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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

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Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

lalesca moreira

Advogada Lalesca Moreira relata desafios e resistência no exercício da profissão
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícas

A presença de símbolos religiosos de matriz africana, como vestes brancas, colares sagrados e cabeça coberta, ainda são alvos de preconceito em muitos espaços sociais, inclusive no campo jurídico. É o que relata a advogada criminalista Lalesca Moreira, baiana, pós-graduada em Direito Penal e Processo Penal, que carrega na sua atuação profissional a força da ancestralidade e da fé no Candomblé.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Lalesca contou como sua identidade religiosa impacta sua rotina pessoal e profissional, especialmente após sua iniciação no culto de matriz africana. “Eu já mostrava minha rotina como advogada criminalista. Quando fui iniciada, continuei mostrando, mas os olhares já não eram os mesmos”, relata.

 

Vestir branco, cobrir a cabeça e evitar determinados ambientes faz parte das restrições de seu resguardo religioso, um período de um ano após o rito de iniciação. Ainda assim, ela jamais pensou em abrir mão de sua fé para evitar conflitos ou críticas. “A minha fé é algo inegociável. Jamais deixaria de trabalhar por estar no período de resguardo ou deixaria de cumprir o resguardo por conta do trabalho.”

 

Clique aqui e leia a entrevista completa.

Advogada rebate racismo religioso por visual adotado em audiências
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A advogada Lalesca Moreira passou pela iniciação religiosa no candomblé em julho de 2024 e, desde então, este branco todos os dias e usa um ojá, turbante feito com tecido branco para cobrir sua cabeça, inclusive em compromissos profissionais, como audiências e visitas a delegacias.

 

Os trajes religiosos da advogada foram alvo de críticas nas redes sociais. Ela compartilha informações sobre direito criminal, área de atuação. 

 

De acordo com a Marie Clarie, Lalesca foi comparada a uma “baiana do acarajé” e teve seu ojá chamado de “lençol na cabeça”. Muitas pessoas perguntaram porque ela estava vestida daquele jeito e algumas chegaram a dizer que ela estava fantasiada.

 

 

 

No começo ela respondia normalmente e explicava que estava em um período de resguardo religioso, mas logo começou a perceber que alguns desses comentários tinham um tom maldoso e, por esse motivo, decidiu rebater estes comentários por sugestão de seu sócio.

 

Além das roupas brancas e do ojá, Lalesca usa diariamente outros itens religiosos, como a umbigueira, o contra-egum e o fio de contas. 

 

A advogada contou que já enfrentou situações de racismo religioso fora das redes sociais também. Ela lembra um dia que foi a uma delegacia de homicídios atender um cliente. Chegando lá, ela e o sócio se apresentaram como advogados e aguardaram a liberação, mas quando o investigador disse que os advogados poderiam entrar, foi barrada. Mesmo já tendo comprovado que era advogada, enquanto seu sócio não foi parado.

 

De acordo com Lalesca, antes de sua iniciação, quando não usava branco e nem adereços religiosos no dia a dia, sofria preconceito por ser uma mulher negra e jovem atuando no direito criminal, porém este preconceito era mais velado.

 

Aos que questionam nas redes sociais se as vestimentas são permitidas em audiências, a advogada explica que OAB da Bahia diz apenas que, quando em audiência, advogados poderão falar na tribuna usando “traje civil completo” e as vestes talares, ou seja, a beca preta própria para audiências.

 

Em abril de 2024, o Supremo Tribunal Federal decidiu que é constitucional o uso de vestuário religioso em fotos de documentos oficiais, desde que não impeça a identificação individual.

 

Também no ano passado, a Comissão de Educação e Cultura do Senado analisou um projeto de lei que propõe incluir no Estatuto da Advocacia e no Código de Processo Civil normas específicas que deixem claro que advogados adeptos de religiões de matriz africana, afro-ameríndia ou judaica possam exercer suas funções usando trajes religiosos.

 

A proposta surgiu depois que o advogado Gustavo Coutinho foi impedido de fazer uma sustentação oral no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), em Brasília, por usar trajes típicos do candomblé.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano adotou uma estratégia nova contra a oposição e soltou os cachorros - literalmente. E olha que o cão estava mais animado do que muita gente no apoio do seu candidato. Uns estão meio tímidos, outros distribuindo bola nas costas... Até o Cacique conseguiu prejudicar o próprio Cacique. Já outros estão muito agressivos. Será que Mula pega raiva? Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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