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A cantora baiana Daniela Mercury venceu a disputa de samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira para o Carnaval de 2027. O resultado foi anunciado na noite deste sábado (5), durante a final realizada na quadra da escola de samba, no Rio de Janeiro.
O samba escolhido será o hino da Mangueira no próximo Carnaval e homenageia Oyá, orixá que será tema do desfile da escola. A composição é assinada por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Guilherme Sá, Rodrigo Bandolim e Orlando Ambrósio.
Daniela participou da apresentação na quadra da Mangueira e comemorou a vitória nas redes sociais.“Ganhamos a disputa pelo hino do Carnaval da @mangueira_oficial de 2027! Estou emocionada. Agradeço a parceria e o convite de @lequinhoecia para ser a intérprete desse samba-enredo. E agradeço também a toda comunidade da Estação Primeira de Mangueira por ter abraçado essa música que nos levanta e dá poder. Que forte! Meu Carnaval começou hoje. Oyá por Nós”, escreveu.
A cantora também compartilhou registros da apresentação e celebrou o início de sua participação no Carnaval da tradicional escola carioca.
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Presidente de honra da escola de samba carioca Mangueira, o sambista Nelson Sargento (96) foi internado após ter testado positivo para a Covid-19, na última sexta-feira (21). Em nota oficial, a agremiação informou que o artista está no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.
Segundo informações do jornal Extra, a família informou por meio de assessoria de comunicação que o estado de saúde dele é “delicado” por conta da idade avançada. “Ele tomou as duas doses da (vacina) Coronavac, e estamos aguardando o próximo boletim médico”, disse a equipe.
A internação no Inca se dá porque Sargento possui histórico oncológico, tendo retirado um tumor da bexiga em 2015, e tratado um câncer de próstata dez anos antes.
O carnavalesco Leandro Vieira, da Estação Primeira de Mangueira, rebateu conservadores que acusam o novo samba-enredo da escola de samba carioca - sobre Jesus - de blasfêmia. "Quando morto, na cruz, Jesus é a extensão de muitos corpos. Se tiver algum cristão que negue essa informação, por certo não leu a Bíblia", disse ele à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.
O samba em questão retrata Jesus como pessoas de grupos marginalizados, a exemplo de negros, índios e mulheres, e por isso é alvo de um abaixo-assinado, promovido pelo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira. "Eles fazem oposição até ao papa. Imaginem o que pensam de uma expressão artística associada à periferia", destaca Leandro Vieira.
O baiano Lázaro Ramos chegou a ser convidado (clique aqui) para interpretar o papel de Jesus, no desfile da Mangueira, mas recusou por problema de agenda de trabalho (clique aqui).
Confira o samba-enredo da Mangueira para o carnaval de 2020 no Rio de Janeiro:
O cantor Péricles não integrará o grupo de intérpretes que puxará o samba-enredo da escola de samba Estação Primeira de Mangueira no próximo Carnaval. O sambista, que foi intérprete da agremiação em 2018, ficou impedido de comparecer aos ensaios na quadra da escola, após mudanças de datas, segundo o UOL.
A assessoria do artista informou que o cantor chegou a organizar sua agenda de shows quando recebeu a programação inicial dos ensaios no fim de 2018, mas por mudanças administrativas na Mangueira e consequente mudança de datas, Péricles não conseguiu conciliar as apresentações com os ensaios.
O cantor lamentou a impossibilidade de estar na Marquês de Sapucaí no comando do samba-enredo da Mangueira: "Estou muito triste com o fato de não poder defender a minha escola na avenida, mas meu coração estará na Sapucaí torcendo pela verde e rosa".
Com problemas na coluna, Beth Carvalho poderá participar deitada do desfile de carnaval do Rio de Janeiro, em 2019. De acordo com informações da coluna de Marina Caruso, no jornal O Globo, o carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, afirma que a presença da sambista é indispensável no desfile da escola de samba. “Se ela só puder desfilar assim, farei o melhor lugar do mundo para ela”, disse ele, à publicação. “A Beth que desfila deitada é o samba que está de pé”, acrescentou. Beth Carvalho tem feito shows deitadas, por conta de forte dores na coluna (clique aqui e saiba mais).
Maria Bethânia surpreendeu a todos ao fazer um convite público para que ela, Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil voltem a se reunir como Doces Bárbaros. A declaração foi ao ar no último Domingão do Faustão de 2017, no dia 31 de dezembro, quando Caetano recebeu Troféu Mário Lago 2017, premiação que coroa figuras relevantes para a vida cultural do país e que se destacam pelo conjunto da obra em toda sua carreira. “Isso já estava escrito. Não demorou nem três dias pra em seguida já ser o Caetano, já ser o Gil, já ser a Gal. Nós todos estávamos brotando”, lembrou Bethânia, em uma declaração realizada durante a homenagem ao irmão. “Eu morro de saudades dos Doces Bárbaros. Eu tenho pensado muito nisso ultimamente. Foi um período lindo, me deu uma vontade tão grande de voltar a cantar com eles, que eu sugeri fazer. E penso assim, hoje, campeã da Mangueira. Nos shows que fazemos todo ano pra ajudar a Mangueira, eu tinha vontade que esse ano nós estivéssemos os quatro cantando o samba enredo. Estou fazendo esse convite publicamente, não falei com eles não”, convidou a cantora baiana.
