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julio roberto siqueira cardoso
Nesta quinta-feira (24), durante a deflagração da Operação Ultima Ratio, a Polícia Federal (PF) apreendeu na casa do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MS), Júlio Roberto Siqueira Cardoso, R$ 2,7 milhões em espécie.
O magistrado se aposentou em junho e foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da força-tarefa que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no TJ-MS. Cinco desembargadores foram afastados por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), dentre eles o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sérgio Fernandes Martins.
Conforme informações do O Globo, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão de Júlio Roberto, mas o STJ não acatou o pedido. Porém, a Justiça autorizou a quebra de sigilo fiscal do desembargador.
A PF aponta para a suspeita de que Júlio Roberto foi “corrompido para favorecer indevidamente" uma advogada esposa de outro juiz "na obtenção indevida de mais de R$ 5 milhões".
As investigações constataram que o desembargador revogou “sem qualquer fundamentação concreta”, uma decisão dele mesmo que impedia o prosseguimento de uma ação de execução. Sendo assim, ele permitiu o seguimento da execução “mesmo ciente das alegações de falsificação dos títulos executivos”.
O relatório da PF, encaminhado ao STJ, ressaltou também as transações imobiliárias de “grande monta” realizadas por Júlio Roberto, utilizando recursos de origem não rastreável, ou seja, que “não transitaram em contas bancárias de titularidade do investigado”.
As investigações ainda indicam para a suspeita de uma relação próxima entre o desembargador e o filho do desembargador Sideni Pimentel, investigado e afastado por decisão do STJ.
No entendimento da Polícia Federal, a demonstração de proximidade somada aos indícios de venda de decisão judicial por Júlio Roberto são fortes elementos no sentido de que o advogado filho de Pimentel fosse o intermediador na venda de decisões judiciais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.