Artigos
Mérito técnico: o critério que falta nas indicações da ANA
Multimídia
Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
lucia helena da silva
Um processo movido contra a Anitta e a rede de varejo C&A desde 2024 acabou de ganhar novos desdobramentos. O caso trata-se de uma ação judicial por violação de direitos autorais movida pela estilista Lucia Helena da Silva e sua marca, a Ropahrara Moda Exótica. A estilista alega que a cantora usou peças desenhadas e comercializadas pela marca em videoclipes famosos.
A ação foi protocolada pela estilista no Tribunal de Justiça de São Paulo, depois de tentativas falhas de notificação extrajudicial. O caso envolve roupas usadas por Anitta em clipes gravados entre 2015 e 2023 e virou processo na Justiça no segundo semestre de 2024.
Essas peças teriam sido reproduzidas e postas à venda pela C&A, sob a afirmação de que seriam fruto de uma parceria entre Anitta e a designer Yasmine McDougall Sterea. Além disso, Lucia alega que a cantora teria realizado a falsa atribuição de autoria à rede de varejo e à designer. A estilista e a marca pedem uma indenização no valor de R$ 1 milhão por danos morais.
No começo de junho, segundo a coluna Fábia Oliveira, a disputa judicial ganhou um novo elemento com o pedido de participação da Educafro Brasil como amicus curiae. Trata-se de um "amigo da corte", uma entidade ou especialista que ingressa em um processo para oferecer subsídios técnicos e teóricos que ajudem o tribunal a decidir, mesmo sem ser uma das partes diretamente interessadas no resultado financeiro da causa.
A Educafro foca sua atuação no combate à desigualdade e na promoção da igualdade racial. Eles argumentam que sua intervenção é necessária porque o caso envolve o "apagamento de autoria" de Lucia Helena, uma estilista negra. Para a instituição, o imbroglio possui uma forte repercussão social, e sua contribuição consistiria em apresentar dados históricos e acadêmicos que ajudem a Justiça a compreender as nuances raciais da acusação.
Em um desdobramento recente, no dia 8 de junho, a juíza Clarissa Rodrigues Alves estabeleceu que Anitta, C&A e a autora da ação devem se manifestar sobre a entrada da entidade. Somente após ouvir as partes é que a magistrada decidirá se aceita ou não a colaboração da Educafro no processo.
Logo no início do embate jurídico, a estilista Lucia Helena frisou que o processo possui uma forte dimensão racial. Ela defende que creditar seu trabalho a uma designer branca é uma forma de perpetuar a exclusão e o apagamento de talentos negros.
Por outro lado, Anitta declarou nos autos que as menções ao racismo estrutural não têm fundamento e são alheias ao foco principal da ação, que é a titularidade das peças. A artista descreveu as acusações da autora como sendo muito amplas e sem qualquer comprovação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.