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italo ferreira
O brasileiro Italo Ferreira voltou a levantar um troféu no Championship Tour da World Surf League (WSL). Na noite deste domingo (24), o potiguar conquistou o título da etapa da Nova Zelândia após derrotar o australiano Morgan Cibilic por 17.50 a 15.80 na grande final disputada em Raglan.
O triunfo marcou a 11ª vitória de Italo em etapas do CT e colocou o campeão olímpico pela primeira vez na liderança do ranking mundial da temporada 2026. A conquista veio em um dia movimentado no mar neozelandês. Durante a semifinal entre Italo e Yago Dora, a bateria precisou ser interrompida por cerca de quatro horas após um fotógrafo da WSL sofrer um ataque de um animal marinho. A entidade não confirmou oficialmente se o caso envolveu um tubarão ou um leão-marinho, mas retirou imediatamente atletas e equipe da água por segurança.
Na retomada da disputa, Italo mostrou por que é considerado um dos maiores especialistas em aéreos do circuito. Depois de superar Yago na semifinal, o brasileiro foi dominante na decisão, encaixando combinações de manobras aéreas que renderam notas 9.33 e 8.17 dos juízes. Antes da etapa da Nova Zelândia, seu melhor resultado em 2026 havia sido uma semifinal em Margaret River, na Austrália.
Com a vitória, o topo do ranking masculino da WSL passou a ser dominado por brasileiros. Miguel Pupo aparece em segundo lugar, enquanto Gabriel Medina caiu para a terceira posição. Yago Dora completa o top-4 da temporada.
Na chave feminina, a havaiana Carissa Moore ficou com o título ao vencer Sawyer Lindblad na final. Já a brasileira Luana Silva perdeu a liderança do ranking após ser eliminada nas oitavas de final.
Agora, o circuito mundial deixa a Oceania e segue para El Salvador. A próxima etapa será disputada em Punta Roca, entre os dias 5 e 15 de junho, antes da realização do Rio Pro, em Saquarema.
A World Surf League divulgou as baterias do Bonsoy Gold Coast Pro 2026, terceira etapa do Championship Tour. A janela de competição começa na próxima quinta-feira (30), às 18h30 (horário de Brasília), na Austrália.
O evento contará com dez brasileiros, incluindo nomes da chamada “Brazilian Storm”, que chegam após início de temporada com resultados nas primeiras etapas do circuito.
O único representante do país no Round 1 masculino será Mateus Herdy, que enfrenta o australiano Reef Heazlewood. Em caso de vitória, o brasileiro avança para encarar Griffin Colapinto na fase seguinte.
Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Gabriel Medina aguarda o vencedor entre Morgan Cibilic e Ramzi Boukhiam. Yago Dora e Ítalo Ferreira também estreiam nesta fase contra adversários vindos da primeira rodada.
Entre os confrontos definidos, destaque para o duelo entre Samuel Pupo e João Chianca. Já Miguel Pupo encara Eli Hanneman, enquanto Filipe Toledo enfrenta Cole Houshmand. Alejo Muniz terá pela frente o australiano George Pittar.
No feminino, Luana Silva inicia a participação no Round 2 e aguarda a vencedora de uma das baterias da fase inicial.
O Brasil acumula títulos na etapa de Gold Coast. Gabriel Medina venceu em 2014, Filipe Toledo conquistou o evento em 2015, e Ítalo Ferreira foi campeão em 2019.
