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A filha do cantor baiano Raul Seixas, Vivi Seixas, saiu em defesa da honra do pai, após o ícone do rock ser ofendido pelo cantor Lobão durante um show.
Na ocasião, o intérprete de 'Me Chama' não gostou do apelo do público em uma apresentação dele, que pedia para que ele cantasse uma música de Raul.
"Eu acho uma coisa anti-rock and roll. Sabe qual é o subtexto desse pedido: ‘Eu acho seu show uma merda. Toca alguma coisa mais interessante. O Raul morreu de fome, como um mendigo’", afirmou.
No Instagram, Vivi disse ter ficado surpresa com a declaração de Lobão e afirmou que o pai não morreu passando dificuldades.
"Recentemente Lobão fez uma declaração sobre o Raul Seixas ter morrido 'com fome e como um mendigo'... Ora, Raul sempre viveu confortavelmente, com o recebimento dos direitos autorais e artísticos. E entre 88 e 89, apesar de estar muito debilitado (ele faleceu em 89), fez 50 shows no Brasil inteiro, com plateias grandes e recebeu disco de ouro, 100 mil LPs vendidos, pelo LP A Panela do Diabo, em parceria com Marcelo Nova. Talvez pelo fato dele ter participado de tributos e cantado Raul por diversas vezes, o público pediu simplesmente pra 'TOCAR RAUL'. Eu fiquei impressionada e decepcionada com a falta de sensibilidade do Lobão. Esqueceu que está se referindo a um pai, marido e ídolo."
Após a repercussão negativa da declaração dada por Lobão no show, o artista se pronunciou sobre o episódio e disse que não teve a intenção de diminuir a carreira do baiano.
"É lamentável ter que explicar o óbvio ululante: o post que oxigenou o tema 'Toca Raul' traz como cerne somente a propagação desenfreada e errática do jargão usado vulgarmente por uma parte do público brasileiro que frequenta shows. Muito embora em momento algum tenha sido meu intento falar sobre a condição existencial, artística ou econômica do Raul, vale ressaltar que jamais foi meu intuito rebaixar a carreira ou a grandeza de Raul Seixas perante a música brasileira."
Depois de ter votado e feito campanha por Jair Bolsonaro, agora opositor, Lobão fez duras críticas ao governo federal, sobretudo na área da cultura. Segundo o cantor, a gestão Bolsonaro tem desprezo pelos artistas e trava uma guerra contra a cultura nacional motivada pela “inveja do criativo”.
"O Olavo [de Carvalho] criou um nicho de medíocres arrogantes", disse Lobão em participação no UOL Entrevista. "Eles acham que fazem alta cultura quando ficam regurgitando naftalinas e clichês dos mais infantis e medíocres possíveis, mas toda a condução da política bolsonarista é no sentido revanchista e de inveja mesmo, porque o medíocre tem inveja do criativo", afirmou o músico.
Segundo o artista, os bolsonaristas usam o pretexto do antimarxismo para “sufocar ao máximo” a cultura brasileira. "Por exemplo, nos direitos autorais, os hotéis querem deixar de pagar direitos autorais para os autores. O Turismo defende os hotéis. E a Secretaria da Cultura, está albergada onde? No Turismo. A partir desse primeiro quadro, que é o gerencial da cultura, você já vê o fim de linha que está acontecendo", pontuou Lobão, avaliando que a atuação do governo na área mostra “interesses conflitantes”.
No programa, o músico citou ainda alguns episódios que comprovariam o desmonte promovido pela gestão Bolsonaro no setor cultural. "Você vê os incêndios, o descaso, a Cinemateca já anunciava esse incêndio aí, os museus, as bibliotecas. A coisa que você percebe é o caldo do desprezo que o bolsonarismo tem ao artista", afirmou.
O cantor e compositor Lobão é o entrevistado do programa Roda Viva, que será exibido na próxima segunda-feira (1º), a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora, além do Twitter, Facebook e Youtube.
Multifacetado, o músico, que é autor de sucessos como “Me Chama” e “Vida, Louca Vida”, também passou pelo cinema, criou e apresentou programas de TV e lançou alguns livros, dentre eles “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, no qual faz duras críticas a políticos, artistas e intelectuais.
