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joel ilan paciornik
O caso envolvendo Bruno Henrique, do Flamengo, e a suspeita de benefício a apostadores em uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023 avançou na Justiça Comum. O recurso apresentado pela defesa do atacante contra a acusação de estelionato chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e terá como relator o ministro Joel Ilan Paciornik. A informação foi publicada inicialmente pelo UOL nesta terça-feira (15).
A defesa sustenta que Bruno Henrique não poderia responder pelo crime de estelionato porque as casas de apostas envolvidas não teriam apresentado uma representação formal válida contra o jogador.
Em primeira instância, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) recebeu a denúncia por fraude em competição esportiva, mas rejeitou inicialmente a acusação de estelionato. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recorreu e conseguiu reverter a decisão na segunda instância.
O entendimento do tribunal foi de que os alertas e informações encaminhados pelas empresas de apostas às autoridades seriam suficientes para demonstrar interesse na responsabilização. A defesa contestou essa interpretação e levou a discussão ao STJ.
Enquanto o recurso não é analisado por Paciornik, a ação penal no TJDFT está suspensa.
CASO COMEÇOU EM FLAMENGO X SANTOS
A investigação envolve o cartão recebido por Bruno Henrique na derrota do Flamengo por 2 a 1 para o Santos, em novembro de 2023, no Mané Garrincha, em Brasília.
Já nos acréscimos do segundo tempo, o atacante recebeu cartão amarelo após uma disputa com Soteldo. Na sequência, reclamou com o árbitro Rafael Rodrigo Klein e acabou expulso.
Soteldo humilhando o Bruno Henrique ???? pic.twitter.com/m0JxLKOMbY
— Rodrygodepre ?? ???????? (@rodrygodepre) November 2, 2023
As autoridades passaram a investigar o episódio depois de empresas de apostas identificarem movimentações consideradas atípicas no mercado referente a cartões para Bruno Henrique. Segundo a acusação, pessoas próximas ao jogador teriam realizado apostas prevendo a advertência.
A investigação resultou em operação de busca e apreensão, e o celular do atacante esteve entre os materiais analisados. Mensagens trocadas entre Bruno Henrique e o irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, passaram a integrar a apuração.
Além do atacante, o processo envolve Wander, Ludymilla Araújo Lima, Poliana Ester Nunes Cardoso, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Rafaela Cristina Elias Bassan e Max Evangelista Amorim.
JUSTIÇA DESPORTIVA JÁ JULGOU O CASO
Na esfera esportiva, Bruno Henrique foi inicialmente condenado, em setembro de 2025, a 12 partidas de suspensão e multa de R$ 60 mil pelo STJD.
O cenário mudou no julgamento do recurso pelo Pleno do tribunal, em novembro. Por maioria, os auditores reformaram a decisão e entenderam que a conduta deveria ser enquadrada como compartilhamento de informação sensível e descumprimento de regulamento, retirando a suspensão e aplicando somente uma multa de R$ 100 mil.
A decisão na Justiça Desportiva não encerra o processo criminal, que tramita de forma independente.
DEFESA JÁ RECORREU AO STJ EM OUTRA FRENTE
Não é a primeira vez que o caso chega ao Superior Tribunal de Justiça.
Em 2025, a defesa de Bruno Henrique tentou retirar o processo da Justiça do Distrito Federal sob o argumento de que a competência seria da Justiça Federal. O ministro Joel Ilan Paciornik rejeitou o pedido, e a ação permaneceu no TJDFT.
Agora, o novo recurso trata especificamente da validade da acusação de estelionato.
Além desse crime, Bruno Henrique responde por suposta fraude em competição esportiva. Pela Lei Geral do Esporte, a pena prevista para fraude em competição é de dois a seis anos de reclusão, além de multa, em caso de condenação.
Até o momento, não há condenação criminal definitiva contra o jogador no caso.
O advogado Mauro Paciornik, filho do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é alvo de uma ação na 5ª Vara Cível de Brasília que cobra mais de R$ 60 mil referentes a um imóvel de luxo às margens do Lago Paranoá. Segundo os autos, o apartamento foi alugado por Mauro em abril de 2025, pelo valor mensal de R$ 6,5 mil. O pagamento teria sido feito somente até agosto daquele ano.
Segundo informações do Metrópoles, a cobrança também envolve quatro meses de aluguel e condomínio em atraso, além de reparos no imóvel. Os proprietários afirmam que o apartamento foi devolvido com móveis e eletrodomésticos danificados. Entre os itens citados estão o ofurô, que teria ficado com problemas nos jatos de massagem e na estrutura, além da porta do quarto, sofá e televisão.
O processo aponta ainda que Mauro deixou o imóvel após uma medida protetiva determinada pela Justiça em decorrência de uma agressão contra uma mulher dentro do apartamento. Na ocasião, ela permaneceu no local mesmo com a energia elétrica cortada por falta de pagamento.
A mulher relatou à polícia que trabalhava como acompanhante e afirmou que Mauro teria pedido que ela abandonasse a atividade. Já o advogado declarou que o relacionamento era conturbado justamente por esse motivo e disse ter repassado mais de R$ 100 mil a ela. Sobre a ação de cobrança, Mauro questionou parte dos valores. Ele afirmou que deixou o imóvel de maneira “involuntária em razão de determinação Judicial” e contestou, entre outros pontos, uma multa relacionada à sublocação.
Em nota, a defesa do advogado, formada por Pedro Ivo Velloso e João Paulo Ferraz, afirmou que o episódio de agressão foi arquivado a pedido do Ministério Público (MP-DF), que não teria identificado crime. Os advogados também disseram que as medidas protetivas foram revogadas pela Justiça, com anuência das partes, em decisão transitada em julgado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.