Confira abaixo a classificação completa da WSL 2026 após as duas primeiras etapas:
Masculino
Gabriel Medina (BRA) – 13.885
George Pittar (AUS) – 13.320
Miguel Pupo (BRA) – 13.320
Yago Dora (BRA) – 12.545
Samuel Pupo (BRA) – 10.830
Griffin Colapinto (EUA) – 9.405
Ítalo Ferreira (BRA) – 9.405
Kanoa Igarashi (JAP) – 8.065
Leonardo Fioravanti (ITA) – 8.065
Crosby Colapinto (EUA) – 5.745
Barron Mamiya (HAV) – 5.745
Joel Vaughan (AUS) – 5.745
Ethan Ewing (AUS) – 5.745
Filipe Toledo (BRA) – 4.320
Rio Waida (INA) – 4.320
Jordy Smith (AFS) – 4.320
Marco Mignot (FRA) – 4.320
João Chianca (BRA) – 4.320
Tyler Wright (AUS) – 3.000
Tya Zebrowski (FRA) – 2.000
Bella Kenworthy (EUA) – 2.000
Brisa Hennessy (CRC) – 2.000
Stephanie Gilmore (AUS) – 2.000
Jake Marshall (EUA) – 4.320
Connor O’Leary (JAP) – 4.320
Jack Robinson (AUS) – 4.320
Alejo Muniz (BRA) – 4.320
Liam O’Brien (AUS) – 3.820
Kauli Vaast (FRA) – 2.000
Eli Hanneman (HAV) – 2.000
Seth Moniz (HAV) – 2.000
Cole Houshmand (EUA) – 2.000
Morgan Cibilic (AUS) – 2.000
Alan Cleland (MEX) – 2.000
Ramzi Boukhiam (MAR) – 1.500
Luke Thompson (AFS) – 1.500
Mateus Herdy (BRA) – 1.500
Callum Robson (AUS) – 1.000
Oscar Berry (AUS) – 1.000
Feminino
Gabriela Bryan (HAV) – 14.745
Lakey Peterson (EUA) – 14.745
Molly Picklum (AUS) – 12.545
Luana Silva (BRA) – 12.545
Caitlin Simmers (EUA) – 10.830
Isabella Nichols (AUS) – 8.085
Alyssa Spencer (EUA) – 7.085
Sawyer Lindblad (EUA) – 7.085
Carissa Moore (HAV) – 6.745
Caroline Marks (EUA) – 6.745
Bettylou Sakura Johnson (HAV) – 6.745
Erin Brooks (CAN) – 4.000
Sally Fitzgibbons (AUS) – 4.000
Francisca Veselko (POR) – 4.000
Vahine Fierro (FRA) – 3.000
Nadia Erostarbe (ESP) – 3.000
Anat Lelior (ISR) – 3.000
Yolanda Hopkins (POR) – 3.000
O Brasil manteve o protagonismo na etapa de Margaret River do Circuito Mundial de Surfe e garantiu forte presença nas quartas de final. Com cinco atletas classificados, o país volta ao mar nesta quinta-feira (23), às 20h (horário de Brasília), em busca de vagas nas semifinais da competição realizada na Austrália.
A chamada “Brazilian Storm” confirmou o bom momento mesmo em condições adversas, com mar irregular e ventos fortes, fatores que elevaram o nível de dificuldade das baterias. Ainda assim, os brasileiros conseguiram avançar e dominar a fase decisiva do evento.
Entre os classificados estão Gabriel Medina, Samuel Pupo, Yago Dora e Ítalo Ferreira no masculino, além de Luana Silva no feminino. O grupo avançou após bater adversários em confrontos marcados por equilíbrio e poucas oportunidades de pontuação.
Um dos destaques foi Medina, que venceu uma bateria considerada difícil contra o australiano Jack Robinson. Após o confronto, o tricampeão mundial afirmou: “Estava difícil de surfar, senti que estava tentando sobreviver, mas estou feliz com a vitória. É difícil quando o vento está assim, espero que tenhamos melhores condições para poder performar, mas estamos aqui para isso também.”
Samuel Pupo também chamou atenção ao conseguir uma virada nos minutos finais, enquanto Yago Dora e Ítalo Ferreira confirmaram o favoritismo em suas baterias. No feminino, Luana Silva avançou com consistência e segue como representante brasileira na disputa entre as mulheres.
