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A emoção tomou conta do final da sessão do Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) nesta quarta-feira (19), quando os desembargadores se despediram da desembargadora Márcia Borges que se aposentará do cargo. Embora a magistrada não tenha marcado presença hoje, os colegas de Corte não pouparam palavras de carinho e elogio.
A onda de homenagens foi aberta pelo desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano que lembrou que a sessão desta quarta-feira seria a última da desembargadora. “Vai deixar uma lacuna impreenchível”, disse com a voz embargada.
“Irmã que a vida me deu. Acho que esse tribunal vai ficar um pouco mais triste sem a presença dela”, reiterou a presidente do TJ-BA, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende.
O corregedor-geral de Justiça, desembargador Roberto Maynard Frank, destacou a “doçura” da colega na sua atuação profissional e pessoal. “Vai fazer muita falta a convivência aqui no tribunal”.
Com lágrimas nos olhos e a voz embargada, a corregedora das Comarcas do Interior, desembargadora Pilar Célia Tobio de Claro, afirmou que Márcia Borges não tem idade para se aposentar, mas registros da época que ingressou no tribunal estavam errados e “ela está me privando de ao menos dois anos de convivência com ela aqui”. “Obrigada por tofos os ensinamentos e obrigada por ter me feito uma de suas amigas”.

Foto: Camila São José / Bahia Notícias
Ao final dos discursos dedicados à desembargadora, os desembargadores presentes a aplaudiram de pé, em homenagem aos anos de trabalho e dedicação ao Tribunal.
TRAJETÓRIA
No último biênio (2022-2024), Márcia Borges Faria ocupou a cadeira da 2ª vice-presidência do TJ-BA, tendo sido promovida ao cargo de desembargadora, pelo critério de merecimento em outubro de 2012. Foi integrante da Quinta Câmara Cível, Seção Cível de Direito Público e Câmaras Cíveis Reunidas.
Graduada em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a desembargadora é pós-graduada em Direito Civil e Processual Civil pela Faculdade Baiana de Direito e Especialista em Direito Processual Civil em curso promovido por JJ Calmon de Passos.
Ela ingressou na magistratura em 1982, e ao longo da carreira no tribunal foi juíza titular nas comarcas de Miguel Calmon, Conceição do Almeida, Senhor do Bonfim, Itaberaba e Alagoinhas. Promovida para a comarca de Salvador, atuou nos Juizados de Defesa do Consumidor dos Barris e de Brotas, 8ª Vara de Família, 1ª Vara de Defesa do Consumidor, Turmas Recursais, além de atuar em todas as Câmaras Cíveis na condição de juíza convocada.
Compôs o Conselho Superior dos Juizados Especiais, a Comissão de Reforma Administrativa e Regimento, tendo ainda presidido a Seleção Pública para recrutamento e cadastro de reserva para as funções de Conciliador e Juiz Leigo do Poder Judiciário baiano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Erika Hilton
"Fica cada dia mais evidente que Flávio Bolsonaro não concorreu à presidência para liderar esse país. Flávio Bolsonaro zerou o Código Penal, estava na máfia do Vorcaro, protegia milicianos e defendia um assassino de criança".
Disse a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) ao anunciar em suas redes sociais, nesta terça-feira (27), que deve ingressar na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedidos de bloqueio de bens do senador Flávio Bolsonaro (PL). A deputada vai requer o bloqueio das contas bancárias do ex-candidato a presidente e também da esposa dele.