No passado recente ele militou pelo impeachment de Dilma Rousseff e apoiou a eleição de Jair Bolsonaro, mas acabou rompendo com o governo. Agora ex-bolsonarista, ele passou a ser desafeto dos apoiadores do presidente.
Participam da bancada de entrevistadores Emanuel Bomfim, diretor artístico da rádio Eldorado; Rosana Hermann, jornalista e escritora; Chico Felitti, jornalista e autor dos livros Ricardo & Vânia e A Casa; Tati Bernardi, escritora e colunista do jornal Folha de S.Paulo; e o escritor Marcelo Rubens Paiva. O Roda Viva ainda conta com a participação do cartunista Paulo Caruso.
O mais novo antibolsonarista radical, Lobão, em entrevista ao Estadão contou os motivos por ter se afastado do presidente da República, Jair Bolsonaro, para quem declarou apoio nas eleições de 2018. “Não houve desencanto. Meu tempo de tolerância é que foi muito mais curto (do que com o PT), porque os descalabros agora aconteceram numa intensidade e rapidez fora do comum”.
No livro que lançará em março deste ano, “60 Anos a Mil”, Lobão chama o presidente de "demente", "delirante", e diz que ele "não tem capacidade de administrar o Brasil". “É um diagnóstico. Sem nenhum tipo de destempero, posso dizer que ele não tem realmente condições de administrar o Brasil. Nem morais nem emocionais nem intelectuais. Eu o conheço pessoalmente. Quando falo que ele tem desequilíbrio moral, é só ver as milícias, as rachadinhas, o nepotismo, o estelionato eleitoral em que o governo se transformou”, afirma.
Outro ponto que o cantor e compositor destacou é o fato de Bolsonaro xingar todos os presidentes do mundo. “Um cara que não consegue ler três linhas de um livro já mostra que nunca teve apetite intelectual. Então, não se trata aqui de ira nenhuma. São fatos que ele nos mostra e que estou, friamente, localizando nas áreas emocional, moral e intelectual”, declarou.
Para Lobão, Bolsonaro traiu suas promessas de campanha. “Ele prometeu não concorrer à reeleição, mas só fala nisso desde antes da posse. Esvaziou a luta contra a corrupção, retirou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça. Transformou o (Sérgio) Moro num eunuco da Justiça. Ficou amigo do (Dias) Toffoli (presidente do Supremo) e com todas as falcatruas familiares sujou mais as mãos. Outra coisa são os efeitos colaterais. A agressividade e as condutas autoritárias estão à flor da pele. A milícia gerou uma metástase no Brasil, depois da entrada do Bolsonaro”, analisou.
Lobão não poupou críticas ao presidente, sobretudo por não ter extinguido a Empresa Brasil de Comunicação, a quem chamou de um “antro de olavetes”, por ter gastado mais de R$ 1 milhão com o cartão corporativo, além de promover um “nepotismo escancarado e obsceno”, promover a volta da censura, e perseguir a cultura – área que ele considera as ações governamentais como um “verdadeiro desastre”. “Evangelizaram tudo. O cara da Funarte (Fundação Nacional das Artes) falou que não vai subvencionar o rock porque é coisa de satanás. É um obscurantismo total. Quando não são pastores, são terraplanistas, olavistas. Censuraram o Chico Buarque. Estão dando palco para os artistas que estavam superdesgastados por anos de beneplácito chapa-branca nos governos do PT”, sentenciou. Por fim, avaliou que a nomeação da atriz Regina Duarte para a Secretaria de Cultura é um “tremendo cinismo”. “Fica essa cortina de fumaça cor-de-rosa, porque ela é muito fofa, mas já está sob ataque dos bolsolavistas, porque demitiu uma pastora. Ela não terá a liberdade de fazer o que deseja. Mesmo que tenha, está no lugar errado, na hora errada. Está na hora de derrubar o governo, democraticamente. Não dá para remendar um governo "irremendável".
Ex-apoiador de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais, Lobão já entrou há meses para o time dos inimigos do governo pelas duras críticas à administração federal.
Se em agosto ele afirmou que vários nomes escolhidos pelo governo para ocupar cargos nas pastas de Cultura e Educação "são pessoas fora de sync", agora o músico foi ainda mais incisivo diante da nomeação de Dante Mantovani para a presidência da Funarte. Aluno do ideólogo Olavo de Carvalho, Mantovani difunde teorias conspiratórias e chegou a afirmar que “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto, por sua vez, alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo" (clique aqui e saiba mais).
