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ivan euler
O secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal de Salvador, Ivan Euler, comentou nesta segunda-feira (16), durante o Carnaval de Salvador, ações relacionadas ao monitoramento ambiental nos circuitos da festa e às iniciativas voltadas aos catadores de materiais recicláveis. A declaração foi dada em entrevista ao Bahia Notícias.
?? Monitoramento da prefeitura aponta qualidade do ar melhor no circuito do Campo Grande
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 17, 2026
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Questionado sobre o impacto das altas temperaturas e a possibilidade de medidas como urbanização tática e arborização móvel para mitigação do calor nos circuitos, o secretário afirmou que a gestão acompanha indicadores ambientais durante o período festivo.
“Na verdade, a gente está acompanhando, o monitoramento da qualidade do ar também envolve calor, envolve outros índices. O ano passado e esse ano graças a Deus, o monitoramento da qualidade do ar e os índices, a qualidade do ar está boa, deu todos os parâmetros dentro do parâmetro da normalidade. E também a temperatura não deu tão elevada como anos anteriores”, disse.
Ivan Euler destacou ainda dados comparativos obtidos a partir do monitoramento realizado desde o ano passado. “O ano passado foi o primeiro ano que a gente monitorou isso. E foi surpresa que o Campo Grande deu a qualidade do ar melhor do que o da Barra. Eu imaginei que a Barra, por ser aberta, tivesse a qualidade do ar melhor. E não foi isso que aconteceu ano passado. Esse ano está monitorando pela segunda vez e está se repetindo. Essa diferença, uma das coisas que os técnicos estão analisando, os especialistas, é que realmente as árvores do Campo Grande melhoram a qualidade do ar, melhoram a temperatura. E a Barra tem realmente um pouco menor qualidade do ar, tem alguns particulados, alguns índices, e a temperatura também da Barra é maior do que a do Campo Grande, apesar de estar mais alta”, afirmou.
Ao tratar das ações voltadas aos catadores de materiais recicláveis durante o Carnaval, o secretário apresentou números relacionados à coleta seletiva e ao repasse de recursos.
“Está avançando a cada ano. Os números são muito bons da coleta seletiva. Até com o dado de ontem, com quatro dias de folia, a gente ultrapassou 128 toneladas, de material reciclado. E a expectativa é passar de mais de 170. E bateu o recorde, a gente nunca conseguiu coletar tantos materiais. De novidade importante foi na quinta-feira. Na quinta-feira a gente teve um aumento de 40% do material coletado. No dia de ontem também, 20% aumento do material coletado. E isso, mais de um milhão de reais já estão na mão dos catadores autônomos, catadores de rua”, declarou.
Segundo ele, o pagamento é realizado no momento da entrega dos materiais nas centrais de coleta.
“Esse recurso é dado na hora que ele leva o material para a central da prefeitura. São oito centrais espalhadas com o apoio da Ambev. A Ambev ajuda a gente nessa ação também, independente do patrocínio. Existe um dinheiro da Ambev em relação a isso. Os catadores recebem esse valor em cash na hora. E todo esse material que fica nas centrais, que são 15 cooperativas trabalhando nas centrais, é revertido para as cooperativas. Então, ano passado, a gente teve 4 milhões e meio de investido em relação aos catadores da prefeitura, esse ano eu tenho certeza que a gente passa de 5 milhões de investimento a esse público que faz um trabalho belíssimo e a gente tenta trazer dignidade para eles e cada vez mais ter mais recursos na mão deles”, completou.
O secretário de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal, Ivan Euler, declarou, nesta segunda-feira (24), não ser a favor de um abrigo para animais abandonados. A declaração foi dada durante entrevista ao Projeto Prisma, Podcast do Bahia Notícias, onde também deu uma possível política pública que sirva como resolução para a quantidade exacerbada de animais de rua.
"Existem muitos animais abandonados. A prefeitura não tem condições de criar um abrigo para todos esses animais", iniciou Ivan sobre o tema.
"Não acredito nessa política de pegar todos esses animais e levar para um abrigo", declarou ele.
Ele dissertou que os abrigos animais têm seus pontos negativos, como as "doenças" que um animal pode passar a outro, caso aconteça de juntá-los.
Segundo ele, a resolução para a abundância de animais abandonados é a castração deles.
"Pensamos como política pública pegar esses animais de rua, castrar e devolver esses animais", contou ele.
O secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal, Ivan Euler, afirma que os usos das áreas verdes em Salvador não são uma “preocupação”, já que a maioria das áreas é protegida por lei. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (24), o gestor afirmou que os leilões de algumas áreas são uma prática justificada.
“Em relação à discussão das áreas verdes, é uma política pública, que acontece não só em Salvador, acontece em várias outras capitais, que é a venda de áreas verdes. E, no caso específico de Salvador, as áreas verdes não são consideradas áreas verdes, elas não têm mais aquele papel de uma área verde, são áreas antropisadas muitas vezes, são áreas que a população acaba aproveitando para jogar entulho. Então, a prefeitura tem um custo de retirara o entulho, dar segurança naquela área verde”, explica.
