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Artigos

Rachel Barros
Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio
Foto: Divulgação

Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio

Ela sente que quase não dormiu quando o despertador toca as cinco. É hora de acordar, preparar o café, organizar as mochilas das crianças, deixar a casa pronta e seguir para enfrentar mais de duas horas de deslocamento até o trabalho. Ninguém fala daquilo que roubam dela todo dia: o tempo silenciosamente perdido na escala 6x1. Tempo que vai no transporte e não volta. Tempo que é quase um segundo emprego, como o cuidado da casa, pelo qual ninguém a remunera. 

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

mais querido

A última glória do Ypiranga: o adeus dourado do terceiro maior campeão do futebol baiano
Foto: Divulgação

Em 1951, Salvador ainda respirava os ares nostálgicos do futebol romântico. Arquibancadas de madeira, rádios de válvula, camisas de botão e torcidas apaixonadas compunham o cenário de um campeonato baiano acirrado. Foi nesse ambiente que o Esporte Clube Ypiranga, o "Mais Querido", escreveu o último capítulo de glória de sua história centenária. Com campanha memorável, o clube aurinegro levantou seu décimo título estadual, que até hoje permanece como seu último troféu de campeão baiano.

 

A conquista marcou o fim de uma era. Fundado em 7 de setembro de 1906, o Ypiranga já havia sido uma potência do futebol baiano. Nas décadas anteriores, rivalizou com Vitória e Bahia, empilhando taças entre os anos 1910 e 1940. Em 1951, porém, já vivia sob a sombra do crescimento meteórico do Tricolor e das reestruturações do Rubro-Negro. Ainda assim, a equipe comandada por técnicos e dirigentes locais surpreendeu os favoritos e levou o título para a Vila Canária.

 

O campeonato foi decidido em pontos corridos, e o Ypiranga terminou à frente de Bahia, Vitória, Botafogo e Galícia. Em campo, nomes como Nadinho, Tará, Mário e Duque escreveram suas trajetórias como heróis do Aurinegro Baiano. A solidez defensiva e a regularidade da equipe também ficaram marcadas na campanha, que teve vitórias decisivas sobre os rivais diretos e a consagração do clube como o segundo maior campeão baiano até então, com 10 taças conquistadas.

 

A estreia na competição foi no dia 22 de abril, quando o Ypiranga empatou com o Guarany em 1 a 1. Chaves marcou para o time amarelo e preto. No segundo compromisso, 5 de maio, o Ypiranga sofreu sua única derrota na campanha regular: perdeu por 2 a 0 para o Galícia.

 

A recuperação veio em grande estilo no dia 20 de maio, com uma goleada por 5 a 0 sobre o Vitória — uma das atuações mais marcantes daquela temporada. Os gols foram de Chaves, Raimundo II e Marito. O time seguiu firme e arrancou mais um ponto importante ao empatar por 1 a 1 com o Bahia no dia 3 de junho, na Fonte Nova. Carlito marcou para o Bahia, enquanto Marito empatou para o Ypiranga.

 

A sequência teve novo brilho no dia 20 de junho, com um sonoro 6 a 1 sobre o São Cristóvão. Israel marcou três gols (hat-trick), enquanto Raimundinho, Novinha e um gol contra fecharam o placar. No dia 28 de junho, o Ypiranga empatou com o Botafogo em 1 a 1. Chaves novamente balançou a rede.

 

Classificado para a fase decisiva, o aurinegro confirmou o título no dia 10 de fevereiro de 1952, ao empatar com o Vitória por 1 a 1. Juvenal marcou para o rubro-negro, e Raimundinho garantiu o gol do título do Ypiranga. Relembre abaixo todas as partidas disputadas pelo Ypiranga: 

  • 25/04 - Guarany 1x1 Ypiranga
  • 05/05 - Ypiranga 0x2 Galícia
  • 20/05 - Vitória 0x5 Ypiranga
  • 03/06 - Bahia 1x1 Ypiranga
  • 20/06 - Ypiranga 6x1 São Cristóvão
  • 28/06 - Ypiranga 1x1 Botafogo
  • 08/08 - Guarany 1x1 Ypiranga
  • 22/08 - Galícia 1x1 Ypiranga
  • 05/09 - Vitória 1x1 Ypiranga
  • 23/09 - Bahia 1x1 Ypiranga
  • 13/10 - Ypiranga 2x1 São Cristóvão
  • 20/10 - Ypiranga 1X0 Botafogo
  • 02/12 - Ypiranga 2x2 Guarany
  • 16/12 - Ypiranga 2x1 Galícia
  • 30/12 - Vitória 2x2 Ypiranga
  • 10/01/52 - Bahia 0x3 Ypiranga
  • 23/01/52 - Ypiranga 2x0 São Cristóvão
  • 30/01/52 - Ypiranga 4x2 Botafogo
  • 10/02/52 - Vitória 1x1 Ypiranga (grande final) 

 

A base titular da equipe campeã era formada por: Ferrari; Pequeno, Valder; Zizo, Valter, Raimundo I; Raimundo Mário, Chaves, Novinha, Israel e Raimundinho.

 


Montagem: Thiago Tolentino/Bahia Notícias

 

CURIOSIDADES
Naquele 1951, o Brasil também vivia um momento de reconstrução após o trauma do Maracanazo. O futebol local ganhava novo fôlego com estádios lotados e rivalidades inflamadas. E o Ypiranga, fundado por operários e comerciantes da Cidade Baixa, se impôs como símbolo de resistência e identidade popular.

 


Foto: Arquivo Nacional

 

No mesmo ano, também foi comemorado o primeiro título estadual na Fonte Nova, tendo em vista que a praça esportiva, hoje comandada pelo Bahia, também havia sido fundada em 1951.

 

PÓS-CONQUISTA
O brilho não duraria por muito tempo. Após o título, o clube enfrentaria dificuldades financeiras, perdas de jogadores e o gradual afastamento dos holofotes. O profissionalismo crescente no futebol, as mudanças no calendário e a concentração de recursos nos clubes maiores foram barreiras para o Mais Querido. A partir dali, o Ypiranga nunca mais voltaria a disputar um título estadual. O que restou foi a saudade, a mística e um legado que o tempo tenta apagar, mas que a memória resiste em preservar.

 

Hoje, mais de sete décadas depois, o Esporte Clube Ypiranga segue na luta pela reconstrução. Comandado por novos gestores e presente na segunda divisão do futebol baiano, a Squadra Sports, empresa comandada pelo ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, sonha com o retorno à elite.

 


Foto: Click Mirtis/E.C Ypiranga

 

Mesmo que o cenário presente seja de recomeço, o passado remete à grandeza: em 1951, o Ypiranga deu sua última volta olímpica como campeão baiano — e fez história.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução / Tv Aratu

"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".


Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.

Podcast

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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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