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jose carlos araujo
O deputado José Carlos Araújo (BA) afirmou ao STF que sua filiação ao Democracia Cristã é irregular e foi feita à sua revelia, o que pode impactar uma ação do partido para suspender uma mudança da Lei das Eleições: a regra que modificou o marco de aferição da idade mínima para que um candidato assuma o mandato.
Na manifestação à Corte, o parlamentar alega que a filiação não se concretizou, uma vez que não assinou qualquer ficha ou termo. Ele questiona ainda a certidão apresentada pela legenda, que indica que teria se filiado em 7 de julho, data em que, diz, ainda estava regularmente filiado a outra agremiação, o PDT.
Interlocutores do DC, por outro lado, afirmam que a sigla recebeu toda a documentação do deputado e que ele próprio teria comunicado à Câmara a migração. Integrantes do partido avaliam que o movimento do parlamentar se deu após pressões de Hugo Motta e Arthur Lira.
Isso importa porque com a filiação de José Carlos o partido passou a ter representante no Congresso, requisito básico para que o DC possa ingressar com a ação no STF. Na legenda, confia-se que o processo não será impactado caso o deputado deixe a sigla, uma vez que ele estava filiado no momento em que foi protocolada a petição.
O deputado, que assumiu o mandato temporariamente durante licença do deputado Léo Prates (Republicanos-BA), recuou da filiação após tomar ciência de que o partido havia acionado o STF para barrar uma regra que beneficia Álvaro Lira, filho de Arthur Lira, que completa 21 anos em março de 2027.
Com a previsão da “posse presumida”, pela qual o candidato deve alcançar a idade mínima num prazo de 90 dias contados a partir da eleição da Mesa Diretora, o herdeiro do ex-presidente da Câmara poderia concorrer a deputado federal.
Acontece que José Carlos mantém uma relação amistosa com o ex-presidente da Câmara e entende que foi usado pela legenda numa briga política entre o grupo de João Caldas, presidente do partido, e o de Lira, que se distanciaram em Alagoas.
Devido a isso, o deputado pediu que o STF desconsidere a certidão juntada aos autos e quer que a Corte notifique o DC para apresentar documentos que comprovem “a vontade inequívoca e a anuência expressa” para a filiação.
O ex-deputado federal José Carlos Araújo (PDT) assumiu temporariamente a cadeira do deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA) na Câmara dos Deputados. O afastamento faz parte de uma licença anunciada pelo parlamentar baiano ainda em março, com o objetivo de percorrer diferentes regiões da Bahia e intensificar sua pré-campanha à reeleição.
Antes da licença, Léo dedicou cerca de 60 dias à relatoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com o fim da escala 6x1.
O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, em dois turnos, por ampla maioria, e seguiu para análise do Senado. A proposta, que unificou textos apresentados pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP), estabelece uma transição para a nova carga horária sem redução salarial.
No Senado, porém, a PEC completa um mês sem avanços na tramitação e ainda aguarda despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é que a matéria seja debatida em sessão temática nesta semana.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, caso o Senado aprove alterações no texto e a proposta retorne à Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá reconduzir o baiano à relatoria do projeto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.