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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

leonardo guimaraes

A Bahia na Rússia: Leleco se prepara para disputar título mundial dos pesos pesados do ACA
Foto: Divulgação

O baiano Leonardo Guimarães, conhecido no mundo das artes marciais como Leleco, vive um novo e importante capítulo em sua carreira no MMA. Aos 43 anos, o ex-lutador do UFC (Ultimate Fighting Championship) estreou com vitória no ACA Young Eagles, evento da principal organização de MMA da Rússia, e já se consolidou como o próximo desafiante ao cinturão mundial da categoria.

 

A conquista veio há duas semanas, durante a 59ª edição do Young Eagles, quando o soteropolitano superou Lom-Ali Mediyeva, representante de uma das maiores escolas russas de MMA, a Akhmat. Com o triunfo, Leleco não apenas chamou atenção do público local, mas também se firmou como o principal nome da organização na corrida pelo título.

 

Em conversa com o Bahia Notícias, o soteropolitano não escondeu a empolgação com a nova fase da carreira

 

“Muito feliz também com a minha performance nessa luta. Eu tava com pretensões de nocautear ou finalizar, porém eu fui tendo o domínio total da luta e quando eu vi que eu tava com os três round ganhos, então, eu meio que segurei um pouco para não finalizar nem nem nocautear, para não dar sorte e para o azar, né?”, declarou o atleta.

 

Com um cartel de 27 lutas profissionais, sendo 14 vitórias e 11 derrotas, Leleco carrega uma trajetória marcada pela superação e pela longevidade. O baiano, que teve duas passagens pelo UFC em 2016, voltou ao cenário internacional com uma performance segura e estratégica.

 

Com o triunfo, o brasileiro pulou casas no ranking e agora se prepara para o maior desafio de sua fase recente: enfrentar o campeão Evgeniy Goncharov.

 

O russo, de 39 anos, soma um cartel de 26 lutas, com 22 vitórias e apenas duas derrotas. Ele detém o título da categoria desde 17 de março de 2023, quando reconquistou o cinturão em revanche contra Mukhamad Vakhaev, e vem de duas defesas bem-sucedidas, a última em agosto de 2024.

 

A data e o local da disputa de cinturão ainda não foram divulgados pela organização, mas a expectativa é de que o duelo aconteça ainda este ano, em solo russo.

 

Leleco e Goncharov fazendo foto oficial da disputa do título | Foto: Reprodução

 

Sobre o duelo com o russo Mediyeva, o brasileiro destacou a intensidade do adversário e a importância de manter o controle emocional e físico durante o combate.

 

“No começo dessa luta com Ali (Mediyeva), que é um lutador veterano e muito duro, das maiores escolas daqui da Rússia, a Akimati, ele veio com um primeiro round fortíssimo nos primeiros segundos e aí eu consegui fazer um bloqueio e inverter totalmente a luta e eu estava trabalhando bem a parte de coração, de pulmão, respirando bem, tendo consciência do tempo e da da precisão dos golpes”, analisou.

 

O domínio técnico e o preparo físico fizeram a diferença, levando o baiano à vitória por decisão unânime e à oportunidade de disputar o cinturão mundial.

 

“Isso fez toda a diferença pra gente sair com a vitória e, de imediato, ser chamado para disputa do cinturão que, logo em breve, a gente vai estar na Bahia e celebrando juntos em nome de Jesus Cristo”, destacou o lutador.

 

A vitória, segundo ele, representa um novo marco em sua trajetória e um símbolo de resistência e fé.

 

“A vitória é muito importante também para a minha carreira, porque nos coloca mais uma vez em posições preciosíssimas, de estar disputando o título mundial e poder representar a Bahia no maior palco do mundo, que é o ACA, que é um dos maiores eventos do mundo compatíveis e comparados com o UFC”, afirmou.

 

Fiel à sua crença e motivado por seguir competindo em alto nível, Leleco agradeceu pela oportunidade e pela saúde de seguir no esporte após mais de duas décadas de carreira.

 

“Então, eu só tenho a agradecer mais uma vez a Deus por permitir saúde e estar fazendo por onde tudo aconteça e me permitindo estar em alto nível para competições nos maiores palcos, nos maiores eventos”, enfatizou.

 

Radicado na Rússia há cerca de um ano, Leleco contou que o período de adaptação ao país foi um dos principais desafios de sua trajetória recente. A rotina intensa de treinos e o fuso horário distante da família no Brasil exigiram ajustes e disciplina.

 

"Sobre a questão da adaptação, já tem um ano que eu estou aqui direto, treinando e me adaptando ao fuso horário. Eu às vezes tento falar com a família no Brasil, mas tem horários que é sem condições”, relatou.

 

Além das diferenças de tempo e distância, o clima rigoroso e a barreira linguística também foram obstáculos enfrentados pelo baiano. Ainda assim, o atleta destaca que a convivência com a equipe russa tem sido positiva e fundamental para sua evolução técnica.

 

“A cultura aqui é diferente, o clima é diferente, começou a esfriar agora e a tendência é a temperatura ficar negativa. Daqui a pouco começa a nevar também. Meu coach aqui é russo, a equipe que eu treino aqui também é toda russa, então ele se adapta também a mim, de certa forma, mas eu que estou no cenário e na cultura deles, então eu tenho que entender o idioma e algumas falas, ao menos o básico, porque a língua é bastante puxada para você ter uma conversação. Quando não dá, a gente chama no inglês e alguns deles falam inglês e aí fica mais fácil de comunicação”, contou.

 

Com a confiança renovada e o título mundial em vista, Leonardo “Leleco” Guimarães se prepara para mais um desafio histórico e promete levar o cinturão do ACA para a Bahia.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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