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lula e alcolumbre
Lula e Davi Alcolumbre voltam a se reunir nesta quinta-feira, um dia depois de discutirem a agenda de interesse do governo no Congresso. O novo encontro, agora a sós, acontece enquanto o Planalto tenta destravar pautas que o presidente quer aprovadas antes das eleições, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
A nova conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi confirmada pelo líder do governo na Casa, Camilo Santana (PT-CE), que classificou a relação entre os dois como "distensionada". "Vai se reunir hoje. Está bem, está distensionado, tiveram reunião essa semana, a semana passada. Eu tenho conversado muito também com o presidente Alcolumbre", afirmou.
A reaproximação encerra um período de afastamento. Os dois passaram cerca de três meses sem conversar depois que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O reatamento começou na semana passada, em um encontro articulado pelo ministro Alexandre de Moraes, com a presença de Cristiano Zanin.
Já nesta quarta-feira, Lula recebeu Alcolumbre no Palácio da Alvorada para tratar diretamente da pauta legislativa. Ao deixar o encontro, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o diálogo havia sido retomado e as relações, reconstruídas. Ainda assim, a reunião terminou sem uma data definida para a votação da PEC que acaba com a escala 6x1.
Já aprovada pela Câmara, a proposta aguarda análise dos senadores e ganhou peso na estratégia eleitoral do governo, que pressiona por uma votação antes do pleito. A articulação com os senadores sobre o tema ficou a cargo da líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), ao lado de Alcolumbre. Além da 6x1, o Planalto tenta avançar com a PEC da Segurança Pública e com a agenda de terras raras e minerais críticos. Segundo Camilo, a orientação é viabilizar essas prioridades ainda antes das eleições.
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Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil".
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao se pronunciar sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.