Remontando a trajetória de um dos maiores nomes do samba no Brasil, o musical “Cartola – O Mundo é um Moinho” chega a Salvador neste fim de semana. Idealizado pelo ator e produtor Jô Santana, o espetáculo fica em cartaz neste sábado (29) e domingo (30), na sala principal do Teatro Castro Alves. Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, é interpretado pelo gaúcho Flávio Bauraqui, que já viveu o sambista carioca em outras oportunidades e foi escolhido pela própria neta do artista para o papel. O ator conta que o convite aconteceu por acaso, em um momento de descontração, após a gravação de um videoclipe no Rio de Janeiro. “Fomos no Baixo Gávea e quando estou entrando em um dos bares, estava sentado na porta o Jô Santana, que falou: ‘Bauraqui, você não vai acreditar no que aconteceu, o mundo é cheio de coincidências!’. Eu perguntei por que. E ele disse: ‘Eu tive uma reunião agora há pouco com a Nilcemar Nogueira [neta do sambista] e aí estávamos falando sobre Cartola e ela disse’: ‘Cartola já existe, Cartola é Flavio Bauraqui. É a única pessoa que pode fazer, na minha opinião'”, lembra o artista, que prontamente aceitou a proposta.
Ele e Nilcemar se aproximaram em 2004, quando o ator protagonizou o espetáculo “Obrigado, Cartola!”, encerrado prematuramente, após um mês em cartaz. Na época, Bauraqui fez um mergulho na vida e na obra do sambista, para viver Bento, um compositor que se espelhava em Cartola para criar um samba-enredo. “Acabando isso [a peça] eu me fiz a pergunta: ‘E agora, o que eu faço com tudo isso que está dentro de mim?’ Eu tinha aquela vontade de fazer, e eu sou uma pessoa muito obstinada, fiquei por muito tempo treinando a voz, vendo fotos e aperfeiçoando cada vez mais o personagem e aí de repente acaba. Ficou o vácuo. Aí a Nilcemar, muito querida, viu que eu fiquei meio triste e me chamou para algumas coisas, como a inauguração do Centro Cultural Cartola, que hoje é o Museu do Samba, lá na Mangueira, e depois me chamou para os 100 anos de Cartola”, lembra Bauraqui, contando que durante a temporada do espetáculo em 2004 chegou a usar um anel original do próprio Cartola, com quem diz sentir “alguma ligação astral e espiritual”.

Amor de Cartola por Dona Zica é um dos pontos retratados do espetáculo | Foto: Divulgação
Com o novo convite para viver o artista, Flávio Bauraqui foi buscar as lembranças do passado, além de se aprofundar nos estudos. “Fui colocado de novo naquele mundo do estudo e resgate. De resgate, palavra escrita com letra maiúscula e negrito, porque realmente eu perdi o personagem e ele voltou”, compara o ator. “Eu tive que resgatar toda aquela relação que eu tive. Eu fui na casa do Cartola em 2004, eu vi a roupa, o traje que ele dormia, pijamas, blazer, objetos pessoais, relógio, tudo estava lá na casa dele na Mangueira, conheci dona Zica, enfim”, detalha o artista, explicando que a base do personagem nasceu há mais de 10 anos, mas que teve que voltar a estudar para alcançar a voz e o timbre de Cartola. “O que é a vida: eu tive que envelhecer para fazer de novo o Cartola. Muito tempo passou e eu consegui fazer com a idade dele”, lembra o Bauraqui.
Dividida em dois atos e sempre entremeada pelas canções do cantor e compositor carioca, “Cartola – O Mundo é um Moinho” passeia por fatos marcantes da trajetória do sambista, desde sua juventude, passando pelos conflitos do cotidiano, o amor da companheira Dona Zica, sua relação com a Estação Primeira de Mangueira - escola de samba que ajudou a fundar -, culminando com seus 75 anos, idade com a qual conseguiu gravar seu primeiro disco. “As pessoas ficam muito emocionadas, porque mostra como o artista negro às vezes passa por coisas. Ele passou e eu passo, mas graças a artistas como ele, que abriram a porta para a gente, eu posso agora estar como protagonista desta peça, ou no cinema, na TV”, diz Bauraqui, destacando a importância do protagonismo do negro na sociedade em um “momento que as pessoas estão tão intolerantes”. É nesta segunda parte do espetáculo, na qual o personagem chega “cada vez mais próximo do Cartola do inconsciente coletivo”, que, como nas apresentações em outras praças, músicos locais fazem participações especiais. Para as apresentações em Salvador, foram convidados Lazzo Matumbi (no sábado) e Margareth Menezes (no domingo), que sobem ao palco como convidados de uma feijoada na quadra da Mangueira e interpretam dois sucessos: “O Sol Nascerá” e “As Rosas não Falam”.

A Mangueira foi uma das maiores paixões de Cartola | Foto: Divulgação
A montagem tem dramaturgia de Artur Xexéo, direção e encenação de Roberto Lage, pesquisa de Nilcemar Nogueira e direção musical de Rildo Hora. Além de Flávio Bauraqui como protagonista, o elenco conta ainda com Andréa Cavalheiro, Hugo Germano, Adriana Lessa, Silvetty Montilla, Augusto Pompêo, Edu Silva, Renata Vilela, Ivan de Almeida, Larissa Noel, Lu Fogaça, Lica Oliveira, Grazzi Brasil, Flávia Saolli, Paulo Américo, Léo França , Rodrigo Fernando e Leonam Moraes.
A cerimônia da noite de sábado confirmou o anúncio feito por Alcione na noite de entrega do Prêmio da Música Brasileira. Bethânia foi à quadra da escola conferir a escolha da agremiação. A composição do samba é assinada por Alemão do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brandão.
Confira a letra do samba-enredo da Mangueira:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).