Em relação a um dos casos mais polêmicos, na região da Barra, ele conta: “Algumas têm algumas vegetações, como é aquela área em frente ao [Clube] Espanhol, que tem resquício de restinga”.
“Eu acredito que boa parte daquela área vai continuar sendo área verde porque existe lei municipal e lei federal que protege aquela área. Então, eu não tenho essa preocupação que a gente vai perder áreas permeáveis, áreas verdes da cidade, as áreas continuam e uma parte delas vai ser ocupadas com algum empreendimento imobiliário.”
O secretário comenta ainda sobre o BRT, obra acusada de causar a retirada de diversas áreas verdes nas avenidas Vasco da Gama e Juracy Magalhães, Ivan afirma: “A gente traz até o histórico do BRT. Realmente tivemos muitas críticas ao BRT porque realmente foi necessário tirar algumas árvores ali na região do Hospital Aliança [na Avenida Juracy Magalhães Júnior], mas, como você falou, em média, dependendo da espécie e do porte da árvore, a gente tira uma árvore e planta dez.”
“Naquela região do BRT, a gente já tinha plantado quase 10 mil árvores. E, no ano passado, ainda com o recurso do CAF, a gente conseguiu recurso para plantar mais árvores e implantar o primeiro corredor verde da cidade de Salvador”, diz.
Ele afirma ainda que ao total já foram plantadas mais de 15 mil árvores nos trechos do BRT e, em conjunto com os ônibus elétricos e incentivo ao transporte coletivo, o mecanismo auxiliou a sustentabilidade na cidade. “A obra do BRT eu defendo, apesar de que teve que tirar algumas árvores, hoje ela é muito melhor do que antes”, disse.
Confira o trecho:
O secretário municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), Ivan Euler, afirma que o Carnaval de Salvador está ainda mais sustentável. Presente no Camarote oficial da Prefeitura de Salvador, no circuito Osmar (Campo Grande), neste domingo (02), o titular da pasta fez um balanço das ações da campanha “Carnaval Sustentável” em Salvador.
Realizado pela Prefeitura com a participação de outras entidades, como o Governo do Estado, a campanha incentiva a coleta seletiva, a colaboração com os catadores e cooperativas e o selo de camarotes sustentáveis.
“Na Secis a gente tem, já há alguns anos, em parceria com a Limpurb na questão da coleta seletiva. Então a gente tem 11 centrais espalhadas pelo circuito, onde das onze, oito são exclusivamente da prefeitura”, detalha. Com relação aos catadores, ele explica ainda o incentivo à coleta de plástico.
“Como o valor do plástico é menor do que a latina de alumínio, a gente faz a bonificação entregando R$ 50 a cada 10 quilos de plástico a mais. A gente paga R$ 1 no plástico, R$ 2 no PET e R$ 8 na latina de alumínio. Nunca pagamos esse valor, então para incentivar o plástico, além do R$ 1 do plástico, a gente paga mais R$ 50 quem trouxer 10 quilos”, diz.
O gestor conta ainda que os camarotes da capital baiana passaram a aderir mais fortemente ao selo de sustentabilidade. “O selo camarote sustentável, esse ano foi recorde. Então, 13 camarotes foram certificados com o selo de camarote sustentável. A gente fez a entrega na sexta-feira de todos os camarotes. Então, cresceu isso. Os camarotes, os empresários entenderam a importância disso. Até para conseguir nós, patrocinadores, a gente ouviu de alguns empresários, a primeira coisa que o patrocinador pergunta é o que você faz de sustentável”, afirma.
A prefeitura de Salvador tem investido em iniciativas para tornar a festa mais sustentável. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (28), o secretário municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), Ivan Euler, afirmou que uma das principais ações é o programa "Camarote Sustentável", que incentiva práticas ambientalmente responsáveis nos espaços privados do evento.
"Esse ano batemos um recorde com 13 camarotes recebendo o selo de Camarote Sustentável. O Camarote Brahma é um deles. Estamos verificando as ações para colocar o selo e garantir que essas iniciativas sejam ampliadas a cada edição", afirmou Euler.
Outras medidas incluem a coleta seletiva em parceria com cooperativas de reciclagem e a fiscalização do Parque Marinho da Barra para proteger os corais durante o período festivo. "Durante o Carnaval, ampliamos a fiscalização para que as lanchas não fiquem na área de conservação, prejudicando o ecossistema", explicou o secretário.
O Observatório do Clima, novidade deste ano, também foi implantado para monitorar as ações de sustentabilidade. "Temos dois equipamentos de monitoramento da qualidade do ar nos principais circuitos para fazer um diagnóstico e entender o impacto ambiental da festa", concluiu Euler.
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