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Pais de adolescente relatam à esposa de ministro suposto assédio sexual em viagem, revelam mensagens
Novas mensagens trocadas via aplicativo entre os pais de uma adolescente e a esposa do ministro Marco Buzzi detalham o conteúdo de conversas sobre um suposto episódio de assédio sexual. Os diálogos, pelo repórter Lucas Martins da Band, mostram a comunicação em que a família formalizou a denúncia contra o autor, descrito pela jovem como "monstro".
De acordo com as mensagens, o pai da adolescente iniciou o contato reforçando o "carinho" pela esposa do ministro. Em seguida, explicou o motivo da interrupção repentina de uma viagem à praia. "A [nome da filha] foi molestada sexualmente pelo Marco", escreveu ele.
No texto, o pai reproduziu o relato da filha sobre o suposto incidente. A jovem afirmou que o ministro a puxou e a segurou pelas mãos, enquanto dizia: "Você é muito bonita, sabia?".
Nas respostas, a esposa de Marco Buzzi expressou reação de surpresa e desestabilização emocional diante da narrativa. "Nunca imaginei isso, nem nos piores pesadelos", afirmou. Ela também destacou que, em 43 anos de casamento, nunca presenciou algo semelhante. "Em 43 anos de casada nunca vi uma situação dessa", registrou nas mensagens.
A conversa digital mostra o momento em que os pais da adolescente apresentaram a versão dos fatos à família do ministro, antes de prosseguirem com a formalização da denúncia.
Veja conversa:
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Foto: Reprodução / Band Jornalismo
Uma jovem de 18 anos acusou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi, de 68 anos, de importunação sexual. Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, ela detalhou as circunstâncias do episódio, que teria ocorrido durante uma viagem à casa de praia do magistrado em Balneário Camboriú, e, Santa Catarina, no início deste ano. Buzzi nega as acusações.
Conforme o relato, acessado pelo g1, o ministro teria levado a jovem para uma área mais afastada da praia para entrarem no mar. Dentro da água, Buzzi começou a se aproximar fisicamente. Ao ver outras pessoas abraçadas, comentou: "deve ser por isso que eles estão abraçados", dizendo sentir frio.
A vítima afirmou que, em seguida, Buzzi a virou de costas, pressionou seu corpo contra o dela, declarou que a achava "muito bonita" e tocou suas nádegas. Ela relatou ter tentado se soltar por várias vezes, sendo puxada de volta pelo ministro. Ao se desvencilhar, Buzzi teria dado um conselho: "Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Isso pode te prejudicar."
A jovem deixou a praia sozinha e comunicou os pais imediatamente após retornar ao condomínio. A família decidiu interromper a viagem e voltar para São Paulo. Em seu depoimento, ela afirmou que tem tido dificuldades para dormir, sofre com pesadelos frequentes e está em acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde o ocorrido.
O advogado da vítima, Daniel Bialski, disse ao G1 que espera que "as providências sejam tomadas e o caso tratado com rigor." As investigações, iniciadas com o depoimento em 14 de janeiro, tramitam em sigilo por se tratar de crime sexual. O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado do ministro.
Em nota, a defesa de Marco Buzzi afirmou: "O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio."
O crime de importunação sexual, pelo qual Buzzi é investigado, prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, se houver condenação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.