Diante da fala do novo presidente da Funarte, Lobão disparou: “O Bolsonazismo é uma doença que assola o Brasil, uma doença paranóica, um delírio conspiratório. Mas eu acho ótimo, porque quanto mais cafonas eles são, mais mico pagam. Olavo de Carvalho dando conta da agenda de costumes do país, da educação, da cultura, usando todas as armas numa doutrina tirânica e retrógrada. Vi o Brasil em 1967 na passeata contra a guitarra elétrica”, declarou o artista ao jornal O Globo, sem deixar de criticar a esquerda. “Eu que faço rock fico numa situação de fogo cruzado porque a esquerda detesta rock e a direita também”, completou.
Com os quase cinco meses de governo de Jair Bolsonaro, o músico Lobão, que foi um dos apoiadores de sua candidatura, revelou já estar decepcionado com o presidente. "Eu tinha que optar por alguém e esse alguém foi o Bolsonaro. Mas ele mostrou que não tem a menor capacidade intelectual e emocional para poder gerir o Brasil. Isso está muito claro para mim e fico muito triste. É óbvio que o governo vai ruir", disse ele, que é ferrenho antipetista, em entrevista ao Valor.
"O que está sendo falado à boca pequena é que vai haver uma junção dos partidos do Centrão com os militares para colocarem lá [nos ministérios] mais militares e dar uma engessada no Bolsonaro. Há uma tendência natural de os insultados e ofendidos se unirem. Os parlamentares vão apoiar. Está todo mundo querendo um mínimo de ordem e autoridade, o que não tem no governo. O Bolsonaro definitivamente não tem nem voz, nem inteligência política para isso. Está longe de ser um estadista. Tá uma zona ingovernável", destacou o músico.
Lobão criticou ainda o maior ideólogo da família Bolsonaro e de bolsonaristas, Olavo de Carvalho. "É óbvio que o Olavo vai acabar com esse governo, porque ele é uma pessoa muito autodestrutiva. Olavo é um sociopata. Não tem empatia por ninguém. É um ególatra", afirmou, dizendo ainda não temer os seguidores do guru. "Ninguém vai ficar com medo dessa meia dúzia de otários", garantiu.
O artista não poupou os filhos do presidente, a quem atribuiu a criação de “um clima horroroso” no país. "Tanto o Bolsonaro quanto os filhos dele estão crentes que vão intimidar o Congresso ou qualquer pessoa porque têm um poder popular, entre aspas, que eles não têm. Acham que essa efervescência do Twitter é suficiente para não só resguardá-los quanto para intimidar seus adversários. Isso é uma mentira. O Twitter não vai segurar a onda deles. Não vai. Ele não pode ficar reinando no Palácio do Planalto, onde todo mundo diz que o Bolsonaro anda de bermuda e camisa falsificada de futebol, achando que o Twitter é o Brasil", avaliou.
Lobão apontou ainda o risco da direita sair prejudicada desta situação. "Essa facção sectária de fanáticos vai absorver toda a personalidade da direita - a esquerda vai capitalizar isso - e vai botar todo mundo no mesmo saco. E a gente vai virar todos ridículos por causa desses caras . (...) O PSOL, o Ciro Gomes, o Lula, se sair da prisão melhor ainda para eles. É pouco provável que a situação volte a se reeleger. Bom, resta saber se o governo vai sobreviver a este ano ainda. Não vejo como o governo vai se sustentar até o fim do ano. É um desastre o que está acontecendo, sem alarmismo", afirmou o cantor, que disse acreditar ainda que Bolsonaro, os filhos, Olavo e seus seguidores tornam impossível uma mudança de rumo. "Se você fizer uma pesquisa de campo com os que votaram no Bolsonaro, 90% das pessoas estão decepcionadas. E não podia ser de outra maneira, porque isso está uma novela mexicana de quinta categoria, um melodrama horroroso e brega”, disse o artista.