Com os confrontos definidos, a competição aguarda melhores condições do mar para a realização das quartas de final. A próxima chamada colocará novamente os brasileiros em ação, mantendo o país como um dos principais destaques da etapa australiana do circuito mundial.
As disputas das oitavas de final da etapa de Margaret River da World Surf League foram adiadas na última sexta-feira (17) por causa das condições do mar na costa australiana. A organização confirmou nova chamada para as 6h50 no horário local (19h50 de Brasília) deste sábado (19).
O Brasil chega com forte presença na fase eliminatória masculina. Seis atletas seguem na briga por vaga nas quartas de final: Gabriel Medina, Samuel Pupo, Italo Ferreira, Yago Dora, João Chianca e Miguel Pupo.
Entre os confrontos mais aguardados da bateria masculina está o duelo brasileiro entre Italo Ferreira e João Chianca, que garante ao país ao menos um representante na próxima fase. Outro destaque é o embate de Gabriel Medina contra o australiano Jack Robinson, atual um dos nomes fortes da etapa.
ÚNICA BRASILEIRA NO FEMININO
Na chave feminina da etapa australiana, o Brasil segue representado apenas por Luana Silva. A surfista terá pela frente a australiana Sophie McCulloch em busca de vaga nas quartas de final.
A etapa de Margaret River é considerada uma das mais desafiadoras do circuito mundial por causa das condições variáveis do mar e costuma ter impacto importante na definição dos classificados para a reta decisiva da temporada.
Confrontos das oitavas – masculino
Samuel Pupo x Kanoa Igarashi
Liam O'Brien x Joel Vaughan
Crosby Colapinto x Griffin Colapinto
Gabriel Medina x Jack Robinson
Yago Dora x Connor O'Leary
George Pittar x Leonardo Fioravanti
Italo Ferreira x João Chianca
Miguel Pupo x Morgan Cibilic
Confrontos das oitavas – feminino
Gabriela Bryan x Yolanda Hopkins
Bettylou Sakura Johnson x Sawyer Lindblad
Caroline Marks x Francisca Veselko
Lakey Peterson x Erin Brooks
Molly Picklum x Sally Fitzgibbons
Sophie McCulloch x Luana Silva
Caitlin Simmers x Vahine Fierro
Isabella Nichols x Carissa Moore
O Brasil foi destaque no circuito da World Surf League (WSL) e emplacou uma rodada dominante em Margaret River, na Austrália, na madrugada desta quinta-feira (16). Ao fim das disputas, cinco surfistas garantiram vaga nas oitavas de final, mantendo a chamada Brazilian Storm como protagonista da etapa.
O principal nome do dia foi Gabriel Medina. Sem sofrer pressão, o tricampeão mundial controlou a bateria contra Alan Cleland e construiu a vitória com consistência nas duas melhores ondas, avançando sem sustos.
O embalo brasileiro seguiu com Samuel Pupo, que teve uma das atuações mais sólidas da rodada ao abrir larga vantagem sobre Cole Houshmand. Na sequência, Ítalo Ferreira precisou de precisão nos detalhes para superar Ramzi Boukhiam em uma bateria definida por mínima diferença.
Yago Dora confirmou o bom momento ao bater Jacob Willcox, enquanto João Chianca venceu um confronto equilibrado contra Jake Marshall. Fechando o dia, Miguel Pupo garantiu mais um resultado positivo ao superar Morgan Cibilic.
Se por um lado o Brasil acumulou classificações, por outro teve baixas relevantes. Filipe Toledo acabou eliminado em uma disputa acirrada contra George Pittar, enquanto Alejo Muniz não conseguiu avançar diante de Ethan Ewing. Mateus Herdy já havia se despedido ainda na fase inicial.
Entre as mulheres, Luana Silva já tem confronto definido na próxima fase. Ela enfrentará Sophie McCulloch, que avançou após vencer um duelo equilibrado entre surfistas australianas.
As oitavas de final terão um confronto direto entre brasileiros, com Ítalo Ferreira enfrentando João Chianca. Já Medina terá pela frente Jack Robinson, na etapa australiana.
