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luiz bassuma
O ex-deputado federal Luiz Carlos Bassuma, afastado da vida pública desde 2016, quando concorreu a vice-prefeito de Salvador na chapa do pastor Sargento Isidório, declarou ao Bahia Notícias que não tem mais interesse em concorrer a cargos eletivos. Ele também opinou sobre o atual cenário político e afirmou apoiar candidaturas de oposição, tanto no âmbito federal quanto estadual.
Luiz Carlos esteve na rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), acompanhando o convidado do programa Bahia Notícias no Ar, o senador Eduardo Girão (Novo), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo).
O ex-vereador de Salvador relatou ter amizade de longa data com o senador cearense e afirmou que auxilia o mandato e a campanha de Girão por afinidade política. “Eu acompanho e ajudo, na medida do possível, porque temos as mesmas bandeiras, como a defesa da vida e o combate à corrupção”, declarou.
CRÍTICAS AO PT E AO STF
Ao tratar do combate à corrupção, Bassuma demonstrou preocupação com a crise no STF e estendeu as críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), do qual é ex-integrante. Segundo ele, a atuação do Senado diante de denúncias envolvendo ministros da Corte deveria ser mais efetiva, enquanto uma eventual reeleição de Lula poderia ampliar a influência do governo sobre o Supremo com novas indicações.
Bassuma integrou o PT de 1995 a 2009, período em que se elegeu vereador de Salvador (1997-1999), deputado estadual (1999-2002) e deputado federal (2003-2011).
“Na época, como eu costumo dizer, eu fui candidato pelo velho PT. Era o PT que era um partido ótimo de oposição e tinha como grande bandeira a ética. [...] Quando eu fui eleito deputado federal, em 2005, aconteceu o primeiro grande escândalo do PT, que é o Mensalão. Eu disse: ‘Não dá mais para eu continuar no partido, estou fora, vou procurar outra alternativa’”, afirmou.
CONFLITO COM O PARTIDO
O então deputado Luiz Bassuma, adepto da Doutrina Espírita, entrou em conflito com o PT após se posicionar contra a descriminalização do aborto e defender a criação de uma “CPI do aborto”, posição contrária à decisão do partido aprovada em seu congresso de 2007.
Em 2009, teve as atividades partidárias suspensas por um ano e perdeu direitos internos e espaços na Câmara ligados à legenda. Bassuma recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando violação à liberdade de convicção religiosa e filosófica, e posteriormente deixou o PT para se filiar ao PV, partido pelo qual concorreu ao governo estadual em 2010.
APOIO A ACM NETO
Devido à sua postura crítica ao PT, no atual cenário eleitoral, Bassuma apoia a oposição no âmbito estadual, onde elogiou a gestão de ACM Neto (União) como prefeito de Salvador e o apontou como alternativa a Jerônimo Rodrigues (PT).
“É preciso ter uma mudança. E, para mim, ACM Neto tem seus defeitos, mas é muito melhor do que o que está aí. É uma mudança positiva. Quando ele foi prefeito de Salvador, pegou uma cidade destruída pelo governo anterior e fez uma das melhores gestões do país e mostrou que tem capacidade. É isso que a Bahia precisa, começar a ser reestruturada. Então, eu sou favorável a essa mudança na Bahia”, afirmou.
POSIÇÃO NACIONAL
Seu posicionamento é o mesmo no âmbito nacional, onde ele se inclui entre aqueles que se opõem a Lula.
“No segundo turno, eu acredito que a tendência é reunir todos contra a continuidade, porque não é nem só contra Lula, é contra a continuidade do governo do PT. Acho que isso une todo mundo, na minha opinião. Eu me incluo, claro, sem dúvida”, afirmou Bassuma, ao sinalizar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.
SEM RETORNO À VIDA PÚBLICA
Por fim, Luiz Carlos Bassuma afastou um possível retorno à vida pública. “Decidi sair da política entendendo que meu ciclo na política havia terminado. Minha consciência está em paz, porque cumpri meu dever”, concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).