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Artigos

Alexandre Carneiro (Poeticus Eternus)
Semeando palavras, colhendo sonhos
Foto: Juan Alonso/ Divulgação

Semeando palavras, colhendo sonhos

Em um mundo cada vez mais dominado pela velocidade das informações e pela superficialidade dos discursos, ensinar poesia tornou-se um ato de resistência. Mais do que transmitir conteúdos, educar por meio da literatura significa abrir janelas para a imaginação, despertar sensibilidades e incentivar jovens a descobrirem sua própria voz.

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

iniciativa negra

Mais de 130 escolas de Salvador tiveram entre 10 e 20 dias letivos interrompidos por tiroteios em 2025
Foto: Imagem Ilustrativa. Paula Fróes / GovBA

Um estudo divulgado pelo Instituto Fogo Cruzado e a Iniciativa Negra, nesta quinta-feira (13), revela que, em 2025, ao menos 133 escolas de Salvador tiveram paralisações de 10 a 20 dias do cronograma letivo em decorrência de conflitos armados nos bairros. O relatório “A Geografia da Exposição: Disparos de arma de fogo, território e escolas afetadas em Salvador” se propõe a analisar o impacto da violência armada nas escolas públicas da cidade soteropolitana entre 2023 e 2025. 

 

A pesquisa é baseada na integração de dados de segurança pública do Instituto Fogo Cruzado, estatísticas educacionais do INEP e dados socioeconômicos e territoriais do Censo Demográfico 2022 do IBGE, tomando a escola como a unidade central de observação.

 

A partir de dados georreferenciados, o levantamento mapeou 3.748 disparos de armas de fogo na capital baiana, o que resultou em uma média diária de 3,4 ocorrências. Do total de conflitos armados contabilizados, 59% (2.206 eventos) foram registrados em dias letivos e 40% ocorreram à luz do dia. Segundo o estudo, a dinâmica prejudica de forma direta a mobilidade e a segurança da população, uma vez que coincide justamente com os horários de entrada, saída e recreio dos estudantes. 

 

Além disso, o relatório demonstra que quase 70% dos incidentes registrados em dias de aula decorrem de intervenções policiais, que somam 37,4%, e de homicídios ou tentativas de homicídio, que representam 32%.

 

Para mensurar com precisão a dimensão desse impacto na comunidade escolar, os pesquisadores desenvolveram o Índice de Risco do Entorno Escolar (IREE), marcador que avalia a intensidade decorrente da proximidade dos tiros, a severidade pela letalidade dos episódios e a persistência medida pela quantidade de semanas afetadas em um raio de até um quilômetro de cada instituição. 

 

A aplicação dessa ferramenta revelou uma acentuada assimetria na rede de ensino soteropolitana: embora a maioria das cerca de 600 unidades escolares públicas da cidade — estas que atendem 275 mil matrículas anuais — enfrente baixa exposição, um grupo restrito precisa suportar níveis críticos de violência territorial.

 

Entre 2023 e 2025, 120 escolas integraram as chamadas áreas críticas durante pelo menos um ano e 6 unidades permaneceram imersas nesse cenário de altíssimo risco durante todo o período analisado.

 

Em 2023, somente 10 escolas não registraram exposição a eventos de tiroteios, enquanto 283 acumularam entre 10 e 40 dias afetados e 81 escolas ultrapassaram 40 dias, chegando a 74 dias afetados. 

 

No ano seguinte, em 2024, apenas 11 escolas não tiveram registros, 280 foram afetadas entre 10 e 40 dias letivos e 71 superaram 40 dias, chegando a até 80 dias. Já em 2025, 12 escolas não registraram nenhum dia afetado, 133 instituições tiveram entre 10 e 20 dias letivos interrompidos, 183 registraram entre 21 e 40 dias e 23 escolas ultrapassaram 40 dias de exposição no ano, com casos de até 55 dias afetados.

 

Tais resultados indicam que, para uma parcela significativa dos alunos, a violência não se trata de algo pontual, mas de uma condição permanente do território.

