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manifestacao cultural
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta terça-feira (23), a música gospel como manifestação cultural através da assinatura de um decreto. Durante a cerimônia, Lula afirmou que o gesto é um importante “acolhimento” aos evangélicos.
“A assinatura desse decreto representa mais um passo importante de acolhimento e respeito a comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda”, declarou Lula.
O presidente afirmou ainda que o decreto confirma que a “fé também se expressa com cultura, como identidade e história viva do nosso povo”. O decreto foi sugestão da senadora Eliziane Gama (PSD).
Lula ainda aproveitou para brincar com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “Vamos transformar a música gospel, Messias, em patrimônio. Na semana que vem, você pode estar preparado porque, além de ser ministro da Suprema Corte, você vai poder cantar música gospel no Palácio do Planalto”, afirmou.
Nesta segunda-feira (24), dia em que se comemora o São João, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 14.900 que reconhece as quadrilhas juninas como manifestação cultural nacional.
Conforme a publicação no Diário Oficial da União (DUO), também ganham o reconhecimento as festas juninas. Agora, os grupos e os festejos se unem às escolas de samba e ao forró, que já são consideradas manifestações culturais nacionais.
As raízes das quadrilhas juninas estão nas danças de salão europeias, que chegaram ao Brasil pela corte portuguesa no início do século 19. A “quadrille” surgiu em Paris, no século 18, como dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência, por volta de 1830, onde tornou-se febre no ambiente aristocrático.
A partir da corte carioca, a quadrilha foi ganhando espaço junto ao povo e passou a incorporar elementos culturais, religiosos e folclóricos nacionais. Nesse processo de adaptação, ampliou o número de pares dançantes, abandonou os passos e ritmos franceses, e, ao longo do tempo, as músicas e o casamento caipira, que antecede a dança, foram sendo incorporadas.
As quadrilhas cresceram e passaram a adquirir importância social, econômica e turística para várias cidades brasileiras, principalmente as nordestinas. Este ano, em 13 de junho, em Campina Grande, na Paraíba, cidade famosa por promover um dos maiores São João do Brasil, foi estabelecido, mais uma vez, o recorde da maior quadrilha junina do país. A dança reuniu 1.280 pares e sacramentou o 10º título consecutivo de maior quadrilha junina brasileira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.