Ferrenho opositor de Lula e antipetista, o cantor e compositor Lobão comemorou o encerramento de uma campanha de financiamento coletivo, nesta quarta-feira (24), dia do julgamento do recurso do ex-presidente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRT4), em Porto Alegre (clique aqui). “Bom dia, rapaziada! Felicidade insuportável: a campanha da Kickante chega ao seu fim vitoriosa com seus 100% justo no dia do julgamento daquela lesma obscena do Lula! Portanto um beijo cheio de amor, alegria e gratidão para todos vocês, meus amigos queridos!”, escreveu o artista no Twitter, em referência ao crowdfunding promovido por ele para o lançamento do disco "Antologia Politicamente Incorreta dos Anos 80 pelo Rock". “Uma coisa é certa. Vou entregar o meu disco mais bem produzido, caprichado e bem feito da minha carreira”, acrescentou o músico, revelando, no entanto, um pequeno revés que logo foi contornado por ele. “E acreditem se quiserem, meus amigos, mas serei obrigado a regravar a voz de ‘O Tempo Não Para’, pois a do estúdio está terrivelmente mal gravada, imprestável. Gravarei com o triunfo e a alegria na alma e no coração. Simbora!”, contou Lobão, aproveitando mais uma vez para reforçar sua alegria pela possível condenação de Lula. “Será muito emblemático cantar com toda a alma ‘O Tempo Não Para’ num dia como o de hoje. E quando alguém ouvir essa versão se lembrará: ‘ah, ele gravou essa voz no dia do Lula’ hehehe”, escreveu.
Lobão sempre foi uma figura polêmica, porém dificilmente controversa. Prova disso é o novo registro escrito do cantor, o livro "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock", que traz novamente as recorrentes opiniões ásperas do artista em relação a Caetano Veloso, Roberto Carlos, Chico Buarque, a MPB e o rock no Brasil. Lobão esteve em nesta tarde (12) em Salvador para lançar o livro na Livraria Leitura do shopping Bela Vista.
O “Guia dos anos 80 pelo Rock” conta a trajetória do ritmo no Brasil nos anos 80, ano a ano, a partir de 1976. “É a primeira vez que o narrador faz parte da história”, diz o autor que se defende como um dos sócios fundadores do rock no Brasil. Apesar de pertencer a coletânea de livros “politicamente incorretos” de Leandro Narloch, Lobão refuta a ideia de qualquer proximidade com os guias da história do Brasil feitos por Luiz Felipe Pondé: “Não tem o menor cabimento isso”.
No livro, Lobão acusa uma “Máfia do Dendê” formada por cantores baianos de querer impedir o rock de crescer por medo da decadência da MPB. Lançando o livro em Salvador, o artista não teme qualquer represália do público baiano por criticar ídolos como Caetano Veloso e Gilberto Gil. “Geralmente o público baiano é adulto e a maioria dos baianos que conheço são modernos”, conta o autor que levanta a tese de que Gil, Caetano e a “Máfia do Dendê” agiam como velhos coronéis na música tentando impedir o avanço do Rock: “Conto na obra como Roberto Carlos pediu para que removessem a música do RPM das rádios”.
A maior dificuldade durante o processo de escrita foi ter que reviver momentos problemáticos da carreira. “Tive que mergulhar de cabeça na época em que fui preso, agredido e perdi um dos meus melhores amigos”, confessa Lobão ao lembrar que o livro também fala sobre a morte do seu amigo Cazuza.
Se o rock um dia foi cerceado, Lobão é enfático na defesa de ritmos que hoje sofrem com projetos de criminalização, como o funk e o pagode baiano: “Eu não me coloco do lado desses estilos porque eu acho que são uma merda, mas vou ser o primeiro a ficar contra qualquer tipo de censura", declara o cantor.
O controverso Lobão volta a Salvador, na próxima terça-feira (12), para o lançamento de seu livro “Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock”, que acontecerá a partir das 19h, na livraria Leitura, situada no Shopping Bela Vista. Na ocasião, o artista carioca irá autografar a obra, que traz seus relatos irreverentes e ácidos dos bastidores da música. A narrativa tem início no ano de 1976, com o Festival de Saquarema, onde se reuniram os principais nomes de um embrião do que viria a ser chamado de “rock dos anos 80”. A obra cita marcos icônicos daquele movimento, como Circo Voador e Rock in Rio, além de grupos emblemáticos, como a Blitz, a Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ultraje a Rigor, o RPM, Ritchie e Lulu Santos. “Por que o melhor dessa década se esvaneceu? Por que será que não deixou nenhum legado? Foram as mortes de artistas fundamentais um fator decisivo? Certamente isso contribuiu de forma dramática para a derrocada... Mas será que foi só isso? É o que veremos”, questiona Lobão, que aborda também o contexto socioeconômico do país na década de 1980 e dispara suas críticas a uma geração “desgastada e empolada linguagem da ingênua, presunçosa e reacionária MPB”. No “Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock” o músico revive as amizades, as parcerias, primeiras derrotas, decepções, as drogas leves, as pesadas, o corporativismo burocrático, a baixa autoestima, as gravações ruins e, ao mesmo tempo, a profusão de grandes canções de sucesso.