Após três dias de paralisação por falta de ondas, a etapa de abertura do Circuito Mundial da WSL foi retomada em Bells Beach, na Austrália, com bom desempenho dos surfistas brasileiros. No retorno da competição, Yago Dora, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Gabriel Medina e Samuel Pupo venceram suas baterias no round 2 e garantiram vaga nas oitavas de final.
O grupo se junta a Miguel Pupo e Alejo Muniz, que já haviam avançado antes da interrupção do evento. Até o momento, apenas João Chianca e Mateus Herdy foram eliminados — este último superado por Yago Dora.
A competição chegou a ser suspensa novamente após a bateria 14 do round 2. A expectativa é de que a disputa seja retomada por volta da meia-noite desta quarta-feira. Samuel Pupo ainda aguarda sua estreia oficial na etapa, em confronto com o australiano Jack Robinson, pela bateria 16.
No feminino, Luana Silva já está classificada para as oitavas de final e enfrentará a australiana Tyler Wright em busca de vaga entre as oito melhores.
Entre os destaques do dia, Gabriel Medina teve atuação consistente diante do mexicano Alan Cleland. Em condições com poucas ondas, o tricampeão mundial somou 6,50 e 5,60, fechando a bateria em 12,10 contra 3,67 do adversário. Após essa disputa, a organização voltou a interromper o evento por cerca de 40 minutos e transferiu a sequência das baterias para o pico alternativo de Winkipop, nas proximidades de Bells Beach.
O campeão olímpico Italo Ferreira já está pronto para dar o pontapé inicial na temporada de 2026 do Circuito Mundial de Surfe. Neste domingo (1°), o potiguar apresentou suas novas pranchas para o ano, com design inspirado no universo da Fórmula 1.
Nas redes sociais, o surfista revelou que o modelo faz referência ao RB22, carro da Red Bull Racing em parceria com a Ford na principal categoria do automobilismo mundial.
“Duas das minhas principais paixões no esporte vão me acompanhar no tour esse ano. Apresento pra vocês minha nova prancha, inspirada no RB22”, escreveu Italo.
O atleta está em São Paulo para participar do Medina Surf Fest, desafio realizado na piscina de ondas que tem como um dos idealizadores o tricampeão mundial Gabriel Medina. O evento também contará com a presença do campeão mundial Filipe Toledo.
Os surfistas Italo Ferreira e Filipe Toledo, dois dos principais nomes do surfe brasileiro, foram eliminados nas oitavas de final da etapa de Trestles, em San Clemente, nos Estados Unidos, válida pelo circuito da WSL em 2025. Ambos terminaram a competição na nona colocação após derrotas apertadas em suas respectivas baterias.
Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial, foi superado pelo australiano Joel Vaughan por 16.87 a 16.20. A disputa foi marcada por manobras aéreas de alto nível. Italo chegou a liderar a bateria após anotar 8.37 em sua melhor onda, mas foi superado nos instantes finais com um aéreo do adversário, que recebeu 8.30 dos juízes e garantiu a classificação.
Pouco depois, Filipe Toledo enfrentou o americano Griffin Colapinto e também deixou a competição. Em uma bateria equilibrada, o bicampeão mundial perdeu por 16.83 a 16.30 em decisão que gerou controvérsia. Toledo, atual sétimo do ranking, caiu diante do décimo colocado.
Com as eliminações, o Brasil segue com apenas um representante nas quartas de final: Yago Dora. O catarinense avançou ao vencer o compatriota João Chianca, o Chumbinho, em confronto direto.
No feminino, Luana Silva, única brasileira na elite da WSL, também foi eliminada nesta quarta-feira. A surfista, nascida no Havaí e filha de pernambucanos, caiu na repescagem diante da americana Caroline Marks, campeã olímpica em Paris 2024. Marks venceu por 15.20 a 13.44, deixando Luana na nona posição.
