi começou a se aproximar fisicamente. Ao ver outras pessoas abraçadas, comentou: "deve ser por isso que eles estão abraçados", dizendo sentir frio.
A vítima afirmou que, em seguida, Buzzi a virou de costas, pressionou seu corpo contra o dela, declarou que a achava "muito bonita" e tocou suas nádegas. Ela relatou ter tentado se soltar por várias vezes, sendo puxada de volta pelo ministro. Ao se desvencilhar, Buzzi teria dado um conselho: "Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Isso pode te prejudicar."
A jovem deixou a praia sozinha e comunicou os pais imediatamente após retornar ao condomínio. A família decidiu interromper a viagem e voltar para São Paulo. Em seu depoimento, ela afirmou que tem tido dificuldades para dormir, sofre com pesadelos frequentes e está em acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde o ocorrido.
O advogado da vítima, Daniel Bialski, disse ao G1 que espera que "as providências sejam tomadas e o caso tratado com rigor." As investigações, iniciadas com o depoimento em 14 de janeiro, tramitam em sigilo por se tratar de crime sexual. O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado do ministro.
Em nota, a defesa de Marco Buzzi afirmou: "O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio."
O crime de importunação sexual, pelo qual Buzzi é investigado, prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, se houver condenação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fabíola Mansur
"Levo comigo o respeito pelas lutas que travamos, pelos companheiros e companheiras de caminhada e pelas amizades construídas. Trata-se, no entanto, de uma decisão política, tomada com maturidade e responsabilidade, a partir de reflexões sobre o cenário atual".
Disse a deputada estadual Fabíola Mansur ao anunciar sua desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda em que esteve filiada desde 2008. Em carta direcionada à direção estadual e nacional da sigla, a parlamentar destacou a trajetória de 18 anos construída dentro do partido.