 

A análise ainda utiliza marcadores socioeconômicos e raciais da capital baiana: dos 163 bairros de Salvador, apenas oito concentraram quase 20% de todos os tiroteios mapeados no período: Beiru/Tancredo Neves, Pernambués, Fazenda Grande do Retiro, Lobato, Valéria, Federação, IAPI e Castelo Branco. Em todas essas localidades, a proporção de moradores não-brancos (pretos, pardos e indígenas) é superior a 83%, atingindo o pico de 92,8% no bairro do Lobato. Somado a isso, em seis desses oito distritos a renda média per capita é inferior a R$900.

 

A tese central do levantamento é que colégios situados em territórios de menor renda e maior presença de população não-branca apresentam índices IREE significativamente piores. Nas seis escolas em situação crítica persistente durante os três anos, por exemplo, a renda média do entorno variava entre R$ 594,10 e R$ 702,59, enquanto a população não-branca oscilava entre 87,4% e 91,2%.

 

Na conclusão do estudo, o estudo recomenda a incorporação do IREE e de dados georreferenciados no planejamento das secretarias municipais para a alocação de equipes, apoio psicossocial e gestão de crises. Além disso, defende a criação de sistemas de dados integrados e de protocolos intersetoriais de resposta rápida envolvendo Educação, Segurança Pública, Saúde e Assistência Social, garantindo uma atuação coordenada do governo municipal antes, durante e após os episódios de violência nos territórios prioritários.

Fuga de presídio na Bahia completa uma semana sem recapturas; especialista teme novos ataques
Foto: Reprodução / Radar News

A fuga dos 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, na Costa do Descobrimento, completou uma semana. Desde então, o grupo segue foragido. A ação ocorreu no final da noite do dia 12 de dezembro quando oito homens armados invadiram o presídio com objetivo de soltar Edinaldo Pereira Souza, denominado de Dada, tido como chefe de uma facção criminosa local.

 

Além de Dada, os invasores tiraram outros 15 detentos que seriam ligados à mesma facção. Nesta quinta-feira, uma decisão do juiz Otaviano Andrade de Souza Sobrinho afastou a diretora, o diretor-adjunto e o coordenador de segurança do presídio de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, Elton Deolino Rocha e Wellington Oliveira Sousa, respectivamente.

 

Os diretores já tinham sido afastados por 30 dias, com possível prorrogação de prazo, pela Secretaria de Secretaria Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) após intervenção na carceragem.

 

Para o especialista em segurança e cofundador da Iniciativa Negra, Dudu Ribeiro, a troca de direção de presídios não vai necessariamente a fundo na mitigação dos problemas.

 

“Infelizmente a intervenção do presídio e afastamento das autoridades, ele é um mero mecanismo de emergência que não muda o quadro de forma profunda e nós seguimos nesse modelo de segurança pública que está em crise, e a Bahia tem particularmente cumprido um papel de destaque nesse modelo”, disse Ribeiro em entrevista ao Bahia Notícias.

 

O especialista declarou ainda que há o risco de novos ataques a presídios se a questão não for discutida de forma urgente pela sociedade.

 

“Nós poderemos, sim, ter novos episódios como esse em outras unidades enquanto não fizermos um grande debate nacional de mudança de rota e de paradigmas e de modelo de segurança pública. As organizações ligadas ao tráfico de drogas e armas são transnacionais, e a gente tem tido pouquíssima capacidade de desarticulá-las, sobretudo porque não existe o crime organizado sem participação, conivência, incentivo e comando de poderosos grupos políticos e econômicos”, enfatizou. 

 

Durantes as ações de recaptura, três dos oito invasores morreram em confronto com a polícia.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Muita coisa me chamou a atenção nessa declaração de bens dos candidatos. Enquanto uns foram honestos demais, pra outros a conta não fecha. Mas quem mais me deu pena foi Lero. Por outro lado, o Galego demonstrou seus grandes dotes para o mercado imobiliário. O bom é que já tem um plano B na Ademi. E se tem gente que deve ter cuidado com fotos da PF, outros já precisaram se explicar. Tem muita gente questionando a brotheragem da tal foto na piscina. Afinal, em uma campanha, a imagem é tudo - apesar de alguns ainda desafiarem o Mounjaro. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Gabriel Galípolo

Gabriel Galípolo
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".


Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Professora Delliana Ricelli (PSOL) nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
A pré-candidata ao Senado Federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Professora Delliana Ricelli, é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (17).

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