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Projeto MURAL homenageia Juarez Paraíso com painel monumental na região das Sete Portas, em Salvador
O artista plástico baiano Juarez Paraíso, que completou 92 anos em setembro, está sendo homenageado pelo Projeto MURAL – Movimento Urbano de Arte Livre, que celebra uma década de atuação em Salvador. A iniciativa reproduz a obra “Brasilidades” em grande escala na empena do Edifício Jovilo, localizado na Avenida José Joaquim Seabra, na região das Sete Portas.
A intervenção está sendo realizada pelos muralistas Nila Carneiro, Bado, Luan H e Rubens Chagas, conhecido como Suck, responsáveis por adaptar a composição original à fachada do prédio. Juarez acompanha a execução do trabalho, que aproxima sua trajetória artística de uma nova geração de artistas e amplia a presença da arte urbana na capital baiana.
A escolha da obra “Brasilidades” destaca elementos característicos da produção do artista, como cores vibrantes, formas orgânicas, referências florais e grafismos ornamentais. Na nova escala, a composição passa a integrar a paisagem cotidiana das Sete Portas, região marcada pelo comércio popular e pela intensa circulação de pessoas.
A homenagem também reconhece a contribuição de Juarez Paraíso para as artes visuais da Bahia. Nascido em 3 de setembro de 1934, o artista reúne mais de sete décadas de atuação como pintor, escultor, gravador, desenhista, fotógrafo, muralista, professor e crítico de arte. Formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também lecionou e exerceu a função de diretor, ele teve participação importante na renovação das artes visuais no estado.
Entre seus trabalhos de destaque está “Flor de Pedras”, criado em 1998 para o Museu Geológico da Bahia, no Corredor da Vitória, e restaurado em 2023. Sua produção também inclui intervenções no Centro Administrativo da Bahia e trabalhos que exploram a relação entre arte, arquitetura e espaço urbano.
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Em 2018, Juarez foi eleito para a Academia de Letras da Bahia, onde tomou posse em maio de 2019. Em janeiro de 2025, a instituição inaugurou uma galeria de artes visuais em sua homenagem.
A intervenção nas Sete Portas integra a quarta edição do Projeto MURAL, idealizado pela jornalista e produtora cultural Vanessa Vieira e realizado pela Trevo Produções, em parceria com a Fundação Gregório de Mattos (FGM), a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e a Prefeitura de Salvador, por meio do Programa Viva Cultura, na modalidade Doação.
Criado em 2016, o projeto já realizou mais de 65 intervenções artísticas, incluindo 26 megamurais, e reuniu mais de 50 artistas. A homenagem a Juarez Paraíso reforça a proposta de transformar fachadas e empenas da cidade em espaços de arte pública e valorizar nomes que contribuíram para a história cultural da Bahia.
O mural “Brasilidades” segue em execução e tem previsão de entrega em breve.
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A mostra “Pluralidade em Ressonâncias” entra em cartaz em Salvador, reunindo mais de 30 artistas de diferentes gerações das artes visuais baianas. Com nomes como Bel Borba e Juarez Paraíso, a exposição é organizada pela Associação Baiana dos Artistas Plásticos e Visuais e propõe um diálogo entre trajetórias consolidadas e novos talentos da cena local.
A mostra fica aberta ao público entre os dias 17 de abril e 16 de maio, na Galeria do Barro Vermelho Atelier.
O projeto parte da ideia de que nenhuma obra existe de forma isolada. Em vez disso, as produções dialogam entre si, reverberando experiências, memórias, territórios e tensões contemporâneas. A exposição reúne pinturas e esculturas que evidenciam a diversidade de linguagens e estilos presentes na arte produzida na Bahia.
Além de Borba e Paraíso, participam os artistas Maria Adair, Celso Cunha Neto, Bauer Sá, Leonel Brayner, Ordep Serra, Márcia Magno, Dulce Cardoso, Bruno Pamponet, Tati Sampaio, Igor Santos, Jair Gabriel, Guache Marques, Gabriela Cruz, Rafael Dantas, Adriano Bastos, Cecilia Menèzes, Rosângela Lima, Rebouças, Carmen Freaza, Clarissa Mustafá, João Bosco, Leonardo Celuque, Helena Maria Cruz, Zóog, Kleyson Otun Elebogy, André Araújo, Tadeu Bahia, Luiz Humberto Carvalho, Silvia Lopes, Maria Nazaré Santos, Célia Mallett, Sônia Amorim e Tereza Mazzoli.
Segundo a curadora Tati Sampaio, a proposta da mostra é valorizar as diferenças. “A exposição não busca uniformidade. Ao contrário, assume a divergência como força estruturante. Cada obra carrega sua própria vibração, resultado de percursos singulares e pesquisas íntimas. Ao compartilharem o mesmo espaço, essas produções passam a reverberar umas nas outras”, explicou.
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Um dos grandes artistas plásticos baianos, com obras espalhadas em diversas áreas de Salvador pode ter seu trabalho ainda mais reconhecido. A Prefeitura de Salvador, através da Fundação de Gregório de Matos (FGM), abriu os estudos para o processo de tombamento das obras de Juarez Paraíso.
Desde o dia 10 de julho, no regime de tombamento provisório até a conclusão dos estudos necessários e a emissão de parecer pelo Conselho Consultivo do Patrimônio, a FGM informou que se tratam de obras que representam as diferentes fases e técnicas utilizadas pelo artista. Esses trabalhos estão instalados em prédios públicos e privados, além de obras ao ar livre, espalhadas em diferentes bairros de Salvador.