SERVIÇO
O QUÊ: Lobão – Lançamento do livro “Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock”
QUANDO: Terça-feira, 12 de setembro, às 19h
ONDE: Livraria Leitura – Shopping Bela Vista – Salvador (BA)
Depois de chamar de “vagabundos da Lei Rouanet” os artistas que se manifestam para pressionar os parlamentares a aprovarem a investigação do presidente Michel Temer no Supremo Tribunal Federal (STF), o controverso deputado Wladimir Costa (SD-PA), atacou novamente. Em sua ofensiva contra a classe artística, ele, que já acusou os opositores do governo de “Temer homofobia”, disse ao Estadão que pretende lançar uma campanha para que o cantor e compositor Lobão – conhecidamente antipetista – seja o novo titular do Ministério da Cultura. “Vou falar com o presidente Michel Temer e fazer uma campanha nas redes sociais. Ele é o único que pode enfrentar esses artistas que enriqueceram mamando na lei Rouanet”, disse o paraense à publicação. Wladimir Costa, que teve o mandato cassado há um ano pelo TRE do Pará, por ter usado dinheiro de caixa 2 em sua campanha, reiteradas vezes expôs sua fidelidade a Temer, a quem chamou de “nobre, auspicioso, correto, ético, transparente e honesto”, durante a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
O cantor Lobão irá lançar, na próxima quinta-feira (13), seu mais novo livro "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 Pelo Rock”, em que narrará os acontecimentos musicais da década 1980 sob seu ponto de vista, incluindo a relação do Rock com nomes da MPB, a exemplo de Maria Bethânia. “Nada pessoal, mas acredito que Maria Bethânia seja uma das aberrações artísticas mais insuportáveis geradas pela música nativa. Ela faz parte daquele fenômeno típico, quando alguém, por ser esquisito, torna-se miseravelmente confundido com algo genial”, escreveu. Por conta do lançamento, o artista tem visitado alguns veículos para contar detalhes da obra. Em entrevista ao Pânico, na Rádio Jovem Pan, na última quinta-feira (6), ele afirmou que Gilberto Gil ficou biliardário após se beneficiar pelas leis de incentivo à cultura na época que era ministro do Ministério da Cultura (MinC) do governo Lula, de 2003 a 2008. Assista:
POXA,CHEGUEI AGORA DA PIZZARIA COM UM GRITO TRAVADO NA GARGANTA; EU EU EU ,O PT SE FUDEU! QUE ALEGRIA!
— Lobão (@lobaoeletrico) 18 de abril de 2016
TEREMOS OBRIGAÇÃO DE ZOAR ESSES POBRES-DIABOS PARA TODO O SEMPRE! EH EH EH EH
— Lobão (@lobaoeletrico) 18 de abril de 2016
BOM DIA,MEUS QUERIDOS AMIGOS!NADA MAIS SERÁ COMO ANTES! O POVO BRASILEIRO GANHOU A SUA REDENÇÃO!
— Lobão (@lobaoeletrico) 18 de abril de 2016
VIVA O POVO BRASILEIRO!
Pelos discursos dos deputados, percebi que hoje está sendo aprovado o processo de impeachment do Estado Laico.
— Leoni (@Leoni_a_jato) 18 de abril de 2016
Uma semana com muita arte para tod@s para curar a ressaca política.
— Leoni (@Leoni_a_jato) 18 de abril de 2016
Vou dormir o sono dos justos. Boa noite!
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) 18 de abril de 2016
Falcão diz que Câmara rasgou a Constituição https://t.co/SilE3DOtG2 // Ô, tadinho! Rasgou seu cu, o choro é livre!
