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jose marcos moura
O empresário José Marcos Moura voltou a ser alvo da Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores, a PF cumpriu nesta quinta-feira (17) novos mandados na residência do empresário, no Trapiche Adelaide, no bairro do Comércio, em Salvador.
A ação da PF desta quinta ocorre em meio a 10ª fase da Operação Overclean. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão. No ato desta quinta, a corporação apura suspeita de atuação de organização criminosa em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (MG) entre 2024 e 2025.
A investigação busca esclarecer possível direcionamento de licitações para fornecimento de serviços e materiais didáticos. No âmbito da operação, agentes federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão em seis estados. Além da Bahia, as ações ocorrem em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.
Na Bahia, mandados judiciais estão sendo executados como parte da fase ostensiva da investigação, que se estende por diferentes regiões do país em razão da abrangência do esquema apurado.
Segundo a PF, ao menos três dos procedimentos analisados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também são alvo da apuração. Ainda de acordo com a corporação, os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de fraude à administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Policia Federal apontou em abril do ano passado que o empresário movimentou R$ 80,2 milhões em transações suspeitas. Segundo informação enviada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) à PF, entre as transações suspeitas está um repasse de R$ 435 mil para uma pessoa com foro por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado. A origem da transação nesse caso é a MM Limpeza, empresa de Moura.
Ele também já foi alvo de buscas outras vezes. Em outras ocasiões, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou sua prisão preventiva, mas o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nunes Marques, negou o pedido.
De acordo com a PF, novos documentos indicam suspeitas de obstrução de Justiça, o que motivou as diligências realizadas nesta fase da investigação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.