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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

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Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

joel feldman

Master repassou R$ 28 milhões a secretário de Mata de São João após ser autorizado a operar cartão consignado
Foto: Reprodução / Redes sociais

O Banco Master teria emprestado R$28 milhões a empresas de um ex-secretário de Mata de São João, após o município, na Região Metropolitana de Salvador, credenciar o banco de Daniel Vorcaro para operar um cartão de crédito exclusivo para servidores municipais, com desconto na folha de pagamentos.

 

Segundo informações do jornal Metrópoles, Joel Feldman, que atuava como secretário municipal de Desenvolvimento, foi um dos responsáveis pela negociação com o banco, em parceria com Augusto Lima. Na negociação com o banco do Credcesta, Feldman ficou com a rede de supermercados Cesta do Povo, que era o objeto do leilão promovido pelo governo da Bahia, e Lima com o produto bancário. 

 

Um dos empréstimos, de R$19 milhões, foi formalizado 27 dias após a assinatura do termo de credenciamento. A reportagem, Feldman disse que os empréstimos foram dentro de padrões do mercado, para financiar a aquisição de nove lojas no estado e, depois, para rolar a dívida. “Não há qualquer relação entre as operações feitas com a varejista e minha atuação como secretário em Mata de São João”, alegou.

 

Sobre a relação com Lima, ele nega. “Eu era presidente da associação de supermercados. Nós não nos conhecíamos, ele não entendia nada de varejo, tinha um interesse no Credicesta, eu já tinha supermercados”, explicou.

 

No papel, quem arrematou em 2018 o Cesta do Povo, uma rede estatal de supermercados então com 49 lojas, foi a NGV Empreendimentos e Participações, empresa de prateleira fundada um ano antes com capital social de R$ 500, elevado para R$ 1 milhão pouco antes do leilão.

 

A NGV tinha dois sócios formais. Um deles, o espanhol Ignacio Morales, anunciado como o sócio capitalista do negócio. O outro era Joel Feldman, então presidente da Associação Bahiana de Supermercados (Abase) e dono de uma pequena rede com lojas no litoral baiano e na região do Recôncavo. Na época, Feldman era secretário de Mata de São João.

 

Após dois leilões terminarem sem interessados, a gestão do então governador Rui Costa (PT), a partir do secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner (PT), realizou alterações para o terceiro leilão: baixou o preço mínimo de R$ 80 milhões para R$ 15 milhões e deixou todo o passivo, estimado entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões, com o estado.

 

A 16 dias do certame, publicou decreto autorizando o arrematante a “modificar, ampliar, aperfeiçoar ou, por quaisquer mecanismos viáveis e juridicamente legítimos, diversificar as funcionalidades do cartão”.

 

Tão logo venceu o leilão como único concorrente, a NGV firmou contrato para ceder os direitos de Credicesta para uma empresa chamada PKL, que por sua vez foi comprada pelo Banco Máxima, que depois viraria Banco Master. Já a gestão Rui Costa baixou decreto a fim de conceder exclusividade à NGV para oferecer o cartão ao funcionalismo do estado, nos três poderes, por 15 anos, sem concorrentes, limite de até 45% de comprometimento de renda e juros abusivos.

 

MATA DE SÃO JOÃO
Joel Feldman, voltou ao cargo de secretário municipal  em janeiro de 2021, nomeado pelo prefeito João Gualberto (PSDB). Ainda na segunda semana de gestão, Feldman anunciou a criação do “Cartão do Servidor”, a ser operado pelo Banco Máxima. 

 

A ação cria um cartão de crédito e de empréstimo consignados, que só poderia ser utilizado nos estabelecimentos comerciais do município, com permissão para comprometer 30% da renda dos aposentados e servidores.

 

A operação, porém, só foi autorizada pela Câmara Municipal em março. A legislação foi promulgada em 31 de março e, cinco dias depois, foi publicado decreto para credenciar instituições bancárias.

 

Em 13 de agosto, o Master foi formalmente credenciado. Em 10 de setembro, o banco emprestou R$19 milhões, redondos, para a Quality Supermercados, que tem Joel Feldman como sócio-administrador. A transação foi listada pelo liquidante do Master em documento anexado a um processo judicial.

 

Outro empréstimo, de R$ 9,6 milhões, foi concedido em 25 de novembro de 2022 a outra empresa de Feldman, a Kasim Empreendimentos, que havia sido criada pouco antes, em julho. Em setembro, um decreto do prefeito João Gualberto havia ampliado de 72 para 120 meses o número máximo de parcelas que poderiam ser cobradas dos servidores de Mata de São João.

 

Como o serviço funciona como cartão de crédito, com pagamento mínimo da fatura em folha e juros sobre o saldo devedor, quanto mais longo fosse o contrato, também por mais tempo o Master conseguiria fazer seus descontos contínuos e abusivos na folha de um servidor, até um limite de 10 anos – antes eram seis. “Eu desconheço esse decreto, ele não tem qualquer relação com o empréstimo concedido à minha empresa”, rebate Feldman.

 

Vasconcelos renunciou ao cargo em 2023, depois de dois anos de mandato, em benefício do vice, Bira da Barraca (União), que se reelegeu em 2024. No fim do ano passado, após a liquidação do Master, a prefeitura resolveu descredenciar o banco. Entre os motivos alegados, está uma determinação para que o Master instalasse  representante bancário na cidade, para resolver queixas dos servidores, que não conseguiam quitar a dívida. A agência foi criada e passou a servir como ponto de venda de mais crédito consignado.

 

A Cesta do Povo continua operada por Feldman, que, desde 2022, passou a ter um veículo de Augusto Lima como financiador. A rede tem, atualmente, 35 lojas, sendo 24 próprias e 11 operadas por terceiros.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Eduardo Girão

Eduardo Girão
Foto: Antena 1 Salvador

“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada". 

 

Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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