As semifinais do Pipe Pro 2025 foram marcadas por surpresas e eliminações brasileiras. Ítalo Ferreira e Ian Gouveia, que estavam entre os favoritos, foram superados por Barron Mamiya e Leonardo Fioravanti, respectivamente. O havaiano Mamiya, atual campeão do evento, reafirmou seu domínio em Pipeline, enquanto o italiano Fioravanti demonstrou grande adaptação às condições desafiadoras.
Ítalo Ferreira x Barron Mamiya
Na primeira semifinal, Ítalo Ferreira iniciou bem, marcando 8.50 pontos em sua primeira onda. No entanto, o brasileiro teve dificuldades para encontrar boas ondas ao longo da bateria e não conseguiu elevar sua pontuação, fechando com um total de 10.33 pontos.
Do outro lado, Barron Mamiya aproveitou sua experiência nas águas havaianas e surfou com precisão. Ele recebeu notas de 9.00 e 9.50, alcançando um total de 18.90 pontos e garantindo sua vaga na final.
Ian Gouveia x Leonardo Fioravanti
Na segunda semifinal, Ian Gouveia enfrentou Leonardo Fioravanti, que, apesar de não ser local, mostrou um alto nível de adaptação a Pipeline. Fioravanti surfou apenas três ondas, mas duas delas lhe renderam notas 8.33 e 8.24, somando 17.57 pontos.
Gouveia, por sua vez, não conseguiu igualar a performance do adversário. Sua melhor onda foi de 6.67 pontos, resultando em um total de 9.34. Com isso, o italiano garantiu sua vaga na final contra Mamiya.
O que esperar da final
A grande decisão do Pipe Pro 2025 será um duelo entre Barron Mamiya e Leonardo Fioravanti. Mamiya, atual campeão do evento, busca o bicampeonato em casa, enquanto Fioravanti tenta conquistar seu primeiro título em Pipeline. O confronto promete ser marcado por estratégias precisas e um alto nível técnico, onde o posicionamento e o controle das ondas serão determinantes para a vitória.
Em uma disputa acirrada pelas semifinais da World Surf League (WSL), o brasileiro Ítalo Ferreira superou o norte-americano Griffin Colapinto, e garantiu sua vaga na grande final da competição. Com a vitória, Ítalo está mais próximo de conquistar o bicampeonato mundial.
Após eliminar os australianos Ethan Ewing e Jack Robinson, Ítalo levou a melhor sobre Colapinto por uma pequena margem de 14.47 a 14.33. Demonstrando grande estratégia, o brasileiro soube aproveitar a prioridade nas últimas ondas e evitou uma possível virada do adversário.
A grande final do mundial de surfe será disputada contra o havaiano John John Florence ainda nesta sexta-feira (6). Uma vitória de Ítalo garantirá o bicampeonato para o Brasil.
Ítalo Ferreira se tornou campeão da etapa de Saquarema da WSL nesta sexta-feira (28), após vencer o surfista Yago Dora. O feito é o primeiro de Ítalo no Brasil e o segundo atuando nesta temporada.
Durante a final, Ferreira foi bem nas notas da primeira e da sexta onda, garantindo um 13.67, enquanto Dora - defendendo o título - não se equiparou às notas do seu oponente, tendo números mais inferiores.
A conquista de Saquarema é a primeira de ítalo Ferreira no Brasil. o atleta natural do Rio Grande do Sul é o atual medalhista olímpico (ouro) de surfe, e foi campeão mundial em 2019. O outro tento conquistado neste ano foi o Teahupo'o, no Taiti.
O surfista Ítalo Ferreira conquistou, no final da noite desta quinta-feira (30), o título da etapa de Teahupoo, do Circuito Mundial de Surfe. Na final, o potiguar dominou a bateria e venceu o havaiano John John Florence por 17.70 a 17.16. É a primeira vez que ele levantou a taça no Taiti e juntou a outros três brasileiros que também chegaram no topo, Bruno Santos em 2008, Gabriel Medina em 2014 e 2018, e Miguel Pupo em 2022. Atual medalhista de ouro olímpico, ele não era campeão de uma disputa na elite da WSL desde 2021.
