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Depois do Comando local da Polícia Militar (PM-BA) foi a vez da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Jequié, no Sudoeste, de criticar uma reportagem da TV Record sobre violência na cidade. A matéria foi exibida no último domingo (28).
Segundo nota da entidade desta terça-feira (30), a reportagem abordou o assunto de forma “imprudente e sensacionalista”, além de ter sido “descontextualizada e sensacionalista”. O órgão, no entanto, não apresentou dados. A CDL declarou ainda que a matéria “distorce a realidade local” e “estigmatiza” a comunidade.
“Jequié, assim como qualquer outra cidade, enfrenta desafios, mas merece uma cobertura jornalística justa e equilibrada de sua situação, o que lamentavelmente não foi proporcionado pela mencionada reportagem”, diz trecho da nota.
Conforme a entidade, Jequié é polo de uma região de 26 municípios, e o fato pode influenciar de forma negativa o comércio local.
Em julho do ano passado, Jequié foi apontada como a cidade mais violenta do país em uma lista que tinha 11 municípios baianos entre os 20 mais letais. Os dados, referentes a 2022, são do anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O índice registrado por Jequié foi de 88,8 por 100 mil habitantes.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.