A obra denominada “Gestação”, é uma das mais conhecidas do artista. Ela foi feita em fibra de vidro, e pode ser vista na entrada do Parque de Exposições Agropecuária, em Salvador. “Invertebrado”, outra obra conhecida, foi feita de massa de cimento e barro e vidrotil, e fica no Parque de Pituaçu.

“Gestação”, é uma das mais conhecidas do artista. Foto: Arquivo pessoal
Nascido em Arapiranga, município de Minas de Rio de Contas, Juarez Paraíso iniciou sua carreira artística na década de 1950. Sua arte foi marcada por grande importância tanto na criação de obras murais em espaços públicos e privados, assim como experimentações em diversas técnicas e no desenvolvimento de pesquisas artísticas.
Conforme consta no site da Faculdade de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ele se destacou como membro da segunda geração modernista da Bahia, tendo realizado sua primeira exposição individual em 1960, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia. Participou de inúmeras exposições e teve destacada atuação no ensino superior na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Nos anos 1960 foi autor de relevante produção de arte abstrata em desenho e gravura e em obras murais figurativas e abstratas e continua em atividade nos dias de hoje.
PEDIDO ATENDIDO
A abertura do processo de tombamento atende a um pedido de intelectuais, amigos e admiradores que realizaram uma campanha neste intuito. Para tanto, desde abril do ano passado o grupo está recolhendo assinaturas no site www.change.org/p/tombar-as-obras-do-artista-plástico-juarez-paraiso.
O coletivo conta com pessoas como o restaurador José Dirson Argolo, que faz parte do Grupo de Trabalho pelo tombamento, junto com a artista Márcia Magno, ex-diretora da Escola de Belas Artes e esposa de Juarez; os restauradores Waldemar Silvestre e Angelica Borges; a gestora cultural Angela Andrade; e o publicitário João Silva, também responsável pela comunicação e criação da marca do projeto.
O artista plástico e professor Juarez Paraíso tomou posse da cadeira número 39 da Academia de Letras da Bahia nesta quinta-feira (30). A secretária Arany Santana participou da cerimônia, representando o governador Rui Costa.
Natural do distrito de Arapiranga, município de Rio de Contas, região da Chapada Diamantina, Juarez faz parte da chamada segunda geração de artistas modernos da Bahia, juntamente com Sante Scaldaferri, Jenner Augusto, Calasans Neto, Betty King e outros. O artista se destacou a partir da década de 1960 por sua abordagem não figurativa na produção de desenhos abstratos.
Assumindo a cadeira 39, Paraíso substitui o lugar do escritor e professor Edivaldo Machado Boaventura que faleceu em agosto de 2018. Em suas obras, Juarez apresenta características de dinamismo, organicidade e sensualidade, com destaque na utilização da linha como elemento básico das composições, bem como nas experimentações em diversas técnicas e no desenvolvimento de pesquisas artísticas.
O artista plástico e professor Juarez Paraíso foi eleito, nesta segunda-feira (10), para a cadeira número 39 da Academia de Letras da Bahia, que teve como último titular o escritor e professor Edivaldo Boaventura, falecido em agosto.
Essa é a primeira vez que a centenária Academia de Letras da Bahia recebe entre seus acadêmicos um artista plástico.
Juarez Paraíso começou sua carreira artística na década de 1950, e ganhou duas premiações no 2º Salão Universitário Baiano de Belas Artes, realizado em 1952, em Salvador. Depois, o artista se destacou como membro da segunda geração modernista da Bahia, tendo realizado sua primeira exposição individual em 1960, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
O novo acadêmico tomará posse em solenidade cuja data será anunciada pela presidente da ALB, Evelina Hoisel.
Juarez Paraíso ingressou na Escola de Belas Artes da Ufba, em Salvador, em 1950, onde seis anos mais tarde passou a lecionar didática especial de desenho e desenho de modelo vivo. Atuou como crítico de artes plásticas no jornal Diário de Notícias. Entre 1966 e 1968, projeta e realiza as duas bienais da Bahia. A partir de 1975, dedica-se a experiências com fotografia, desenho, tapeçaria e murais. Em 1984, executa o painel da Biblioteca Central da Ufba. Além deste, ele assina o painel do Hospital Geral Roberto Santos.
Depois das apresentações, a comemoração continuará na casa em que ele viveu com a ex-mulher, a baiana Gessy Gesse, idealizadora do projeto ao lado da produtora Luzia Moraes. Lá, será montado o Boteco de Vinicius, com as bebidas e comidinhas prediletas do Poetinha. No cardápio, ensopadinho de camarão, picadinho de carne e bebidas para fazer jus à vida boêmia que Vinicius levava. Na ocasião, Gessy Gesse lançará o seu livro "Minha Vida Com o Poeta".
No início do mês, a prefeitura anunciou a restauração do "Monumento a Vinicius de Moraes", criada em bronze pelo artista plástico baiano Juarez Paraíso. A reforma se deu tanto pela celebração dos dez anos da escultura quanto pelo centenário do homenageado. A estátua do Poetinha tem estilo figurativo, em tamanho natural, além de placas que reproduzem poesias e letras de suas canções mais famosas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.