Na semifinal, Ítalo eliminou o marroquino Ramzi Boukhiam por 13.27 a 8.50. Já John John Florence derrotou o também brasileiro Gabriel Medina por 18.00 a 14.00 para chegar na decisão. Com o título, o potiguar saltou 11 posições no ranking da WSL e assumiu o quinto lugar. Vale lembrar que o mar de Teahupoo será palco da disputa do surfe nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. No entanto, apesar de ser o atual campeão olímpico, ele não conseguiu a classificação para tentar brigar pelo bicampeonato. O Brasil será representado por Gabriel Medina, Filipe Toledo e João Chianca no masculino, enquanto no feminino terá Tatiana Weston-Webb, Luana Silva e Tainá Hinckel.
Quatro brasileiros estrearam com vitória na etapa de Margaret River, na Austrália. Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, Caio Ibelli e Samuel Pupo avançaram de fase no torneio australiano. Eles brigam para escapar do corte e seguir na disputa do título do Circuito Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês), onde apenas os 22 primeiros do ranking seguirão participando das etapas restantes da temporada.
Ocupando o 20º lugar, Medina foi o primeiro a entrar no mar. Ele conquistou um belo 8.50 em sua primeira onda e somou 15.000 pontos vencendo a bateria, que contou com o também brasileiro Deivid Silva (33º), que acabou ficando em terceiro atrás do australiano Jack Robinson e vai disputar a repescagem. Depois, foi a vez de Ítalo Ferreira (19º) que recebeu dois 8.50 e cravou 17.00 pontos vencendo a sétima bateria contra o japonês Kanoa Igarashi e o australiano Callum Robson. Na bateria 8, Caio Ibelli (26º) acumulou 14.93 pontos e levou a melhor sobre o australiano Ryan Callinan e o americano Cole Houshmand. Enquanto Samuel Pupo (25º) terminou no topo da bateria 11 com 14.56 superando o japonês Connor O'Leary e o indonésio Rio Waida.
Mas outros brazucas não tiveram a mesma sorte e vão disputar a repescagem. Além de Deivid Silva, Yago Dora (17º) e Miguel Pupo (28º) precisarão voltar no mar para tentar seguir na etapa. Enquanto no feminino, Luana Silva (10ª) foi eliminada na repescagem. Ela somou apenas 11.83 e acabou superada pela australiana India Robinson e pela costa-riquenha Brisa Hennessy.
O surfista Gabriel Leal, conhecido por encarar o desafio de viajar para o Havaí sozinho em busca do seu sonho, retornou à Bahia após temporada de aprendizado e contou algumas histórias sobre a experiência que obteve fora da sua terra natal longe da família.
Residente de Praia do Forte (Mata de São João), o atleta, mais maduro e com mais bagagem contou sobre alguns momentos que teve nas terras havaianas e falou a respeito da dificuldade vivida no início do processo de mudança.
“Confesso que no começo fiquei muito nervoso na minha primeira viagem sozinho. Não sabia muito o que ia fazer nem como fazer”, contou o jovem atleta.
“Coisas como pegar a bike e ir para o North Shore, onde fica Pipeline, por exemplo, eram completamente desconhecidas. Mas foi tudo se encaixando aos poucos”, revelou.
O surfista estava hospedado na cidade de Haleiwa, cerca de duas horas da Pipeline, uma das ondas mais perigosas do Havaí.
Gabriel alegou não ter uma onda em que prefere mais, pois em cada canto do país existem quantidades "extraordinárias".
“Gostei muito de surfar aqui em Haleiwa, no Backdoor de Pipeline, em Sunset, fora os secrets (ondas poucos surfadas). Foram experiências de outro mundo nessa minha segunda temporada no Havaí”, ressaltou.