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) 18 de abril de 2016
Parabens. Vocês venceram. https://t.co/xQEHDpsrmq pic.twitter.com/Rgmh8KRUZS
— Gregorio Duvivier (@gduvivier) 18 de abril de 2016
É uma falsa batalha contra a corrupção. O @LupaNews mostra ocorrências judiciais dos deputados em tempo real. https://t.co/eOyZiPugZf
— Leandra Leal (@leandraleal) 17 de abril de 2016
Que circo de horror!
— Leandra Leal (@leandraleal) 17 de abril de 2016
Nunca os deputados foram tão expostos aos nossos olhos como agora. Que a gente use essas imagens de horror a nosso favor na hora de votar.
— Bruno Mazzeo (@bmazzeo) 18 de abril de 2016
Estou acreditando que isso é só o começo!!! Se Deus quiser! Quero acreditar!!! Ainda não vejo alguém que me represente!
— heloisa périssé (@LoloPerisse) 18 de abril de 2016
Pela primeira vez no ano PT faz a coisa certa e vota contra Cunha. Resultado: impeachment. Nesse país não se faz a coisa certa impunemente
— Gregorio Duvivier (@gduvivier) 3 dezembro 2015
O Processo de Impeachment imposto por um CHANTAGISTA, não terá meu apoio! Estou publicamente me colocando contra essa...
Posted by Tico Santa Cruz on Quinta, 3 de dezembro de 2015
DILMANÃO MENTE: DILMA É A MENTIRA EM PESSOA
— Lobão (@lobaoeletrico) 3 dezembro 2015
Tudo na vida tem algo zen: d qualquer forma, gracias Peixe, por me fazer esquecer a pilantragem do Cunha e o #ImpitimamÉmeuZovo
— xico sá (@xicosa) 3 dezembro 2015
Bom dia, boa tarde no seu pomar! Guerra de poder escancarada no país, um tentando engolir o outro e o povo jogado ao lado,"e agora José?"
— Vanessa da Mata (@vanessadamata) 3 dezembro 2015
O Congresso Nacional não deve ser espaço para articulação de manobras pessoais! Fora Cunha!
Posted by Aldri Anunciação on Quarta, 2 de dezembro de 2015
Assista ao vídeo de divulgação do Lobão:
SOMOS DA ESQUERDA, SE VOCÊ É DA DIREITA E COLA NO SHOW, VOCÊ ESTÁ NO LUGAR ERRADO! FIM!
— DEAD FISH (@deadfishoficial) 19 março 2015
Na participação no programa, Lobão interagiu com a banda do talk show, rebatizada de André Abujamra e os Nerds, tocando bateria. Além disso, se submeteu a um pingue-pongue sobre frases polêmicas.
A entrevista de Rafinha com Lobão foi gravada na última semana e, de acordo com o Uol, deve ser o segundo bate-papo a ser exibido. A atração do programa de estreia será o cantor Luan Santana.
Confira a música:
Em entrevista exclusiva ao UOL, onde lançou o clipe “Das Tripas Coração”, Lobão não deixou de lado assuntos polêmicos, como sua relação com o movimento tropicalista. "Eu tinha aversão à coisa da antropofagia, da Semana de 22, da precariedade, da malandragem, da preguiça. Sempre fui avesso a esse tipo de coisa e a Tropicália é uma subsidiária, né? Quem sentou no colo do Alexandre Pires foi o Caetano Veloso, o brega, a micareta, todos esses subgrupos, esse sertanejo, esse pop brega. Isso vem da complacência intelectual da semana de 22", comentou. Em relação a isso, Lobão já prepara um novo livro, intitulado “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, ainda sem data de lançamento. Segundo Lobão, o conceito de “antropofagia” é uma herança maldita, que teria chegado até os dias de hoje através de movimentos como a tropicália e repercute na música brega, no sertanejo e até mesmo no rock nacional da década de 80, sintetizado pelo cantor-autor como "medíocre e derivativo".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Cláudio Villas Boas
"Iniciou esse contrato com a celebração do aditivo em 4 de junho de 25 agora, e a previsão contratual é que precisamos iniciar a construção da ponte em um ano após a assinatura desse contrato. Portanto, em junho de 26 iniciaríamos a construção. Logicamente, para isso, algumas etapas precisam ser desenvolvidas antes".
Disse o CEO do consórcio responsável pela ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas ao indicar que a data para o início da construção está marcada para junho de 2026.