Apesar de passar a temporada sem a família, o surfista contou com a presença de ídolos e amigos, sendo um deles o campeão mundial e olímpico Ítalo Ferreira, ex-Billabong.
“Acompanhei a sua rotina e ele é muito monstro e foco 100%. É gente boa pra caramba, gosta muito de brincadeiras, mas é muito focado e determinado. Já era minha inspiração e agora é mais ainda”, disse empolgado.
Após retornar da temporada no Havaí, Leal segue focado nas competições locais e regionais enquanto se prepara para uma próxima temporada na Indonésia, dessa vez com a família, entre maio e setembro.
Na última competição local, o jovem atleta ficou em sexto lugar no ranking profissional baiano e no sub-16, na categoria sub-18, chegou na quarta colocação.
O surfista Ítalo Ferreira se machucou nesta terça-feira (18) durante a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, do Circuito Mundial de Surfe. Ele acabou desistindo do torneio antes do final da bateria, que acabou sendo vencida pelo havaiano Ian Gentil.
Primeiro e único medalhista de ouro nas Olimpíadas, Ítalo Ferreira caiu de mal jeito ao tentar fazer uma manobra. O potiguar havia completado duas ondas e somado 13,47 liderando a disputa da repescagem. Após a lesão, ele pediu auxílio do jet ski para receber atendimento médico fora do mar. Ian Gentil virou com 14,70 e avançou para a próxima fase da competição.
Ítalo Ferreira ocupa a 11ª colocação no ranking do Circuito Mundial com 27,155 pontos. O também brasileiro Yago Dora aparece na quinta posição com 32,120, fechando a zona de classificação para a disputa do WSL Finals, que definirá o título envolvendo apenas os cinco melhores colocados.
Infelizmente, o Italo acabou caindo de mal jeito na volta desta manobra. Vamos torcer para que não tenha sido nada grave.
— WSL Brasil ???????? (@WSLBrasil) July 18, 2023
Força, Italo! Estamos contigo. ???? #WSLBrasil pic.twitter.com/O5zQ2G9pQR
Italo Ferreira, de 29 anos, será o primeiro brasileiro a entrar no Hall da Fama do Surfe. A homenagem acontecerá no dia 4 de agosto em Huntington Beach, na Califórnia, nos Estados Unidos.
"Essa homenagem me deixa muito motivado. Sou filho de um pescador de uma cidade pequena do litoral do Brasil e ter a oportunidade de ser lembrado ao lado de grandes ícones mundiais do meu esporte é realmente algo inesquecível, uma verdadeira honra", comentou o potiguar.
De acordo com os organizadores, Italo foi incluído no Hall da Fama devido ao "seu notável impacto no esporte, sua contribuição para a cultura do surfe e suas conquistas memoráveis". O brasileiro foi o primeiro campeão olímpico da história da modalidade nos Jogos de Tóquio-2020. Antes disso, em 2019, ele conquistou o título do circuito mundial da WSL.
Além de Italo, o Hall da Fama do Surfe também incluirá a jornalista americana Laylan Connelly e o argentino Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association (ISA).
No último domingo (28), Italo Ferreira foi vice-campeão da etapa Surf Ranch Pro, piscina de ondas artificiais de Kelly Slater, que faz parte do Circuito Mundial. Ele perdeu a final para o americano Griffin Colapinto que ficou com o título da disputa na Califórnia. A próxima parada será em El Salvador, cujo torneio acontece entre os dias 9 e 18 de junho. O potiguar aparece na 11ª posição do ranking da WSL com 19,090 pontos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Charles Fernandes
"Não foi a melhor estratégia, em breve tudo restará esclarecido".
Disse o deputado federal Charles Fernandes (PSD) ao rebater nesta quinta-feira (22), os desdobramentos da ação judicial envolvendo emendas parlamentares originalmente destinadas pelo ex-deputado federal Otto Alencar Filho, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) no Superior Tribunal de Justiça (STJ).